Fatos Importantes
- Sam Bail fundou o Bright Nights Social há três anos para hospedar eventos de nightlife sem álcool em Nova York.
- Bail estima que pelo menos 75% dos participantes não se identificam como sóbrios ou curiosos sobre a sobriedade.
- O público-alvo principal é o final da Geração Z e jovens millennials, com idades entre 25 e 30 e poucos anos.
- Os eventos incluem aulas de culinária, artesanato, festas de dança e degustações de chá.
- Os participantes costumam praticar "zebra striping", alternando entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas.
Resumo Rápido
Sam Bail, engenheira de dados, fundou o Bright Nights Social há três anos para organizar eventos de nightlife sem álcool em Nova York. Em vez de bares tradicionais, Bail organiza aulas de culinária pop-up, eventos de artesanato e festas de dança sem álcool. Surpreendentemente, Bail estima que pelo menos 75% dos participantes não são sóbrios nem curiosos sobre a sobriedade.
O público-alvo é principalmente a Geração Z mais velha e millennials jovens que querem socializar sem o custo, as ressacas ou a dominância da bebida na vida social. Isso se alinha com uma mudança mais ampla em direção a experiências em vez de consumo, onde as pessoas preferem gastar dinheiro com atividades em vez de cocktails caros. Bail observa que as gerações mais jovens estão praticando moderação, alternando frequentemente entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas, uma prática conhecida como "zebra striping". Além disso, há um interesse crescente em produtos legais de THC para ansiedade social, embora haja ceticismo em relação a bebidas adaptogênicas. Os eventos provam que o nightlife sem álcool pode ser vibrante e inclusivo para quem quer aproveitar a cidade sem os efeitos colaterais negativos do álcool.
O Surgimento do Bright Nights Social
Há três anos, Sam Bail teve a ideia de abrir um bar sem álcool em Nova York. Bail, que não bebe, ainda queria a atmosfera do nightlife — dança, música e conhecer novas pessoas — mas não queria um espaço focado em bem-estar, meditação ou yoga. O objetivo era criar algo que se sentisse como um nightlife real, sem que o álcool fosse o principal evento.
Em vez de assinar um contrato de aluguel, Bail começou a testar o conceito através de eventos pop-up. Esses eventos envolviam ocupar cafés e outros locais à noite para transformá-los em bares sem álcool por uma noite. O experimento rapidamente ganhou momentum, levando a colaborações com numerosos locais e uma variedade de novos formatos. Nos últimos três anos, milhares de pessoas compareceram a esses eventos.
O aspecto mais surpreendente para Bail foi o nível de demanda. O que começou como um pequeno experimento evoluiu para um modelo de negócios próspero. O sucesso sugere uma necessidade significativa não atendida de espaços sociais que não giram em torno do consumo de álcool.
Quem Participa de Eventos Sem Álcool?
Há uma suposição comum de que eventos sem álcool atraem exclusivamente indivíduos sóbrios ou curiosos sobre a sobriedade. No entanto, Sam Bail relata que não é o caso com o Bright Nights Social. Com base em conversas com os convidados, Bail estima que pelo menos 75% dos participantes não se identificam como sóbrios ou curiosos sobre a sobriedade.
O público-alvo principal consiste em indivíduos com idades entre 25 e 30 e poucos anos, especificamente a Geração Z mais velha e millennials muito jovens. A divisão de gênero varia por evento, mas muitas festas estão perto de 50-50 entre homens e mulheres. O que esses participantes têm em comum é o desejo de socializar e se divertir sem fazer da bebida o centro de suas vidas sociais.
Muitos participantes mais jovens expressam que ainda bebem ocasionalmente, mas preferem não fazê-lo toda vez que saem. Eles citam razões como o alto custo do álcool, os efeitos físicos negativos das ressacas e a forma como a bebida domina a vida social em cidades como Nova York. Bail, uma millennial mais velha, observa que, embora ela tenha passado da fase de festas intensas, os participantes mais jovens compartilham sentimentos semelhantes em relação à moderação.
Mudanças nas Preferências Sociais
O sucesso do Bright Nights Social reflete uma mudança mais ampla entre as gerações mais jovens em direção à priorização de experiências em vez de consumo. Em Nova York, isso é visível na popularidade de aulas de cerâmica, aulas de culinária, rug tufting (fabricação de tapetes) e eventos noturnos em bibliotecas. Os eventos de Bail espelham essa tendência, apresentando aulas de culinária, oficinas de fabricação de tapetes, bares de chá e aulas de fabricação de bagels.
Os participantes frequentemente expressam o desejo de criar memórias sem acordar se sentindo mal no dia seguinte. O custo também é um fator significativo; com cocktails custando US$ 15 ou US$ 20, uma noite na cidade pode se tornar extremamente cara. Muitos convidados preferem gastar seu dinheiro com experiências em vez de álcool.
Apesar do foco em opções sem álcool, a Geração Z não está se abstindo totalmente. Bail observa que os jovens estão praticando moderação. Isso inclui tomar uma bebida no jantar e mudar para cerveja sem álcool, ou alternar entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas durante a noite. Essa prática, conhecida como zebra striping, indica uma abordagem mais intencional em relação à bebida.
Tendências Futuras: THC e Bebidas Funcionais
Uma mudança significativa observada por Sam Bail é o papel do THC legal. Embora produtos de THC não sejam servidos no Bright Nights Social, os convidados frequentemente discutem o uso deles antes dos eventos. Em lojas de bebidas não alcoólicas, as bebidas de THC estão entre os produtos mais vendidos. Os convidados relatam que o THC ajuda com a ansiedade social e se sente mais gerenciável do que o álcool quando usado com moderação.
Por outro lado, permanece o ceticismo em relação a bebidas funcionais ou adaptogênicas contendo nootrópicos, ashwagandha ou cogumelos funcionais. Muitas pessoas não estão convencidas de que essas bebidas oferecem efeitos além de um placebo. No entanto, Bail acredita que a indústria ainda está em seus estágios iniciais. À medida que as pessoas aprendem o que funciona para seus corpos, as bebidas funcionais podem ganhar mais tração.
Simultaneamente, há conversas sobre pessoas se afastando do THC após exagerar. Bail antecipa uma tendência semelhante em relação à moderação, à medida que as pessoas buscam eventos de nightlife que melhor atendam às suas necessidades. O objetivo não é necessariamente a sobriedade permanente, mas experimentar ativamente o que a moderação parece.
Conclusão
A maior concepção errada sobre o nightlife sem álcool é que ele é chato ou restritivo. Sam Bail enfatiza que as pessoas não querem ser ditas o que não fazer; elas simplesmente querem mais opções. O Bright Nights Social não é sobre a sobriedade como uma identidade, mas sobre criar um espaço onde o álcool não é o padrão.
Esses eventos permitem que as pessoas dançem, flertem, encontrem estranhos e fiquem até tarde sem a expectativa de beber. O alto comparecimento de indivíduos não sóbrios indica que o nightlife sem álcool não é mais uma ideia de nicho. É uma opção viável para quem quer aproveitar a cidade e acordar no dia seguinte se sentindo como si mesmo.
"Eu queria algo que ainda se sentisse como um nightlife real, apenas sem que a bebida fosse o principal evento."
— Sam Bail, Fundadora do Bright Nights Social
"Com base em conversas com os convidados, eu estimo que pelo menos 75% das pessoas que participam dos meus eventos não se identificam como sóbrias ou mesmo curiosas sobre a sobriedade."
— Sam Bail, Fundadora do Bright Nights Social




