Principais Fatos
- O presidente colombiano Gustavo Petro convocou protestos de rua contra as ameaças dos EUA.
- O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado após uma campanha de bombardeio dos EUA.
- Mobilizações públicas na Venezuela não se concretizaram apesar dos chamados oficiais.
- A atual administração venezuelana utiliza mais de dois milhões de funcionários públicos para mobilização.
- O comparecimento atual é significativamente menor do que os comícios realizados na era de Hugo Chávez.
Resumo Rápido
A dinâmica política na fronteira entre Colômbia e Venezuela mudou drasticamente após as recentes ameaças e ação militar dos EUA. Enquanto o presidente colombiano Gustavo Petro mobilizou com sucesso sua base para protestar contra a interferência americana, a resposta dentro da Venezuela tem sido surpreendentemente silenciosa.
Apesar da captura do presidente Nicolás Maduro e de uma campanha de bombardeio dos EUA, grandes demonstrações públicas não se concretizaram. A atual administração venezuelana tentou organizar eventos usando sua rede de trabalhadores do setor público, mas esses esforços não alcançaram a massa crítica necessária para projetar força. A ausência visível das multidões massivas que uma vez definiram o movimento político fundado por Hugo Chávez indica uma mudança significativa na paisagem política.
Respostas Contrastantes à Pressão dos EUA
A atmosfera política na região foi carregada pela recente intervenção militar dos Estados Unidos. Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro reagiu a essas ameaças convocando seus apoiadores a tomarem as ruas. Este chamado à ação foi eficaz, com suas bases mobilizando-se para ocupar espaços públicos em oposição às ações americanas.
Em nítido contraste, a situação do outro lado da fronteira na Venezuela apresenta um quadro diferente. Após o bombardeio e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro, o esperado clamor popular foi mínimo. A reação da população geral tem sido descrita como quase invisível, carecendo da espontaneidade frequentemente vista em momentos críticos. Este silêncio contrasta fortemente com a presença ativa nas ruas vista na Colômbia.
Esforços Organizados Falham em Ganhar Tração
A atual administração na Venezuela fez esforços concertados para gerar apoio público. Essas mobilizações dependem fortemente da participação da extensa força de trabalho do país, com mais de dois milhões de funcionários. No entanto, mesmo com essa infraestrutura organizacional, os comícios oficiais têm lutado para ganhar momento.
Embora tenha havido atos e reuniões oficiais envolvendo centenas ou mesmo alguns milhares de pessoas, esses números são considerados baixos para o contexto. A incapacidade de mobilizar o aparelho estatal de forma eficaz sugere um problema mais profundo com o engajamento público. A incapacidade da administração de encher as ruas, apesar de ter a maquinaria organizacional para fazer isso, aponta para um possível descolamento com sua base tradicional.
Uma Sombra das Mobilizações Passadas
A escala atual da atividade de rua na Venezuela está muito longe de seu pico histórico. Durante o mandato de Hugo Chávez, o movimento político, conhecido como chavismo, era definido por sua capacidade de atrair multidões massivas de apoiadores. Esses comícios eram uma pedra angular do poder e da visibilidade do movimento.
Em comparação com eventos mais recentes, o comparecimento atual é fraco. As multidões reunidas pela liderança atual são menores do que as reuniões modestas que o próprio Maduro conseguiu organizar semanas antes. Aqueles comícios anteriores foram especificamente voltados para confrontar o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A queda na participação desses eventos recentes para a crise atual sugere uma erosão significativa do apoio a nível de rua que outrora era o sostén (suporte) do poder do regime.




