Fatos Principais
- O advogado pró-cripto John Deaton argumentou que proibir o rendimento de stablecoins incentivaria o uso do digital yuan juro da China.
- Deaton afirma que as mudanças propostas ao Ato GENIUS prejudicariam o dólar.
- O alerta caracteriza as potenciais mudanças regulatórias como uma 'armadilha de segurança nacional'.
Resumo Rápido
O advogado pró-cripto John Deaton levantou preocupações significativas sobre as modificações propostas ao Ato GENIUS, alertando que tais mudanças poderiam constituir uma "armadilha de segurança nacional" para os Estados Unidos.
O cerne do argumento centra-se em uma proposta de proibir a geração de rendimento em stablecoins. Deaton sustenta que essa proibição eliminaria efetivamente um incentivo chave para os usuários manterem ativos digitais baseados nos EUA. Sem a capacidade de ganhar juros, essas stablecoins se tornariam menos atraentes em comparação com instrumentos financeiros alternativos.
Especificamente, Deaton argumenta que essa mudança regulatória acabaria impulsionando os usuários para o digital yuan juro da China. Ao oferecer uma moeda digital estatal que rende juros, a China poderia capturar uma fatia de mercado que de outra forma apoiaria a hegemonia do dólar no espaço de ativos digitais.
O resultado potencial, segundo essa análise, é um enfraquecimento direto da posição do dólar na economia global. À medida que os usuários migram para a moeda digital chinesa em busca de melhores retornos, a dominância do dólar pode ser erodida, criando uma desvantagem estratégica para os Estados Unidos no realm das finanças digitais.
O Argumento Central: Proibição de Rendimentos e Risco Geopolítico
O debate em torno do Ato GENIUS intensificou-se após alertas do proeminente advogado pró-cripto John Deaton. A legislação proposta inclui linguagem específica que proibiria o pagamento de rendimento em stablecoins emitidas dentro dos Estados Unidos. Embora os defensores dessa proibição possam argumentar em prol da proteção ao consumidor ou da estabilidade financeira, Deaton vê a medida através de uma lente geopolítica.
Segundo Deaton, proibir o rendimento cria uma desvantagem competitiva distinta para os ativos digitais americanos. Em um mercado global, o capital flui naturalmente para os maiores retornos. Se as regulamentações dos EUA privarem as stablecoins de seu potencial de ganho, investidores e usuários buscarão em outro lugar produtos financeiros similares que ofereçam crescimento.
Essa lacuna regulatória, argumenta Deaton, seria rapidamente preenchida por adversários estrangeiros. Especificamente, ele aponta a China como principal beneficiária de tal política. O governo chinês tem desenvolvido ativamente sua Moeda Digital do Banco Central (CBDC), o digital yuan. Ao contrário das restrições propostas às stablecoins dos EUA, o digital yuan é projetado para funcionar como uma ferramenta de política externa, potencialmente incluindo capacidades de remuneração para atrair usuários.
O alerta destaca uma preocupação crescente em Washington quanto à intersecção de tecnologia financeira e segurança nacional. Ao restringir a utilidade dos ativos cripto baseados nos EUA, o governo pode inadvertidamente entregar uma vitória estratégica à China na corrida para definir o futuro da moeda digital.
O Ascenso do Digital Yuan 🇨🇳
Para entender a gravidade do alerta de Deaton, é preciso olhar para a trajetória das iniciativas de moeda digital da China. O digital yuan não é meramente uma criptomoeda; é um instrumento apoiado pelo Estado projetado para internacionalizar o Yuan e desafiar a dominância do dólar.
Ao contrário das stablecoins descentralizadas frequentemente associadas à indústria cripto, o digital yuan oferece a total confiança e crédito do Estado chinês. Se essa moeda oferecer recursos que rendem juros, ela se torna uma concorrente formidável para veículos tradicionais de poupança e investimento.
O argumento de Deaton sugere que as mudanças no Ato GENIUS atuariam como um catalisador para a adoção dessa moeda estrangeira. A lógica segue um caminho econômico claro:
- As regulamentações dos EUA removem incentivos de rendimento das stablecoins domésticas.
- Os usuários buscam ativos digitais que rendem juros para preservar e aumentar a riqueza.
- O digital yuan da China preenche esse vazio com incentivos estatais.
- O dólar perde fatia de mercado na economia digital.
Esse cenário representa uma mudança significativa no poder financeiro. Se o digital yuan se tornar o meio preferido para transações digitais que geram rendimento, a utilidade do dólar no comércio e nas finanças internacionais pode diminuir.
Implicações para a Dominância do Dólar
A preocupação final levantada por John Deaton é a estabilidade de longo prazo do dólar. O status do dólar como moeda de reserva mundial concede aos Estados Unidos imenso alavancagem econômica, incluindo a capacidade de impor sanções e influenciar mercados globais. No entanto, esse status não é garantido.
Ao caracterizar as mudanças propostas como uma "armadilha de segurança nacional", Deaton sugere que a legislação poderia ter consequências não intencionais que superam em muito os benefícios regulatórios pretendidos. A erosão da dominância do dólar começa com a erosão de sua utilidade no realm digital.
Se o Ato GENIUS for aprovado em sua forma atual, ele poderia sinalizar ao mercado global que os Estados Unidos estão dispostos a não competir em rendimento. Essa percepção permitiria que concorrentes como a China estabelecessem os padrões para a próxima geração de finanças.
Em última análise, o argumento postula que os EUA devem promover um ambiente onde as stablecoins domésticas possam prosperar, incluindo a oferta de rendimentos competitivos, para combater efetivamente a ascensão de moedas digitais estatais estrangeiras. A falha em fazer isso, segundo essa análise, corre o risco de ceder o futuro do dinheiro a rivais geopolíticos.
Conclusão
A controvérsia sobre o Ato GENIUS sublinha os desafios complexos enfrentados pelos reguladores enquanto tentam governar a indústria cripto em rápida evolução. Embora o desejo de regular as stablecoins seja claro, os mecanismos específicos escolhidos poderiam ter profundas ramificações geopolíticas.
O alerta de John Deaton serve como um lembrete severo de que a regulamentação financeira não acontece no vácuo. Em um ambiente global competitivo, políticas restritivas em uma jurisdição frequentemente beneficiam nações rivais. Ao potencialmente proibir o rendimento em stablecoins, os Estados Unidos correm o risco de empurrar usuários para o digital yuan da China, minando assim a própria moeda que a legislação pode buscar proteger.
À medida que o processo legislativo continua, os formuladores de políticas precisarão pesar os benefícios da regulamentação estrita contra os riscos de sufocar a inovação e ceder terreno para concorrentes internacionais. O debate destaca a necessidade urgente de uma estratégia abrangente dos EUA sobre ativos digitais que equilibre preocupações domésticas com realidades econômicas globais.
Fatos Principais: 1. O advogado pró-cripto John Deaton argumentou que proibir o rendimento de stablecoins incentivaria o uso do digital yuan juro da China. 2. Deaton afirma que as mudanças propostas ao Ato GENIUS prejudicariam o dólar. 3. O alerta caracteriza as potenciais mudanças regulatórias como uma 'armadilha de segurança nacional'. Perguntas Frequentes: P1: Qual é a principal preocupação regarding o Ato GENIUS? R1: A principal preocupação é que proibir o rendimento de stablecoins empurraria os usuários para o digital yuan juro da China, potencialmente prejudicando o dólar. P2: Quem está alertando sobre as mudanças no Ato GENIUS? R2: O advogado pró-cripto John Deaton está argumentando que as mudanças criariam uma 'armadilha de segurança nacional' para os Estados Unidos."proibir o rendimento de stablecoins incentivaria o uso do digital yuan juro da China, prejudicando o dólar."
— John Deaton, Advogado pró-cripto




