Fatos Principais
- Endereços de cripto ilícitos receberam pelo menos US$ 154 bilhões em 2025, um aumento de 162% em relação a 2024.
- Stablecoins representaram 84% de todo o volume de transações ilícitas.
- Hackers da Coreia do Norte roubaram US$ 2 bilhões, incluindo a exploração da Bybit de US$ 1,5 bilhão.
- O token A7A5 da Rússia movimentou mais de US$ 93,3 bilhões em seu primeiro ano.
- Irã desviou mais de US$ 2 bilhões através de carteiras confirmadas em sanções.
Resumo Rápido
A atividade de criptomoeda ilícita atingiu níveis sem precedentes em 2025, com endereços ilícitos recebendo pelo menos US$ 154 bilhões ao longo do ano. Isso representa um aumento de 162% em relação a 2024, impulsionado principalmente por entidades sancionadas.
A atividade de Estado-nação foi um principal motor desse crescimento. A Rússia introduziu o token A7A5, que movimentou mais de US$ 93,3 bilhões para contornar sanções. Hackers da Coreia do Norte roubaram US$ 2 bilhões, incluindo a exploração da Bybit de US$ 1,5 bilhão, enquanto o Irã desviou mais de US$ 2 bilhões através de redes proxy.
As stablecoins dominaram o volume de transações ilícitas, representando 84% de toda a atividade devido à sua liquidez e estabilidade. Além disso, redes de lavagem de dinheiro chinesas expandiram seus serviços, oferecendo lavagem como serviço para apoiar essas operações criminosas. O relatório destaca que, embora a atividade ilícita permaneça abaixo de 1% do volume total de cripto, as implicações para a segurança nacional e a proteção ao consumidor estão crescendo.
Estados-Nação Impulsionam Novos Recordes
A tendência mais marcante de 2025 foi o aumento da atividade de Estado-nação na blockchain. Governos estão cada vez mais utilizando a tecnologia blockchain para contornar restrições e financiar operações.
A Rússia introduziu o token lastreado em rublo A7A5. Em seu primeiro ano, este token movimentou mais de US$ 93,3 bilhões. Isso serve como um exemplo claro de evasão de sanções habilitada por cripto com apoio estatal.
O Irã continuou a aproveitar redes proxy para lavagem de dinheiro, vendas ilícitas de petróleo e compra de armas. Os dados mostram que o Irã desviou mais de US$ 2 bilhões através de carteiras confirmadas em sanções.
A Coreia do Norte também intensificou suas operações. Hackers ligados à RPDC roubaram US$ 2 bilhões no ano passado. Esse total inclui o maior roubo de cripto já registrado: a exploração da Bybit em fevereiro, que rendeu quase US$ 1,5 bilhão.
Esses desenvolvimentos destacam uma mudança massiva. Estados-nação estão agora participando do mesmo ecossistema de serviços de cripto profissionalizado originalmente projetado para facilitar o cibercrime.
Stablecoins e Redes Profissionais 📈
Stablecoins emergiram como o ativo preferido para atores ilícitos. Elas representaram 84% de todo o volume de transações ilícitas em 2025.
A dominância das stablecoins é impulsionada por três fatores principais:
- Disponibilidade de liquidez
- Estabilidade de preço
- Facilidade de transferência transfronteiriça
Como o ecossistema de cripto mais amplo depende de stablecoins para transações, sua dominância na atividade ilícita destaca uma possível cegueira para os reguladores.
O ano também viu a consolidação de redes de lavagem de dinheiro chinesas (CMLNs). Essas operações fornecem uma ampla gama de serviços, incluindo lavagem como serviço e infraestrutura técnica. Elas apoiam tudo, desde lucros de hack da Coreia do Norte até evasão de sanções e financiamento terrorista. Ao oferecer infraestrutura criminal de ponta a ponta, essas redes profissionalizaram as finanças ilícitas de maneiras que espelham operações corporativas legítimas.
O Custo Humano do Crime na Blockchain
Embora as manchetes frequentemente foquem em hacks e evasão de sanções, os dados enfatizam que o crime de cripto está cada vez mais ligado à violência do mundo físico.
Operações de tráfico humano, ataques de coerção e outros crimes agora se cruzam com a atividade na blockchain. Esses crimes são às vezes cronometrados para explorar a volatilidade do preço das criptomoedas.
Essa convergência de crime digital e físico sublinha a importância da coordenação entre as forças da ordem, órgãos reguladores e plataformas de cripto. À medida que o ecossistema na blockchain continua a crescer, também cresce a sofisticação daqueles que buscam explorá-lo.
Embora a atividade ilícita permaneça uma pequena fração do volume total de cripto, 2025 demonstra que mesmo uma pequena participação pode se traduzir em dezenas de bilhões de dólares em volume ilícito.
Conclusão
Os dados de 2025 pintam um quadro complexo do cenário de criptomoedas. Embora a tecnologia ofereça inovação, ela também apresenta novos desafios para a segurança nacional e a proteção ao consumidor.
A interseção de Estados-nação, redes criminosas transnacionais e provedores de infraestrutura profissionalizados cria ameaças que abrangem finanças e segurança pública. O crescimento rápido do volume ilícito, impulsionado por entidades sancionadas e atores patrocinados pelo Estado, sugere que a supervisão regulatória permanecerá um foco crítico nos próximos anos.



