Fatos Principais
- Valeria Vegas publicou 'Tan flamencas: Vida, obra y milagros de nuestras folclóricas' pela editora Aguilar.
- Vegas descreve Isabel Pantoja como 'a última de sua espécie' e afirma que ela precisa ser 'cuidada um pouquinho mais'.
- A autora coleciona artefatos da cultura pop, incluindo bonecas Barbie de Cher, Joan Collins e Gloria Estefan.
- Vegas identifica ameaças às estrelas do folclore como 'bingo, Telecinco ou os videoclubs'.
Resumo Rápido
Valeria Vegas, uma antropóloga e escritora nascida em Valência, lançou um novo livro intitulado Tan flamencas: Vida, obra y milagros de nuestras folclóricas. A publicação, lançada pela Aguilar, foca na história e no impacto das estrelas do folclore espanhol.
Vegas argumenta que este gênero específico de estrelato está quase extinto. Ela contrasta a visibilidade atual de ícones internacionais com a das lendas do folclore espanhol. De acordo com Vegas, enquanto estrelas como Tina Turner e Liza Minnelli mantêm presença através de mercadorias modernas, as equivalentes espanholas desapareceram em grande parte do cenário cultural.
O livro examina as carreiras de Lola Flores, Rocío Jurado e Isabel Pantoja. Vegas caracteriza Pantoja como a 'última de sua espécie' e enfatiza a necessidade de proteger seu legado. A autora observa que essas estrelas enfrentaram desafios únicos que levaram ao seu declínio, incluindo a influência de redes de televisão e a obsolescência de locadoras de vídeo.
A Antropóloga da Cultura Pop
Valeria Vegas, 40, descreve-se como uma antropóloga da cultura pop que coleciona artefatos kitsch. Sua casa no centro de Madri é decorada com itens que refletem essa paixão. O apartamento apresenta uma estética reminiscente dos filmes de Almodóvar.
A coleção de Vegas inclui itens específicos que destacam seu interesse em ícones pop. Ela possui bonecas Barbie de Cher, Joan Collins e Gloria Estefan. Além disso, ela tem imagens de musas associadas ao diretor John Waters e mercadorias com Elvira, a rainha do escuro.
Entre seus itens enquadrados estão fotocromos de Carmen Sevilla>. Essas fotos capturam a artista em sua era mais esplêndida, especificamente quando ela estrelou filmes como Nadie oyó gritar, El techo de cristal e La loba y la paloma. Vegas admite ter um lado folclórico, afirmando que não olha suas contas bancárias e espera morrer trabalhando.
Reivindicando o Gênero Folclórico
O cerne da pesquisa de Vegas é o livro Tan flamencas, que visa reivindicar as grandes estrelas da música folclórica espanhola. Vegas vê essa categoria de celebridade como uma espécie quase extinta. Ela analisa os fatores que contribuíram para a longevidade — ou a falta dela — dessas performer.
Vegas fornece uma comparação para ilustrar o desaparecimento dessas estrelas. Ela observa que Tina Turner não tem um emoji, e Liza Minnelli não tem um ímã de geladeira. Em contraste, ela aponta que as estrelas do folclore tinham esses itens, implicando que eles uma vez ocuparam um lugar específico na cultura comercial que desde então foi perdido.
A autora identifica várias ameaças que essas estrelas enfrentaram. Ela afirma que 'qualquer coisa poderia tê-las acabado'. Os perigos específicos que ela lista incluem:
- O jogo de bingo
- A rede de televisão Telecinco
- A obsolescência dos videoclubs
Vegas acredita que essas estrelas tinham uma data de validade, sugerindo que a mudança na paisagem midiática contribuiu para seu declínio.
Isabel Pantoja: O Ícone Final
Entre as figuras estudadas, Isabel Pantoja recebe atenção específica de Vegas. A antropóloga vê Pantoja como uma figura única no clima cultural atual. Vegas descreve Pantoja como a última de sua espécie.
Essa caracterização sugere que Pantoja representa o último remanescente de uma era passada de estrelato. Vegas implica que a infraestrutura que apoiou as estrelas do folclore anteriores não existe mais para apoiar novas. Consequentemente, Pantoja permanece sozinha como o fim de uma linhagem.
Vegas emite um apelo à ação quanto ao status de Pantoja. Ela argumenta que há uma necessidade de cuidá-la um pouquinho mais. Essa afirmação destaca a fragilidade de sua posição como a única figura restante desse tipo específico de celebridade.
"Tina Turner não tem um emoji. Liza Minnelli não tem um ímã de geladeira. As folclóricas, sim."
— Valeria Vegas, Antropóloga e Escritora
"Eu sou um pouco folclórica: não olho minhas contas bancárias e vou morrer trabalhando."
— Valeria Vegas, Antropóloga e Escritora
"Isabel Pantoja é a última de sua espécie. É preciso cuidá-la um pouquinho mais."
— Valeria Vegas, Antropóloga e Escritora
"Qualquer coisa podia acabar com elas. Podia ser o bingo, a Telecinco ou os videoclubs. Elas tinham data de validade."
— Valeria Vegas, Antropóloga e Escritora




