Fatos Principais
- Kris LeBoutillier viveu em Singapura por 28 anos depois de se mudar de Upstate New York.
- Ele trabalhou como fotojornalista para a National Geographic Traveler e mais tarde se tornou diretor de conteúdo.
- Ele visitava a mãe duas vezes por ano, mas carrega a culpa de não ter estado mais próximo durante seus últimos anos.
- Ele está criando duas crianças com passaportes americanos em Singapura, que têm experiência limitada com a vida americana.
Resumo Rápido
Kris LeBoutillier cresceu em Upstate New York, perto do Lago Erie, sonhando com uma vida viajando pelo mundo. Depois de trabalhar como editor em Nova York, uma oportunidade de trabalho o levou a Singapura em uma mudança que seria temporária. Em vez disso, ele permaneceu lá por 28 anos, construindo uma carreira que o levou pela Austrália, Vietnã, Camboja, Tailândia e Índia.
Enquanto sua localização proporcionou a base perfeita para seu trabalho como fotojornalista, a distância criou uma culpa silenciosa em relação à sua mãe idosa. Ele visitava duas vezes por ano, mas sentia que não estava presente o suficiente quando ela precisava dele. Hoje, ele está criando uma família em Singapura, mas se preocupa com a conexão de seus filhos com sua herança americana. Apesar do desgaste emocional, ele vê sua experiência de expatriado como a realização de uma ambição de infância.
De Upstate New York para os Trópicos 🌏
Kris LeBoutillier cresceu às margens do Lago Erie, em uma cidade ao sul de Buffalo, New York. Ele descreve uma infância onde o gelo era algo que você raspava do carro no inverno, não algo que se colocava na bebida. A vida em uma ilha tropical parecia um sonho distante.
Como estudante do ensino médio, ele era o "garoto nerd" que se empolgava em ler histórias em Time e The New York Times sobre lugares exóticos e distantes. Ele soube cedo que queria um trabalho que permitisse vivenciar eventos globais de primeira mão. Um semestre na França solidificou essa ambição, onde ele morou com uma família que alugava para um expatriado americano que conversava casualmente sobre férias de esqui na Suíça e escapadas para a Grécia e Turquia.
Aos 21 anos, ele decidiu por essa vida, perguntando por que deveria trabalhar em "entediante" Nova York ou Chicago, quando poderia mirar em Paris, Hong Kong ou Londres. Depois de vários anos trabalhando como editor em Nova York, sua então esposa recebeu uma oferta de emprego em Singapura. O que eles antecipavam como uma mudança de apenas alguns anos se tornou décadas.
Construindo uma Carreira na Ásia 📸
A mudança para Singapura forneceu o impulso que a carreira de LeBoutillier precisava. Em 2000, ele decidiu seguir seu sonho de se tornar um fotojornalista em tempo integral. Sua localização o tornou um candidato destacado, pois a Ásia entrava em um boom de viagens e editores de revistas precisavam de fotógrafos no local.
Ele se descreve como estando no "lugar certo, no momento perfeito". Singapura serviu como a base perfeita para reportagens por toda a região. Ele poderia estar pronto para ir a qualquer lugar no Sudeste Asiático com apenas algumas horas de aviso. Seu trabalho incluiu fotos para a National Geographic Traveler pela Austrália, Vietnã, Camboja, Tailândia e Índia.
Eventualmente, sua carreira de fotografia evoluiu para algo mais permanente e corporativo. Ele mudou para o papel de diretor de conteúdo, produzindo e dirigindo vídeos pela região. Essa mudança representou uma evolução natural para um escritor-fotógrafo em um mundo que avançava rapidamente para o conteúdo digital.
O Custo da Distância 🛫
Viver no exterior por quase três décadas mudou LeBoutillier, mas teve um custo significativo. Sua mãe envelheceu e ficou doente, mudou-se para uma instalação de cuidados gerenciados e, eventualmente, faleceu subitamente. Ele fez todos os esforços para visitar duas vezes por ano, especificamente no verão e em torno do Natal.
Apesar desses esforços, ele carregava um toque de culpa e remorso por não estar lá com mais frequência. Em uma de suas últimas viagens antes de sua morte, sua mãe lhe perguntou: "Você não ficou tempo suficiente em Singapura?" Embora ela sempre tenha apoiado suas escolhas, à medida que se aproximava dos 80 anos e sua saúde declinava, ela queria ele mais perto de casa.
Ele reconhece que, embora ela recebesse os cuidados de que precisava no asilo, não havia substituto para sua presença pessoal e as histórias sobre sua vida no exterior. Quando questionado se era egoísta, ele admite que talvez, mas mantém que nunca trocaria a vida que tem.
Família e Planos Futuros 👨👩👧👦
LeBoutillier se casou novamente há três anos e está criando uma família em Singapura com sua esposa, Jamie. Ele tem uma filha de 9 anos de um casamento anterior e um filho pequeno. Ambas as crianças têm passaportes americanos, e ele acredita que merecem uma identidade americana e um lugar para criar raízes.
Embora as crianças tenham visitado os EUA para conhecer primos e seus amigos mais antigos, nunca tiveram a chance de morar lá ou experimentar plenamente a vida como americanas. Uma conversa recente com sua filha destacou essa desconexão; quando ele mencionou que ela visitou Manhattan quando era bebê, ela respondeu: "Onde é isso?"
Essa realização foi marcante para LeBoutillier. Ele sente que seus filhos deveriam conhecer o país que moldou quem ele é. Embora ele não tenha certeza se voltará aos EUA porque tudo é diferente agora, ele recomenda absolutamente uma vida de expatriado para outros. Ele conseguiu a vida que sonhou quando criança lendo sobre o resto do mundo.
"Você não ficou tempo suficiente em Singapura?"
— Mãe de Kris LeBoutillier
"Onde é isso?"
— Filha de Kris LeBoutillier, sobre Manhattan




