Principais Fatos
- Sergey Lipatov é o ex-presidente do conselho de administração do FC Lokomotiv e ex-chefe da Transtelkom.
- O Comitê de Investigação considera ele o mentor por trás do assassinato de 2002 de Alexander Fominov.
- Fominov teria cobrado 'taxas de assinatura' para manter os contratos de Lipatov com a RZD.
- Lipatov teria pago US$ 200.000 a assassinos para cometer o assassinato.
- O suspeito negou inicialmente a culpa, mas depois concordou com a versão da acusação.
Resumo Rápido
Sergey Lipatov, um proeminente ex-executivo esportivo e ex-chefe da Transtelkom, formalmente admitiu ter organizado um assassinato que ocorreu em 2002. O Comitê de Investigação da Federação Russa (SKR) encaminhou o caso criminal para o tribunal, identificando Lipatov como o mentor por trás do assassinato de Alexander Fominov, que serviu como conselheiro do Ministro das Ferrovias no momento de sua morte.
A investigação conclui que o motivo foi extorsão financeira. Fominov teria cobrado 'taxas de assinatura' de Lipatov em troca de manter os contratos de sua empresa com as Ferrovias Russas (RZD). Em vez de ceder a essas exigências, Lipatov teria destinado US$ 200.000 para contratar assassinos profissionais. Essa admissão marca um ponto de inflexão significativo no caso, pois o empresário havia negado seu envolvimento anteriormente.
A Investigação do Assassinato de 2002
O caso criminal contra Sergey Lipatov avançou para a fase judicial após uma longa investigação sobre um crime cometido há mais de duas décadas. Lipatov, que anteriormente serviu como presidente do conselho de administração do clube de futebol de Moscou Lokomotiv, enfrenta acusações pelo assassinato de Alexander Fominov. Fominov ocupava o cargo de conselheiro do Ministro das Ferrovias, colocando-o em uma posição de influência sobre a indústria ferroviária.
O Comitê de Investigação (SKR) estabeleceu uma linha do tempo específica de eventos que levaram ao crime. O conflito teria começado quando Fominov abordou Lipatov com exigências de pagamentos regulares. Esses fundos foram descritos como 'taxas de assinatura' destinadas a garantir que os interesses comerciais de Lipatov mantivessem seus contratos com o monopólio ferroviário estatal, RZD. A pressão aplicada por Fominov teria forçado Lipatov a buscar uma solução alternativa fora dos limites da lei.
O Acordo e o Pagamento 💰
De acordo com a versão dos eventos estabelecida pela investigação, Sergey Lipatov optou por eliminar a ameaça representada por Alexander Fominov em vez de pagar o dinheiro da extorsão. Lipatov teria concordado em pagar uma quantia substancial a assassinos profissionais para cometer o assassinato. O valor específico citado pelos investigadores é US$ 200.000, uma quantia significativa em 2002.
Essa decisão de contratar assassinos representa o cerne da acusação criminal de ordenar um assassinato. A investigação afirma que Lipatov atuou como o organizador, direcionando a violência para resolver uma disputa comercial. Ao contornar a tentativa de extorsão supostamente feita por meio da violência, Lipatov desencadeou um processo criminal que só agora, 24 anos depois, chegou ao sistema judiciário.
Admissão de Culpa 🏛️
O caminho para o tribunal não foi direto no que diz respeito à cooperação de Sergey Lipatov. Durante a maior parte da investigação preliminar, Lipatov manteve sua inocência e negou as acusações lançadas contra ele. No entanto, nas fases finais do inquérito, sua postura mudou dramaticamente.
À medida que as evidências foram compiladas e a investigação concluída, Lipatov concordou com a versão dos eventos da acusação. Essa concordância com a acusaçção é um passo processual crítico no sistema jurídico russo, confirmando efetivamente que o caso está pronto para julgamento. Vale a pena notar que Sergey Lipatov tem um histórico de controvérsia legal; ele estava anteriormente envolvido em um caso sobre o desvio de fundos do Mezhtrestbank, do qual conseguiu evadir a responsabilidade.




