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Fatos Principais

  • Hillel Wayne publicou um artigo em 4 de janeiro de 2026 sobre padrões de comentários em código.
  • O artigo argumenta que os comentários devem explicar o 'o quê' e o 'porquê', e não o 'como'.
  • O texto faz referência a padrões de software usados pela NATO nos anos 1970.

Resumo Rápido

O engenheiro de software Hillel Wayne publicou um novo artigo defendendo uma abordagem específica para a elaboração de comentários em código. A tese central é que os comentários devem explicar principalmente o que um trecho de código está fazendo e por que é necessário, em vez de explicar como ele funciona. Wayne sugere que o 'como' geralmente é evidente ao ler o próprio código, especialmente com a sintaxe moderna e legível.

O artigo faz referência a padrões históricos de engenharia de software, especificamente aqueles usados pela NATO nos anos 1970. Esses padrões exigiam que cada função incluísse um comentário de cabeçalho explicando sua finalidade e interface. Wayne postula que essa disciplina ajuda a manter a clareza do código e reduz a carga cognitiva dos futuros desenvolvedores que precisam manter o sistema. A discussão destaca um debate comum no desenvolvimento de software sobre práticas de documentação e manutenibilidade de código.

A Filosofia do 'O Quê' vs. 'Como'

O argumento principal apresentado por Hillel Wayne centra-se na distinção entre explicar a mecânica do código versus sua intenção. Wayne argumenta que as linguagens de programação modernas são frequentemente expressivas o suficiente para que os detalhes de implementação, ou o como, sejam visíveis simplesmente lendo o código. Portanto, dedicar espaço de comentário para explicar a mecânica é redundante e muitas vezes pode se tornar obsoleto à medida que o código evolui.

Em vez disso, o autor defende comentários que descrevam o o quê — a ação específica que o código está realizando — e o porquê — a lógica de negócios ou o raciocínio por trás dessa ação. Essa abordagem tem a intenção de fornecer um contexto que não pode ser inferido apenas pela sintaxe. Ao focar na intenção, os desenvolvedores podem entender melhor a finalidade de uma função sem precisar analisar mentalmente cada linha de lógica.

Precedente Histórico: Padrões da NATO

Para apoiar esse ponto de vista, o artigo olha para práticas estabelecidas de engenharia de software do passado. Especificamente, faz referência a padrões utilizados pelos grupos de desenvolvimento de software da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos anos 1970. Esses padrões rigorosos foram projetados para garantir confiabilidade e clareza em sistemas de software complexos.

De acordo com os padrões referenciados, cada função era obrigada a ter um comentário de cabeçalho. Este comentário não pretendia descrever a lógica interna linha por linha, mas sim declarar explicitamente a finalidade da função e sua interface. Este exemplo histórico serve como uma validação para a ideia de separar o 'o quê' do 'como' na documentação, uma prática ideal de longa data para manter código de alta qualidade.

Implicações para o Desenvolvimento Moderno

O argumento de Wayne toca em uma conversa mais ampla dentro da comunidade do Y Combinator e da indústria de tecnologia sobre a manutenibilidade de código. À medida que os sistemas de software crescem em complexidade, a capacidade de novos desenvolvedores de compreender rapidamente a intenção do código existente torna-se crítica. Depender apenas de nomes de variáveis e assinaturas de funções frequentemente deixa lacunas na compreensão sobre as decisões arquitetônicas tomadas anteriormente.

Ao adotar um estilo de comentário que se concentre em explicar o 'o quê' e o 'porquê', as equipes podem criar uma base de conhecimento mais durável. Essa prática ajuda a evitar o acúmulo de débito técnico causado por requisitos mal compreendidos ou dependências ocultas. Ela incentiva uma disciplina onde a documentação serve como um guia para a arquitetura do sistema em vez de uma transcrição redundante de sua sintaxe.

Conclusão

A discussão iniciada por Hillel Wayne serve como um lembrete dos princípios duradouros da engenharia de software. Emboras ferramentas e linguagens evoluam, a necessidade fundamental de comunicação clara entre desenvolvedores permanece constante. O argumento para priorizar comentários sobre o 'o quê' e o 'porquê' oferece um quadro prático para alcançar essa clareza.

Por fim, o objetivo de qualquer estratégia de comentários é tornar o código mais fácil de entender e mais seguro de modificar. Ao olhar para padrões históricos como os da NATO e aplicá-los a contextos modernos, os desenvolvedores podem garantir que seus códigos permaneçam acessíveis e robustos por muitos anos.