Principais Fatos
- Aldrich Ames morreu aos 84 anos
- Ele morreu em uma prisão federal em Maryland
- Ele foi um ex-agente da CIA que se tornou ativo russo
- A morte foi confirmada por um porta-voz do Bureau de Prisões
Resumo Rápido
Aldrich Ames, o ex-agente da CIA que se tornou ativo russo, morreu em uma prisão federal em Maryland, de acordo com um porta-voz do Bureau de Prisões. Ele tinha 84 anos.
Ames estava cumprindo uma sentença de prisão perpétua por espionagem e traição. Ele estava encarcerado na Penitenciária dos Estados Unidos em Terre Haute, Indiana, mas foi transferido para um centro médico federal em Maryland devido à piora de sua saúde. Ames foi responsável por comprometer algumas das operações mais sensíveis da CIA durante a Guerra Fria, levando à morte de pelo menos dez fontes de inteligência dos EUA na União Soviética.
Sua prisão em 1994 encerrou um dos casos de espionagem mais danosos da história americana. Ames e sua esposa, Rosario, foram presos após uma longa investigação do FBI conhecida como Operação Varredura Noturna (Operation Night Sweep). Ele se declarou culpado para evitar a pena de morte e foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
A Prisão e a Condenação
O Bureau de Prisões confirmou a morte de Ames em uma instalação em Maryland. Ames foi preso em 21 de fevereiro de 1994, fora de sua casa em Arlington, Virginia. A prisão foi precedida por uma investigação de contrainteligência que rastreou os hábitos de gastos de Ames e sua esposa, que excediam em muito seu salário conhecido.
Ames começou a espiar para a União Soviética em 1985. Ele forneceu ao KGB os nomes de vários ativos da CIA, incluindo:
- Dmitri Polyakov (General)
- Adolf Tolkachev (cientista aeroespacial soviético)
- Valery Martynov (oficial do KGB)
- Sergei Motorin (oficial do KGB)
Esses indivíduos foram executados pela União Soviética após suas identidades serem reveladas por Ames. O FBI e a CIA lançaram uma força-tarefa conjunta para investigar as enormes perdas de inteligência.
Vida Atrás das Grades
Ames foi encarcerado por mais de três décadas. Após sua condenação, ele foi enviado para a Penitenciária dos Estados Unidos em Terre Haute, Indiana. Nos anos que antecederam sua morte, sua saúde se deteriorou significativamente.
Ele sofria de várias doenças, incluindo pressão alta e doenças cardíacas. Devido a esses problemas médicos, ele foi movido para o Centro Médico Federal em Butner, Carolina do Norte, e mais tarde para a instalação em Maryland. O Bureau de Prisões geralmente não divulga a causa específica da morte dos detentos até que os parentes próximos sejam notificados.
Impacto na Inteligência dos EUA
O dano causado por Aldrich Ames é considerado catastrófico para a segurança nacional dos Estados Unidos. Sua traição comprometeu praticamente toda a operação da CIA contra a União Soviética durante seu tempo como infiltrado. A comunidade de inteligência passou anos tentando determinar como os soviéticos haviam aprendido sobre suas operações.
O caso Ames levou a reformas significativas dentro da CIA sobre como lidar com agentes duplos e monitorar seus próprios funcionários. Ele permanece como um estudo de caso em falhas de contrainteligência e o impacto devastador de ameaças internas. Ames alegou que espiou por dinheiro, usando o produto para financiar um estilo de vida luxuoso que incluía um Jaguar e uma reforma em uma casa.
Detalhes Finais
Aldrich Ames morreu aos 84 anos. A morte foi relatada por um porta-voz do Bureau de Prisões. Ele faleceu em uma prisão federal em Maryland. Ames foi um ex-agente da CIA que se tornou ativo russo.



