Fatos Principais
- Estima-se que Herman Göring tenha adquirido e saqueado 4.263 obras de arte e objetos decorativos.
- A Rússia não devolveu nenhum dos bens levados durante a guerra e, geralmente, não os exibe para evitar reivindicações.
- A Polônia há muito solicita a devolução de obras de mestres como Dürer, Holbein e Cranach, mas não obteve resposta.
- O Museu Histórico Alemão criou um sistema digital para documentar a coleção de Göring.
Resumo Rápido
Oitenta anos após o término da Segunda Guerra Mundial, o comércio ilícito de artefatos culturais saqueados continua a impactar a Europa. Milhares de obras de arte e objetos culturais permanecem em trânsito, tendo sido originalmente expoliados por Hitler e os nazistas, ou levados por soldados e civis durante o conflito. À medida que os proprietários originais e os perpetradores falecem, esses itens estão cada vez mais surgindo no mercado.
Registros históricos destacam a escala massiva do roubo nazista. Herman Göring, o braço direito de Hitler, estima-se que tenha adquirido e saqueado 4.263 obras, variando de pinturas a móveis. Embora esses itens fossem frequentemente destinados a um museu planejado em Schorfheide, o cenário geopolítico atual envolve disputas complexas sobre a propriedade. Especificamente, a Rússia retém milhares de obras levadas da Polônia e excluiu a Alemanha de acordos sobre sua devolução.
O Legado Duradouro do Saque da Segunda Guerra Mundial
Apesar da passagem de oito décadas desde o fim da guerra, o movimento de propriedade cultural roubada não cessou. Especialistas observam que dezenas de milhares de obras de arte e objetos culturais ainda circulam pela Europa. A maioria desses itens foi originalmente roubada por Hitler e o regime nazista, embora uma parte tenha sido levada por soldados e civis oportunistas durante o caos do conflito.
O reaparecimento dessas obras está frequentemente ligado ao envelhecimento natural dos proprietários ilegítimos. À medida que esses indivíduos falecem, suas coleções entram no mercado aberto através de leilões e galerias. Esse fenômeno destaca a natureza persistente e não resolvida da devastação cultural da guerra.
A Coleção Massiva de Hermann Göring
Entre os ladrões mais prolíficos da época estava Herman Göring, um marechal de campo alemão e o segundo em comando de Hitler. Conhecido por sua constituição física robusta, Göring era movido por um apetite voraz por saque em todos os territórios conquistados. Seus interesses eram amplos, abrangendo vinho, arte e móveis. Ele justificava abertamente suas ações aos seus pares, afirmando: "Nos tempos antigos, a regra era o saque. Agora, as formas externas se tornaram mais humanas. No entanto, pretendo saquear e fazê-lo copiosamente".
Göring cumpriu essa intenção. Estima-se que ele tenha adquirido 4.263 obras através de compra e saque entre as décadas de 1920 e 1945. Esses itens incluíam:
- Pinturas
- Esculturas
- Artes decorativas
- Móveis e tapeçarias
Muitos desses objetos foram destinados a um museu projetado em Schorfheide, perto de Berlim, destinado a ser a 'Galeria do Norte da Alemanha'. Projetos digitais de instituições históricas alemãs compilaram recentemente dados sobre essa coleção, documentando a imensa escala do roubo.
Estagnações Diplomáticas e Repatriação
A devolução de arte saqueada é complicada pelas tensões diplomáticas contínuas. A Rússia se destaca como uma exceção histórica, não tendo devolvido nenhum dos bens apreendidos durante a guerra. Para evitar reivindicações legais, as autoridades raramente exibem esses itens publicamente, embora permaneçam na posse do estado indefinidamente.
A Polônia envolveu-se em anos de esforços diplomáticos solicitando a repatriação de seu patrimônio cultural. Essas solicitações visam especificamente obras-primas de mestres antigos como Dürer, Holbein e Cranach, bem como manuscritos de escritores poloneses. No entanto, esses apelos foram recebidos com silêncio. Além disso, a Rússia excluiu a Alemanha de acordos relevantes, garantindo que as décadas vindouras provavelmente verão pouco progresso na resolução dessas disputas de propriedade.
Key Facts: 1. Herman Göring is estimated to have purchased and plundered 4,263 works of art and decorative objects. 2. Russia has not returned any of the assets taken during the war and generally does not display them to avoid claims. 3. Poland has long requested the return of works by masters such as Dürer, Holbein, and Cranach, but has received no response. 4. A digital system has been created by the German Historical Museum to document Göring's collection. FAQ: Q1: Who was responsible for looting thousands of artworks during WWII? A1: Herman Göring, Hitler's lieutenant, is estimated to have acquired 4,263 works through purchase and plunder. Q2: Which country refuses to return looted art? A2: Russia has not returned any of the assets taken during the war and excludes Germany from related agreements."Nos tempos antigos, a regra era o saque. Agora, as formas externas se tornaram mais humanas. No entanto, pretendo saquear e fazê-lo copiosamente."
— Herman Göring, Marechal de Campo Nazista




