Fatos Principais
- O documento é descrito como 'plagado de contradicciones' (atingido por contradições)
- Ele proclama uma predisposição ao não-intervencionismo, exceto quando os interesses nacionais ditam
- A estratégia afirma que não há 'nada incoerente ou hipócrita' em manter relações próximas com regimes autoritários
- A seção da América Latina reflete a influência do Secretário de Estado Marco Rubio
- Os trechos europeus refletem a animosidade do Vice-Presidente Vance
Resumo Rápido
O novo documento de Estratégia de Segurança Nacional da América do Norte apresenta uma visão de mundo que evoca a concepção clássica do poder imperial chinês. O texto é caracterizado por uma presença onipresente da China que molda seu conteúdo e forma, descrito como um documento repleto de contradições onde afirmações opostas são feitas sem vergonha ou nuance. Ele proclama uma predisposição ao não-intervencionismo, exceto quando os interesses nacionais ditam o contrário, como ocorreu recentemente na Venezuela.
A estratégia afirma que 'nada incoerente ou hipócrita' em manter relações próximas com regimes autoritários, ao mesmo tempo em que acusa os europeus de danificar a democracia. Sob essas contradições internas reside o princípio orientador de America First, que lembra o conceito imperial chinês de Tianxia ('tudo sob o céu'). Essa visão de mundo se manifesta em um sistema de círculos concêntricos de influência definidos pela proximidade ao núcleo civilizacional, onde o Império ocupa a posição dominante e a periferia contém povos bárbaros. As relações exteriores respondem à lógica da vassalagem simbólica, com o Imperador como fonte última de autoridade acima de qualquer princípio de legalidade ou estado de direito.
Contradições Internas e Mudanças de Política
O documento de Estratégia de Segurança Nacional é descrito como sendo plagado de contradicciones (atingido por contradições), onde uma coisa e seu contrário são afirmados sem nuance. O texto aparece às vezes como uma coleção de fragmentos desconexos, um conjunto de pedaços de declarações, ideias soltas e generalidades sem continuidade.
Posições políticas específicas dentro do documento incluem:
- Uma proclamação de predisposição ao não-intervencionismo
- Exceções ao não-intervencionismo quando os interesses nacionais ditam, citando especificamente eventos recentes na Venezuela
- Manutenção de relações próximas com regimes autoritários enquanto acusa aliados europeus de danificar a democracia
O documento afirma que não há 'nada incoerente ou hipócrita' sobre essas abordagens duais para as relações exteriores. Isso cria um quadro onde a administração mantém flexibilidade estratégica enquanto critica aliados tradicionais por suas abordagens democráticas.
Paralelos Imperiais e 'Tianxia' 🌏
Apesar das contradições internas, o documento opera sob o princípio orientador de America First. Essa visão ocasionalmente lembra a concepção clássica do poder imperial chinês, especificamente as ideias do Mandato del Cielo (Mandato do Céu) e Tianxia ('tudo sob o céu').
Esses conceitos históricos concebiam o Imperador como o centro legítimo de uma ordem mundial hierárquica. A aplicação moderna se manifesta em um sistema de círculos concêntricos de influência definidos por:
- Proximidade geográfica com o núcleo
- Afinidade cultural com o centro civilizacional
- A posição dominante do Império
- O status periférico de povos 'bárbaros'
Sob esse framework, o Imperador serve como a fonte última de autoridade, posicionado acima de quaisquer princípios de legalidade ou estado de direito. Isso cria uma estrutura reminiscente do Leviatán despótico (Leviatã despótico) descrito pelos laureados com o Nobel Acemoglu e Robinson, onde o poder é exercido através da lei emanada da pessoa do governante, em vez de princípios constitucionais.
Influências Regionais e Pessoal
O documento revela influências específicas de pessoal dentro de diferentes seções regionais. A seção da América Latina carrega a marca do Secretário de Estado Marco Rubio, sugerindo seu envolvimento direto na formulação de políticas para a região.
Por outro lado, os trechos concernentes à Europa refletem a inaquina (animosidade/ressentimento) do Vice-Presidente Vance. Isso indica uma postura mais adversária em relação a aliados europeus dentro do pensamento estratégico da administração.
Essas distintas impressões regionais contribuem para a aparência fragmentada do documento, funcionando como uma coleção de peças desconexas que refletem as prioridades e perspectivas concorrentes de oficiais-chave da administração, em vez de uma visão diplomática unificada.
"nada incoerente ou hipócrita"
— Documento de Estratégia de Segurança Nacional
"plagado de contradicciones"
— Análise da Estratégia de Segurança Nacional


