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Fatos Importantes

  • Tiaras eram usadas por mulheres de alta patente em eventos formais em três ramos das Forças Armadas dos EUA
  • A Marinha ainda permite o uso de tiaras hoje, embora tenham sido banidas em 2015 e depois a proibição foi revertida
  • Pelo menos duas tiaras vintage estão alojadas na Smithsonian Institution
  • Tiaras novas custam entre US$ 125 e US$ 900 dependendo da patente
  • O Corpo de Fuzileiros Navais baniu as tiaras nos anos 1970, seguido pelo Exército uma década depois

Resumo Rápido

Uma tradição militar única está experimentando um renovado interesse, com as celebrações da Marinha impulsionando um ressurgimento no uso de tiaras vintage. Uma vez um acessório padrão para mulheres de alta patente em eventos formais em três ramos das Forças Armadas dos EUA, essas peças de cabeça são agora itens raros de colecionador. A Marinha atualmente permite seu uso, embora vê-las ainda seja incomum.

Pelo menos duas tiaras vintage estão alojadas na Smithsonian Institution, redescobertas por funcionários do museu há mais de uma década durante um esforço de catalogação digital. Esses artefatos pertenciam a coronéis no Corpo de Enfermeiras do Exército e no Corpo de Fuzileiros Navais, representando uma época em que as mulheres ascendiam a postos seniores em pequenos grupos. As tiaras, estilizadas como bandeaus em vez de peças ornamentais com joias, apresentavam motivos botânicos simbolizando vitória e força.

Enquanto o Corpo de Fuzileiros Navais e o Exército baniram os itens nos anos 1970 e 1980, respectivamente, a Marinha reverteu recentemente uma proibição de 2015. Com o 250º aniversário da Marinha em 2025, a veterana Jennifer Bennie notou um aumento na demanda pelos esquivos itens de uniforme, que são feitos sob medida e podem custar até US$ 900 para almirantes.

Origens Históricas e Design

As tiaras militares surgiram nos anos 1950, pouco depois que as mulheres foram legalmente autorizadas a servir em serviço ativo nas forças armadas. Essas peças de cabeça ornamentais eram usadas exclusivamente em ocasiões formais, como galas ou eventos de Estado. Até os anos 1970, as mulheres militares serviam sob suas próprias cadeias de comando femininas.

Os designs diferiam significativamente das tiaras tradicionais com joias. As tiaras militares americanas eram estilizadas mais como faixas para a cabeça, um estilo conhecido tecnicamente como bandeau. Apesar desse design prático, elas carregavam um peso simbólico significativo.

Elementos-chave de design incluíam:

  • Motivos botânicos representando vitória e força
  • Coroas de louros para o Exército
  • Folhas de carvalho para o Corpo de Fuzileiros Navais

A tiara do Corpo de Fuzileiros Navais era particularmente distintiva, feita de lã escarlate com folhas bordadas em trabalho dourado. Este trabalho dourado era considerado um detalhe caro na época. Pequenos pentes em cada lado ajudavam a prendê-la no lugar, usada em um ângulo ligeiro. Um costureiro americano exclusivo, Mainbocher, que projetou os uniformes femininos dos Fuzileiros Navais nos anos 1950, criou a tiara especialmente para a coronel que supervisionou a organização pós-guerra das mulheres Fuzileiros Navais.

A tiara do Exército, encontrada na coleção da Smithsonian, parece ser similarmente bordada em trabalho dourado sobre lã de cor azul-marinho, costurada em uma faixa para a cabeça fina. Menos se sabe sobre suas origens específicas em comparação com a versão do Corpo de Fuzileiros Navais.

Redescoberta da Smithsonian

O National Museum of American History da Smithsonian abriga pelo menos dois desses artefatos raros. Funcionários do museu os redescobriram há mais de uma década durante um extenso esforço de catalogação digital.

Natalie Elder, gerente de coleções de militares e sociedade para o museu, descreveu o momento da descoberta. "É sempre um bom dia quando você encontra algo que não é um pouco fora do comum", disse Elder. Ela acrescentou: "Eu não me lembro se eu sabia que os militares tinham tiaras naquela época, mas todo mundo ficou muito animado com isso".

As duas tiaras na coleção pertenciam cada uma a coronéis:

  • Mildred Clark do Corpo de Enfermeiras do Exército
  • Mary Bane do Corpo de Fuzileiros Navais

Essas mulheres faziam parte de um pequeno grupo que ascendia a postos seniores na época. Elder observou que, embora as tiaras não fossem comuns na moda americana dos anos 1950, essas peças de cabeça sinalizavam a importância crescente da presença permanente das mulheres nos militares. Elas enfatizavam simultaneamente a feminilidade, que era considerada uma distinção importante na época.

Linha do Tempo Regulatória

O uso de tiaras militares seguiu uma linha do tempo específica de aceitação e proibição em todos os ramos. O Corpo de Fuzileiros Navais baniu as tiaras nos anos 1970, seguido pelo Exército aproximadamente uma década depois.

A Marinha resistiu até este século. O serviço marítimo proibiu a peça de cabeça em 2015, mas surpreendentemente reverteu o curso alguns anos atrás. Atualmente, marinheiras de qualquer patente podem usar a tiara, embora não seja um acessório obrigatório.

Apesar da permissão atual da Marinha, encontrar uma tiara no mundo real continua raro. A escassez é parcialmente devido ao número limitado de mulheres de alta patente nos anos entre as décadas de 1950 e 1970, o que significou que poucas tiaras foram fabricadas originalmente.

Ressurgimento Moderno e Disponibilidade

A busca por tiaras da Marinha intensificou-se no último ano. Com 2025 marcando o 250º aniversário da Marinha, as galas foram maiores do que nunca, e mais marinheiras tentaram rastrear o acessório incomum.

A veterana da Marinha e ex-piloto de MH-60R Seahawk Jennifer Bennie compartilhou sua experiência com o item esquivo. Bennie comprou sua tiara vintage da Marinha em uma loja de excedentes militares na Virgínia alguns anos atrás. "Elas sempre foram mais um item de uniforme esquivo", disse Bennie.

A tiara da Marinha é maior do que as de outros serviços. Ela carrega o mesmo dispositivo de águia sobre escudo com âncoras cruzadas encontrado nos chapéus de oficial da Marinha, flanqueada por folhas de carvalho bordadas que sinalizam patente em veludo preto.

Aqueles que procuram comprar uma nova tiara militar enfrentam tempos de espera significativos. Bennie observou que os compradores poderiam esperar semanas ou meses pela entrega. Os preços não são listados no site de uniformes da Marinha, mas um representante do fabricante, Vanguard, indicou que os preços variam de US$ 125 para tiaras das patentes mais baixas a US$ 900 para almirantes. Cada uma é feita sob medida e bordada à mão.

Bennie emprestou sua tiara duas vezes e a usou em uma bola da Marinha com seu marido em serviço ativo e em eventos civis. Ela observou que não são muitos os itens de uniforme que despertam um genuíno prazer, mas a tiara é uma rara exceção. "Existem muito poucas coisas de uniforme que as mulheres provavelmente adoram usar", disse Bennie. "E esta está no topo da lista".

"É sempre um bom dia quando você encontra algo que não é um pouco fora do comum"

— Natalie Elder, Gerente de Coleções de Militares e Sociedade

"Eu não me lembro se eu sabia que os militares tinham tiaras naquela época, mas todo mundo ficou muito animado com isso"

— Natalie Elder, Gerente de Coleções de Militares e Sociedade

"Elas sempre foram mais um item de uniforme esquivo"

— Jennifer Bennie, Veterana da Marinha

"Existem muito poucas coisas de uniforme que as mulheres provavelmente adoram usar. E esta está no topo da lista"

— Jennifer Bennie, Veterana da Marinha
Fatos Importantes: 1. Tiaras eram usadas por mulheres de alta patente em eventos formais em três ramos das Forças Armadas dos EUA 2. A Marinha ainda permite o uso de tiaras hoje, embora tenham sido banidas em 2015 e depois a proibição foi revertida 3. Pelo menos duas tiaras vintage estão alojadas na Smithsonian Institution 4. Tiaras novas custam entre US$ 125 e US$ 900 dependendo da patente 5. O Corpo de Fuzileiros Navais baniu as tiaras nos anos 1970, seguido pelo Exército uma década depois FAQ: P1: As tiaras da Marinha ainda são permitidas hoje? R1: Sim, a Marinha reverteu uma proibição de 2015 e atualmente permite que marinheiras de qualquer patente usem tiaras, embora não sejam obrigatórias. P2: Quanto custa uma nova tiara da Marinha? R2: Novas tiaras feitas pelo fabricante Vanguard variam de US$ 125 para patentes mais baixas a US$ 900 para almirantes, e são feitas sob medida com bordado manual. P3: Onde tiaras militares vintage podem ser vistas? R3: Pelo menos duas tiaras vintage estão alojadas no National Museum of American History da Smithsonian Institution.