Principais Fatos
- A Avelo Airlines começou a operar voos de deportação em nome do ICE em maio de 2025.
- A companhia fechará sua base em Mesa, Arizona, em 27 de janeiro e encerrará o programa de fretamento do DHS.
- A Avelo citou complexidade operacional e falta de receita consistente como motivos para o fim do contrato.
- A companhia está fechando várias bases e migrando para uma estratégia de rede focada na Costa Leste.
- A Avelo planeja encomendar aeronaves Embraer E195-E2 para substituir sua frota tradicional Boeing.
Resumo Rápido
Avelo Airlines confirmou que irá rescindir seu contrato com o Immigration and Customs Enforcement (ICE) para operar voos de deportação. A companhia começou essas operações em maio de 2025, mas irá concluir sua participação no programa de fretamento do DHS em 27 de janeiro. Representantes da empresa atribuíram a decisão ao desempenho financeiro, observando que o programa não conseguiu gerar receita suficiente para compensar a complexidade operacional.
Este anúncio coincide com uma grande mudança estratégica para a companhia. Após anos de resultados inconsistentes, a Avelo está fechando múltiplas bases e reduzindo o tamanho de sua frota. A companhia está migrando para uma estratégia focada na Costa Leste, encerrando suas operações na Costa Oeste e bases específicas em Connecticut, Carolina do Norte e Arizona. A empresa visa estabilizar suas finanças concentrando-se em quatro aeroportos principais e preparando-se para o crescimento futuro com uma nova encomenda de frota.
Rescisão de Contrato e Impacto Financeiro
Avelo Airlines fechará sua base em Mesa, Arizona em 27 de janeiro, marcando o fim de seu suporte para voos federais de deportação. Um porta-voz da empresa declarou que o contrato com o ICE forneceu benefícios de curto prazo, mas, em última análise, não gerou receita consistente suficiente para justificar os custos operacionais. A companhia agora busca fortalecer seu balanço patrimonial após anos de instabilidade financeira.
A companhia começou a operar esses voos em maio de 2025, uma medida que atraiu críticas significativas do público e resultou em protestos em aeroportos em Albany, Burbank e New Haven. Apesar da controvérsia, a companhia manteve que os voos eram uma necessidade financeira. O CEO Andrew Levy descreveu anteriormente a decisão como motivada por fatores financeiros, reconhecendo que o tema era sensível, mas necessário para manter os membros da tripulação empregados.
Enquanto o contrato com o ICE está terminando, a Avelo enfatizou seu compromisso com os protocolos de segurança. Um porta-voz observou em abril que a companhia operou voos de deportação sob as administrações Trump e Biden, afirmando: "quando nosso país chama e solicita assistência, nossa prática é dizer 'sim'." No entanto, o retorno financeiro não atendeu às expectativas, levando à atual retirada estratégica.
Preocupações de Segurança e Detalhes Operacionais
A controvérsia em torno dos voos da Avelo se estendeu além das aparências financeiras e políticas para incluir alegações de segurança. Em setembro, o sindicato de comissários de bordo enviou um memorando à gestão alegando que as equipes de cabine eram "desencorajadas ou proibidas de realizar verificações de segurança e caminhadas pela cabine exigidas pela FAA." O sindicato também observou que não havia modificações nas aeronaves para permitir a evacuação de passageiros algemados durante uma emergência.
Para tripular os voos de deportação, a Avelo contratou especificamente pilotos, mecânicos e comissários de bordo para essas funções. De acordo com uma lista de vagas de abril, o pagamento para comissários de bordo começava em $28 por hora. O envolvimento da companhia representou uma mudança no sistema de deportação, pois é incomum que uma companhia aérea comercial regular dedique aeronaves e tripulações exclusivamente a voos do ICE. Historicamente, companhias aéreas fretadas como Global Crossing Airlines e Eastern Air Express lidaram com esses contratos.
Apesar da retirada da Avelo, a atividade de deportação permanece alta. Dados do grupo sem fins lucrativos Human Rights First indicaram que houve quase 12.000 voos de deportação e remoção relacionados entre 20 de janeiro e 30 de novembro de 2025. Outros operadores fretados, como GlobalX, esperam receita significativa de seus contratos, com um acordo de cinco anos projetado para gerar aproximadamente $65 milhões anualmente.
Mudança Estratégica para Foco na Costa Leste
Além do contrato com o ICE, a Avelo está passando por uma reformulação abrangente de sua rede. A companhia está fechando toda a sua operação na Costa Oeste devido à baixa demanda e saindo de sua base no Aeroporto Internacional Bradley em Hartford, Connecticut. Rotas para Montego Bay e Cancún estão sendo cortadas devido ao baixo desempenho de receita. A companhia também está fechando bases em Raleigh e Wilmington, Carolina do Norte.
A companhia planeja focar as operações em quatro aeroportos principais: New Haven, Connecticut; Wilmington, Delaware; Charlotte, Carolina do Norte (operando fora do Aeroporto Regional Concord-Padgett); e Lakeland, Florida. Esta estratégia reforça o modelo da companhia de conectar aeroportos secundários a grandes áreas metropolitanas. Por exemplo, a base em Delaware serve a região da Filadélfia, enquanto Lakeland está situada entre Orlando e Tampa.
Para facilitar o crescimento futuro, a Avelo anunciou uma encomenda de até 100 aeronaves Embraer 195-E2. Isso marca uma mudança em relação à sua frota tradicionalmente toda Boeing. A empresa declarou: "Essas mudanças permitem que a Avelo foque em escalar de forma sustentável cinco bases principais em 2026." Uma nova base também está planejada para McKinney, Texas, perto de Dallas, no final de 2026.
"A Avelo fechará a base em [Mesa] em 27 de janeiro e concluirá a participação no programa de fretamento do DHS."
— Porta-voz da Empresa
"O programa forneceu benefícios de curto prazo, mas, em última análise, não gerou receita consistente e previsível suficiente para superar sua complexidade operacional e custos."
— Porta-voz da Empresa
"Independentemente da administração ou afiliação partidária, como uma companhia aérea dos EUA, quando nosso país chama e solicita assistência, nossa prática é dizer 'sim'."
— Porta-voz da Avelo
"A tripulação de cabine 'era desencorajada ou proibida de realizar verificações de segurança e caminhadas pela cabine exigidas pela FAA.'"
— Sindicato de Comissários de Bordo da Avelo




