Principais Fatos
- Eneko Atxa tem 48 anos e é de Amorebieta, Vizcaya.
- Azurmendi abriu as portas em 2005.
- O restaurante tem três estrelas Michelin desde 2013.
- Atxa lembra que passou a infância limpando vagens e feijões do jardim com sua mãe e avó.
Resumo Rápido
Eneko Atxa, o renomado chef do Azurmendi, está comemorando o 20º aniversário do restaurante. O estabelecimento, localizado em Amorebieta, Vizcaya, abriu em 2005 e conquistou três estrelas Michelin em 2013. Conhecido por sua abordagem avant-garde (vanguardista) à culinária, Atxa compartilhou recentemente insights sobre sua história pessoal e filosofia culinária. Ele se lembra de uma infância dominada pela cozinha, onde passou tempo significativo com sua mãe e avó. Seu amor inicial era por comer, especificamente "rechupetear las cazuelas" (lamber as panelas), em vez do ato de cozinhar em si. Um momento crucial em sua carreira precoce envolveu um jantar familiar caótico onde o jovem Atxa, de 18 ou 19 anos, serviu um menu de 12 pratos, sobrecarregando a infraestrutura da cozinha da casa da família. Apesar de seu sucesso, Atxa expressa uma visão humilde e ancorada da vida e de seu lugar no mundo culinário.
Raízes na Cozinha
A base da jornada culinária de Eneko Atxa começou na esfera doméstica de Amorebieta, Vizcaya. Com 48 anos, ele olha com carinho para os dias em que a dinâmica do lar era diferente da atual. Ele observa que, enquanto as casas modernas muitas vezes apresentam grandes salas de estar e cozinhas pequenas, o oposto era verdadeiro em sua juventude. A cozinha era o verdadeiro coração do lar, um lugar onde a vida se desenrolava.
Atxa passou inúmeras horas nesse santuário doméstico. Ele se lembra especificamente das experiências táteis e sensoriais de sua infância. Ele se sentava ao lado de sua mãe e avó, limpando feijões e vagens de seu jardim. Essas mulheres foram instrumentais em sua educação alimentar precoce, cozinhando "de maravilha" (maravilhamente). No entanto, seu papel era mais o de um consumidor ansioso do que um criador. Ele admite que sua alegria principal vinha da própria comida, afirmando: "O que eu gostava era comer, mais do que cozinhar."
Ambições Iniciais 🍳
Enquanto sua paixão inicial era pelo consumo, Eneko Atxa rapidamente desenvolveu o impulso para criar. Durante seu tempo como estudante de culinária, ele decidiu testar suas habilidades em seu público mais crítico: sua família. Ele reuniu toda a casa e anunciou sua intenção de servir a eles um menu degustação. Isso não foi um jantar familiar simples; ele planejou uma enorme variedade de 12 pratos distintos.
A empreitada ambiciosa não correu sem problemas. Atxa lembra que a casa da família simplesmente não estava equipada para uma produção em escala profissional. Ele "montou um cristo terrível" — uma expressão idiomática espanhola para causar uma grande bagunça ou cena — porque a cozinha carecia da infraestrutura necessária para lidar com a refeição complexa. Ele tinha aproximadamente 18 ou 19 anos na época. O resultado deixou sua família "alucinaron" (chocada ou espantada). Atxa permanece incerto se a reação deles foi devido à qualidade da comida ou simplesmente à audácia do jovem chef em tentar tal feito em sua cozinha modesta.
Filosofia de Sucesso 🌿
Desde aqueles começos caóticos em uma cozinha familiar até o ambiente impecável e de alta tecnologia do Azurmendi, Eneko Atxa construiu um legado de culinária vanguardia (avant-garde). Seu restaurante, que mantém três estrelas Michelin há mais de uma década, é um testemunho de sua capacidade de inovar respeitando o "minúsculo" — os detalhes minúsculos e essenciais da comida e da vida.
Apesar dos prêmios e do reconhecimento global que vem com a gestão de um restaurante de classe mundial, Atxa mantém uma perspectiva notavelmente ancorada. Ele reflete sobre a natureza da existência e seu lugar dentro dela com um senso de aceitação. Ele afirma simplesmente: "No tengo necesidad de trascender. Al final todos acabamos en el mismo agujero." (Eu não tenho necessidade de transcender. No final todos acabamos no mesmo buraco.) Ele não tem necessidade de transcender além de sua realidade atual, reconhecendo a verdade universal de que todos eventualmente terminam no mesmo lugar. Essa filosofia sugere que, para Atxa, a alegria de cozinhar e comer permanece o verdadeiro foco, em vez da busca por uma transcendência abstrata.
"O que eu gostava era comer, mais do que cozinhar."
— Eneko Atxa
"Imagínate, monté un cristo terrible en casa, porque la cocina no tenía la infraestructura necesaria."
— Eneko Atxa
"No tengo necesidad de trascender. Al final todos acabamos en el mismo agujero."
— Eneko Atxa




