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Fatos Principais

  • A peça foi encenada pelo General Palafox em 1809 durante o cerco de Saragoça.
  • Jean-Louis Barrault dirigiu uma versão em Paris em 1937 referindo-se ao cerco de Madrid.
  • Alfonso Sastre adaptou a peça em 1968 para fazer referência à Guerra do Vietnã e ao embargo dos EUA a Cuba.
  • A produção atual está em cartaz na Sala Verde dos Teatros del Canal até 1 de fevereiro.

Resumo Rápido

Uma nova produção da tragédia Numancia, de Miguel de Cervantes, abriu nos Teatros del Canal em Madrid. Dirigida por José Luis Alonso de Santos, esta versão está em cartaz na Sala Verde até 1 de fevereiro. A peça tem uma rica história de relevância política, frequentemente encenada durante períodos de conflito para refletir sobre a resistência e a tragédia.

Produções históricas incluem a encenação do General Palafox durante o cerco de Saragoça em 1809 para elevar o moral, e a produção de Jean-Louis Barrault em Paris em 1937, que fez referência ao cerco de Madrid. Adaptações posteriores de Rafael Alberti e Alfonso Sastre traçaram paralelos com as forças italianas que ajudaram Franco e o envolvimento dos EUA no Vietnã, respectivamente. No entanto, a produção atual foi notada por carecer de uma ponte dramatúrgica que conecte o passado aos eventos atuais.

A Ressonância Histórica de Numancia

A tragédia de Numancia serviu consistentemente como um espelho para os eventos contemporâneos ao longo da história. A narrativa da peça sobre a resistência contra probabilidades avassaladoras a torna um símbolo potente durante períodos de luta nacional.

Instâncias históricas específicas da encenação da peça incluem:

  • Em 1809, o General Palafox ordenou uma apresentação durante o cerco de Saragoça para elevar o moral da resistência.
  • Em 1937, uma produção dirigida por Jean-Louis Barrault em Paris chamou a atenção para o cerco que estava sendo sofrido pela República de Madrid.
  • Meses depois em Madrid, Rafael Alberti estreou uma versão onde os romanos eram chamados de italianos, aludindo aos camisas-negras que lutavam ao lado de Franco.
  • Em 1968, Alfonso Sastre publicou uma adaptação fazendo referência ao massacre sendo cometido pelos EUA no Vietnã e ao embargo a Cuba.

A Produção Atual

A encenação atual nos Teatros del Canal é obra do diretor José Luis Alonso de Santos, que forneceu sua própria versão do texto clássico. A produção acontece na Sala Verde e está programada para continuar até 1 de fevereiro.

Embora a própria peça seja historicamente carregada, a recepção crítica sugere um descolamento nesta iteração específica. A produção foi criticada por uma falta percebida de dramaturgia que conecte efetivamente a narrativa histórica da peça com a urgência da atualidade. Isso contrasta com as encenações anteriores da peça, que estavam explicitamente ligadas aos eventos de seu tempo.

Conclusão

O legado de Numancia permanece definido por sua capacidade de refletir as lutas do momento presente. Desde as guerras napoleônicas até a Guerra Civil Espanhola e o conflito no Vietnã, a tragédia forneceu um framework para o comentário político.

A produção atual nos Teatros del Canal continua a tradição de encenar esta obra, embora se afaste da tendência histórica de vincular explicitamente a peça às crises contemporâneas. Enquanto o espetáculo continua até 1 de fevereiro, o público tem a oportunidade de ver a tragédia no contexto de sua própria história.