Fatos Principais
- Shas promete se opor ao orçamento de 2026 a menos que um projeto de lei de isenção de alistamento para haredim seja aprovado.
- Procurador-Geral adjunto critica o governo por ignorar ordem do Supremo Tribunal sobre sanções a evasores do alistamento.
- Goldknopf compara penalidades para estudantes de yeshivá à 'estrela amarela'.
Resumo Rápido
O partido política Shas anunciou que se oporá ao orçamento nacional de 2026 a menos que o governo da coalizão aprove um projeto de lei sobre isenções de alistamento para haredim. Essa posição segue uma declaração do Procurador-Geral Adjunto criticando o governo por ignorar uma ordem do Supremo Tribunal concernente a sanções para evasores do alistamento.
O conflito centraliza-se nos requisitos de serviço militar obrigatório para estudantes de yeshivá. As tensões aumentaram significativamente quando o líder do Shas, Yitzhak Goldknopf, comparou as penalidades propostas para esses estudantes à 'estrela amarela'. A coalizão agora enfrenta um obstáculo significativo na aprovação do orçamento, dependente da resolução da disputa sobre a legislação de isenção de alistamento.
Shas emite ultimato sobre o orçamento
O partido político Shas declarou formalmente sua intenção de se opor ao orçamento de 2026. Essa oposição é condicional à aprovação de legislação específica pela coalizão. O projeto de lei necessário trata de isenções de alistamento para estudantes de yeshivá haredim. Sem essa ação legislativa, o Shas não apoiará o orçamento nacional.
Esse ultimato coloca uma pressão significativa sobre a coalizão governante. A aprovação do orçamento exige uma votação majoritária, e a perda do apoio do Shas pode comprometer a capacidade do governo de aprovar o orçamento. O partido está aproveitando sua posição para garantir a aprovação do projeto de lei de isenção de alistamento.
Procurador-Geral Adjunto critica inação do governo
O Procurador-Geral Adjunto emitiu uma forte repreensão quanto ao tratamento dado pelo governo aos requisitos de serviço militar. A crítica foca na falha do governo em cumprir uma ordem do Supremo Tribunal. Especificamente, a corte determinou a implementação de sanções contra indivíduos que evitam o alistamento.
O governo foi acusado de ignorar essa diretriz judicial. As sanções pretendem fazer cumprir as leis de serviço militar obrigatório. A relutância da administração em aplicar essas penalidades atraiu escrutínio legal e alimentou o atual impasse político.
Comparação controversa de Goldknopf
O líder do Shas, Yitzhak Goldknopf, gerou controvérsia com seus comentários sobre as penalidades de alistamento. Ele comparou explicitamente as sanções enfrentadas pelos estudantes de yeshivá à 'estrela amarela'. Essa referência histórica chamou a atenção para a severidade com que a comunidade haredim vê as penalidades propostas.
A declaração de Goldknopf sublinha a forte oposição dentro do setor haredim ao recrutamento obrigatório. Ao invocar um símbolo histórico tão potente, o líder do Shas destaca o direcionamento percebido dos estudantes de yeshivá. A comparação serve para galvanizar a oposição contra a aplicação das ordens de alistamento.
O conflito sobre isenções de alistamento
O cerne da disputa reside no choque entre decisões do Supremo Tribunal e desejos legislativos. A corte manteve o requisito de sanções contra evasores do alistamento. No entanto, a coalizão, pressionada pelo Shas, busca aprovar uma lei que isentaria os estudantes haredim desses requisitos.
Os pontos principais de controvérsia incluem:
- A validade legal da ordem do Supremo Tribunal versus a nova legislação proposta.
- A natureza específica das sanções a serem aplicadas aos evasores do alistamento.
- A necessidade política de manter a coalizão enquanto satisfaz as mandatas judiciais.
O governo deve navegar por essas águas legais e políticas complexas para garantir o orçamento de 2026.
"estrela amarela"
— Yitzhak Goldknopf, Líder do Shas




