Fatos Principais
- Em 2016, a EPA concluiu um estudo encontrando que o óxido de etileno é 30 vezes mais carcinogênico do que se pensava anteriormente.
- A EPA aprovou regras mais rígidas para emissões de óxido de etileno em 2024, projetadas para reduzir residentes expostos de 90.000 para 3.000.
- Grupos da indústria química argumentam que a EPA carece de autoridade para reavaliar regras uma vez que já foram revisadas.
- A EPA está reconsiderando sua autoridade legal para atualizar regras de poluição do ar perigosa com base em novos dados científicos.
Resumo Rápido
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) está atualmente questionando sua autoridade legal para revisar regras de poluição do ar perigosa mais de uma vez, mesmo quando novos dados científicos revelam riscos de saúde inaceitáveis. Essa reconsideração, encontrada em registros governamentais, centra-se na interpretação da Lei do Ar Limpo. O foco específico envolve regulamentações para óxido de etileno, um gás usado na esterilização de equipamentos médicos que foi encontrado ser 30 vezes mais carcinogênico do que se pensava anteriormente em um estudo de 2016.
Em 2024, a EPA aprovou regras mais rígidas para limitar as emissões desse químico, que causa linfoma e câncer de mama. No entanto, empresas químicas e suas organizações comerciais argumentam que a agência não tem autoridade para reavaliar essas regras se já foram revisadas uma vez. Se a EPA concordar com essa interpretação, isso poderia significativamente limitar a capacidade da agência de atualizar regulamentações para quase 200 poluentes. Isso impediria a agência de reagir a futuras descobertas sobre toxicidade química ou níveis de poluição subestimados de instalações industriais.
O Precedente do Óxido de Etileno 🧪
Por anos, o óxido de etileno foi considerado um poluente insignificante, emanando de relativamente poucas instalações industriais. Essa percepção mudou drasticamente em 2016 quando a EPA concluiu um estudo revelando que o químico é 30 vezes mais carcinogênico do que se acreditava anteriormente. Seguindo essa descoberta, a agência passou anos atualizando regulamentações para proteger as milhões de pessoas mais expostas ao composto. Em 2024, a EPA finalizou essas regras mais rígidas, exigindo que esterilizadores comerciais para equipamentos médicos e grandes plantas químicas reduzissem drasticamente as emissões do gás.
Esse processo seguiu uma prática padrão da agência: revisar regras com base em novos conhecimentos científicos. No entanto, essa capacidade está agora sob ameaça. A reconsideração atual da EPA centra-se em se a agência tinha autoridade legal para atualizar essas regras em primeiro lugar. O Escritório de Inspetor Geral da agência havia citado anteriormente as novas conclusões de toxicidade regarding óxido de etileno, estimando que quase meio milhão de americanos foram expostos a riscos de câncer inaceitáveis de emissões industriais. O escritório aconselhou a agência a conduzir novas revisões de risco residual quando novos dados indicarem que um poluente é mais tóxico do que determinado anteriormente.
Argumentos da Indústria vs. Impacto Ambiental 🏭
O debate sobre a autoridade da EPA traçou linhas nítidas entre representantes da indústria e defensores ambientais. Empresas químicas e suas organizações comerciais, como o American Chemistry Council, sustentam que a EPA superestimou os riscos apresentados pelo óxido de etileno. Eles argumentam que a agência não tinha autoridade para conduzir novas revisões de risco após as revisões obrigatórias iniciais terem sido concluídas no início dos anos 2000. Em uma carta de 2023, o American Chemistry Council declarou: "A agência errou ao conduzir uma nova revisão de risco."
Por outro lado, ambientalistas temem que, se a EPA concordar com a indústria química, a decisão poderia ter amplas implicações. Isso significativamente limitaria a capacidade da agência de limitar quase 200 poluentes de milhares de plantas industriais. De acordo com estimativas da EPA, a regra revisada de 2024 para plantas químicas foi projetada para cortar o número de residentes próximos expostos a riscos de câncer inaceitáveis de 90.000 para 3.000. Ana Baptista, professora de política ambiental e gestão de sustentabilidade na The New School, criticou a possível mudança de política.
Baptista declarou: "É um mau reflexo sobre a reivindicação desta administração de que estão realmente interessados em ar limpo." Ela acrescentou: "Ao dizer que não vamos mais considerar a ciência, é abdicar de sua missão."
A Estrutura Legal da Lei do Ar Limpo ⚖️
O cerne da questão reside na Lei do Ar Limpo, a principal lei do país regulando poluentes do ar perigosos de operações industriais. A lei exige que a EPA conduza uma revisão de risco residual dentro de oito anos após a publicação de uma regra. Essas assessmenções usam dados detalhados sobre quantidades de emissão, toxicidade química e padrões de dispersão para determinar se as emissões apresentam riscos inaceitáveis de câncer, doenças respiratórias ou danos reprodutivos. Se os riscos excederem os limites legais, a agência deve apertar as regras.
No entanto, a Lei do Ar Limpo não afirma explicitamente se a EPA é obrigada a conduzir revisões de risco residual adicionais após a primeira, nem proíbe especificamente elas. Tão longe quanto 2006, a EPA sob o presidente George W. Bush afirmou que a agência tinha o direito de revisitar e revisar regras com base no risco. Em resposta ao relatório de 2021 do Inspetor Geral, a EPA afirmou que a Lei do Ar Limpo "não limita nossa discrição ou autoridade para conduzir outra revisão de risco se considerarmos que tal revisão é justificada."
Apesar dessa história, a EPA da administração Trump está agora reconsiderando essa autoridade. A agência se recusou a abordar questões específicas regarding a reavaliação do óxido de etileno. Em vez disso, apontou para um comunicado de imprensa de março de 2025 declarando que estava reconsiderando múltiplas regras de poluição do ar emitidas pela administração anterior. Um porta-voz observou: "A EPA está comprometida em usar o padrão ouro de ciência durante essas revisões," e enfatizou que fornecer ar limpo é uma prioridade máxima.
"É um mau reflexo sobre a reivindicação desta administração de que estão realmente interessados em ar limpo. Ao dizer que não vamos mais considerar a ciência, é abdicar de sua missão."
— Ana Baptista, Professora de Política Ambiental e Gestão de Sustentabilidade na The New School
"A agência errou ao conduzir uma nova revisão de risco."
— American Chemistry Council
"A EPA está comprometida em usar o padrão ouro de ciência durante essas revisões."
— Porta-voz da EPA
Fatos Principais: 1. Em 2016, a EPA concluiu um estudo encontrando que o óxido de etileno é 30 vezes mais carcinogênico do que se pensava anteriormente. 2. A EPA aprovou regras mais rígidas para emissões de óxido de etileno em 2024, projetadas para reduzir residentes expostos de 90.000 para 3.000. 3. Grupos da indústria química argumentam que a EPA carece de autoridade para reavaliar regras uma vez que já foram revisadas. 4. A EPA está reconsiderando sua autoridade legal para atualizar regras de poluição do ar perigosa com base em novos dados científicos. FAQ: P1: Por que a EPA está reconsiderando sua autoridade para atualizar regras de poluição? R1: A EPA está reconsiderando sua autoridade following argumentos de empresas químicas de que a agência não pode reavaliar regras de poluição do ar perigosa se já foram revisadas uma vez, independentemente de novas informações científicas. P2: Que químico específico motivou esta revisão? R2: A revisão centra-se largamente no óxido de etileno, um gás usado na esterilização médica que um estudo de 2016 encontrou ser significativamente mais carcinogênico do que se pensava anteriormente, levando a regras mais rígidas em 2024. P3: Quais são as consequências potenciais desta mudança de política? R3: Se a EPA concordar que carece de autoridade para atualizar regras com base na nova ciência, isso poderia significativamente limitar a capacidade da agência de regular quase 200 poluentes de milhares de plantas industriais, impedindo reações a novos dados toxicológicos."A Lei do Ar Limpo não limita nossa discrição ou autoridade para conduzir outra revisão de risco se considerarmos que tal revisão é justificada."
— Agência de Proteção Ambiental




