Fatos Principais
- Jesper Myrfors implementou uma regra 'Sem arte de babe' para evitar mulheres maltrapilhas em posições submissas.
- Myrfors contratou mulheres artistas para criar uma aparência única e atrair um público mais amplo.
- Cinco dos 25 artistas da primeira versão de Magic eram mulheres.
- Em 2018, a Wizards of the Coast anunciou uma mudança afastando-se de personagens maltrapilhas.
Resumo Rápido
Jesper Myrfors, o diretor de arte original de Magic: The Gathering, ofereceu recentemente bastidores sobre o desenvolvimento inicial do jogo. Ele detalhou seus esforços para garantir que a arte do jogo celebrasse o empoderamento feminino através de uma diretriz específica: "Sem arte de babe!"
Myrfors explicou que queria evitar os clichês comuns em jogos de mulheres como "adorno de vitrine" ou donzelas em perigo. Em vez disso, focou em contratar mulheres artistas para criar um estilo visual único e um mundo mais inclusivo. Embora admitisse que a regra não foi 100% aplicada, seu objetivo era atrair um público mais amplo além dos fantasias tradicionais de poder masculino.
A Filosofia 'Sem Arte de Babe'
Em uma recente postagem em redes sociais, Jesper Myrfors detalhou as diretrizes específicas que estabeleceu para a arte de Magic: The Gathering. Ele afirmou que uma de suas principais regras era "Sem arte de babe!", que ele definiu como obras de arte que mostram uma "mulher maltrapilha em uma posição submissa ou fraca".
Myrfors expressou o desejo de ir além das limitações da arte de fantasia tradicional. Ele observou que, embora apreciasse obras como os livros de Conan, queria que Magic tivesse um "público maior". Sua visão era de uma "fantasia de poder inclusiva que não favorecesse um único sexo". Ele enfatizou que queria que o jogo fosse um mundo que celebrasse o empoderamento feminino junto com o masculino, em vez de retratar mulheres apenas como "donzelas que precisavam ser salvas".
Contratação para Inclusão
Para realizar sua visão, Myrfors fez um esforço deliberado para contratar mulheres artistas. Ele acreditava que, em uma "indústria dominada por homens", as vozes das mulheres forneceriam a aparência distinta que ele buscava. Ele observou que cinco dos 25 artistas que trabalharam na primeira versão do jogo eram mulheres.
Myrfors argumentou que essa abordagem não era sobre ser "woke", mas sobre normalidade e negócios. Ele afirmou: "É loucura para mim que um dos segredos do sucesso de Magic fosse tão óbvio e simples como 'contratar mulheres talentosas'". Ele reagiu à ideia de que a inclusividade é um conceito negativo, sugerindo que aqueles que usam o termo "woke" de forma pejorativa estão escondendo sua própria fraqueza.
Impacto e Legado
Embora Myrfors tenha estabelecido essas diretrizes, ele reconheceu que a regra "Sem arte de babe" não foi aplicada 100% do tempo. Ele fez referência à carta Earthbind como um exemplo de arte que se encaixava na categoria que tentou evitar. No entanto, manteve que os sets em que trabalhou evitaram em grande medida esses clichês.
Seus esforços contribuíram para uma base de inclusividade, embora o jogo tenha visto flutuações na direção de arte ao longo dos anos. Em 2018, o designer Mark Rosewater anunciou que a Wizards of the Coast estava se afastando de personagens maltrapilhas para garantir que os jogadores se sentissem confortáveis. Além disso, dados de 2015 indicaram que a base de jogadores era 62% masculina e 38% feminina, destacando a importância de atrair um público diversificado.
Conclusão
Os comentários recentes de Jesper Myrfors lançaram luz sobre a filosofia fundamental por trás da arte de Magic: The Gathering. Seu compromisso em evitar "arte de babe" e contratar talentos diversos foi um movimento estratégico para ampliar o apelo do jogo. Ao priorizar um mundo de fantasia inclusivo, ele ajudou a preparar o terreno para um jogo que pudesse ser apreciado por todos, independentemente do gênero.
"Uma das minhas regras era 'Sem arte de babe!' Isso é nenhuma obra de arte que mostra uma mulher maltrapilha em uma posição submissa ou fraca."
— Jesper Myrfors, Diretor de Arte Original para Magic: The Gathering
"Eu queria que este fosse um mundo que celebrasse o empoderamento feminino junto com o masculino e não apenas retratar mulheres como donzelas que precisavam ser salvas."
— Jesper Myrfors, Diretor de Arte Original para Magic: The Gathering
"É loucura para mim que um dos segredos do sucesso de Magic fosse tão óbvio e simples como 'contratar mulheres talentosas'."
— Jesper Myrfors, Diretor de Arte Original para Magic: The Gathering



