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Fatos Principais

  • Theresa Claiborne foi a primeira mulher negra piloto comissionada na Força Aérea dos EUA em 1981.
  • Ela pilotou KC-135 Stratotankers no exército e quase todos os jatos da Boeing na United Airlines.
  • Ela se aposentou da United em maio de 2024 após uma carreira de 34 anos.
  • Claiborne co-fundou a organização sem fins lucrativos Sisters of the Skies em 2017.
  • Menos de 150 mulheres negras nos EUA possuem licença de piloto.

Resumo Rápido

A capitã aposentada da United Airlines Theresa Claiborne se tornou uma sensação viral no TikTok, chamando a atenção para sua carreira inovadora. Ela detém a distinção de ser a primeira mulher negra piloto comissionada na Força Aérea dos EUA. Após servir no exército, ela se juntou à United Airlines em 1990 e passou 34 anos voando várias aeronaves da Boeing.

Sua carreira ocorre em um momento em que a diversidade na aviação é um tema de debate nacional. Claiborne falou contra as críticas recentes às iniciativas de diversidade, afirmando que todos os pilotos devem ser totalmente qualificados. Além do cockpit, ela trabalha ativamente para aumentar a representação através de sua organização sem fins lucrativos, Sisters of the Skies.

Serviço Militar Histórico ✈️

Theresa Claiborne começou sua jornada na aviação em uma família militar. Ela foi comissionada como segundo-tenente da Força Aérea em 1981 e rapidamente fez história. Ela se tornou a primeira mulher negra piloto do serviço, uma conquista significativa em um campo dominado por homens na época.

O treinamento era rigoroso e limitado. Claiborne observou que a Força Aérea inicialmente aceitava apenas 10 mulheres por ano para treinamento de piloto. Ela conquistou sua vaga após o programa ser expandido para 30. Sua aeronave principal era o Boeing KC-135 Stratotanker, um reabastecedor aéreo.

Apesar de seu sucesso, Claiborne enfrentou pressão constante para provar suas capacidades. Ela muitas vezes sentia que tinha que trabalhar mais duro para obter a mesma presunção de inocência que seus colegas homens brancos. Ela se aposentou da Reserva da Força Aérea em 2003 como tenente-coronel.

Uma Carreira Pioneira na United 🛫

Em 1990, Claiborne se juntou à United Airlines como engenheira de voo no Boeing 727. Na época, ela era uma das poucas mulheres negras piloto na empresa. Nas três décadas seguintes, ela subiu na escala de antiguidade e pilotou quase todos os principais jatos de passageiros da Boeing.

Seu registro de voo inclui o 737, 747, 757, 767 e 787 Dreamliner. Ela descreveu pilotar o enorme Boeing 747 de dois andares como seu favorito. Com apenas 1,57 metro de altura, ela brincou sobre pilotar a grande aeronave, afirmando que podia "voar com as pontas dos dedos".

Ela se aposentou em maio de 2024 como capitã no 787. Claiborne observou que a transição do voo militar para o comercial foi suave em termos de habilidade, embora as missões tenham mudado de logística de combate para transportar passageiros com segurança. Ela também destacou que o salário das companhias aéreas era significativamente maior do que os salários militares.

Abordando DEI e Qualificações

A fama viral de Claiborne coincide com uma acalorada conversa nacional sobre diversidade, equidade e inclusão (DEI) na aviação. Declarações recentes de figuras políticas, incluindo a administração Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth, questionaram se a redução de padrões está afetando a segurança.

Claiborne chamou essa mensagem de "danosa". Ela acredita firmemente que mulheres e pessoas de cor trazem habilidades valiosas para a indústria. Ela afirmou: "Nenhuma companhia aérea vai contratar pessoas apenas por isso; há muita responsabilidade".

Ela enfatizou que cada pessoa no cockpit é qualificada. Estatísticas mostram que a indústria permanece em grande parte homogênea: cerca de 82% dos pilotos de companhias aéreas dos EUA são brancos, enquanto mulheres negras possuem menos de 150 licenças de piloto de qualquer tipo.

Mentoria e Legado 🌟

Através de sua experiência, Theresa Claiborne se tornou uma mentora para a próxima geração. Em 2017, ela co-fundou a organização sem fins lucrativos Sisters of the Skies. A organização oferece mentoria e bolsas de estudo para jovens mulheres de cor interessadas em aviação.

Seu objetivo ao se aposentar era ver pelo menos 10 mulheres como ela trabalhando na United. Ela acredita que a representação importa, afirmando: "Se você pode vê-la, você pode ser ela".

Claiborne continua defendendo a profissão. Ela aconselha aspirantes a pilotos a ignorar o "barulho" sobre padrões reduzidos e simplesmente serem o melhor que podem ser. Sua carreira serve como um testemunho do valor da perseverança e da excelência no cockpit.

"Eu não gosto do barulho que estamos vendo; eu sou qualificada e assim é qualquer outra pessoa no cockpit — cada uma delas."

— Theresa Claiborne, Capitã Aposentada da United

"Se você pode vê-la, você pode ser ela."

— Theresa Claiborne, Capitã Aposentada da United

"Nenhuma companhia aérea vai contratar pessoas apenas por isso; há muita responsabilidade."

— Theresa Claiborne, Capitã Aposentada da United

"Eu tenho 1,57 metro, então as pessoas me perguntavam: 'Como você voa um avião tão grande?' Eu o ajusto; eu voava com as pontas dos dedos."

— Theresa Claiborne, Capitã Aposentada da United