Fatos Principais
- Berkshire Hathaway detém uma participação de 6% na Chevron, avaliada em aproximadamente US$ 19 bilhões.
- Chevron é a única grande petrolífera americana ainda operando na Venezuela, garantindo isenções de curto prazo às sanções dos EUA.
- A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo bruto do mundo, mas produz apenas 1% da produção global.
- O portfólio de ações dos EUA da Berkshire foi avaliado em US$ 267 bilhões no final de setembro de 2025.
- Chevron detém participações em cinco projetos de produção na Venezuela através de parcerias com afiliadas da petrolífera estatal.
Resumo Rápido
Investidores estão identificando potenciais beneficiários após os recentes desenvolvimentos geopolíticos na Venezuela, com a Berkshire Hathaway surgindo como uma principal concorrente devido ao seu investimento substancial na Chevron. Como a única grande petrolífera americana ainda operando na Venezuela, a Chevron ocupa uma posição única caso a indústria petrolífera do país experimente uma retomada. A Berkshire Hathaway, agora liderada por Greg Abel após a aposentadoria de Warren Buffett, é a maior acionista corporativa da Chevron, possuindo uma participação de 6% avaliada em aproximadamente US$ 19 bilhões. Este investimento representa uma porção significativa do portfólio de ações dos EUA da Berkshire, no valor de US$ 267 bilhões.
A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo bruto do mundo, no entanto, a produção permanece mínima devido a décadas de subinvestimento. Embora a Chevron tenha garantido isenções para continuar operações limitadas, concorrentes como Exxon Mobil e ConocoPhillips deixaram o país há anos. Embora analistas alertem que a revitalização do setor exigirá anos e capital significativo, a infraestrutura existente e as parcerias da Chevron a posicionam para acelerar as operações rapidamente se as condições mudarem. A empresa atualmente detém participações em cinco projetos de produção na região, mantendo um ponto de apoio que existe há mais de um século.
Posição Estratégica da Berkshire Hathaway
A Berkshire Hathaway detém um interesse financeiro significativo na possível reabertura do mercado petrolífero da Venezuela através de sua propriedade da Chevron. O conglomerado é o maior acionista corporativo da Chevron, possuindo uma participação de 6% no valor de aproximadamente US$ 19 bilhões. Esta avaliação é baseada em atualizações recentes do portfólio, assumindo que a participação permaneceu inalterada. O investimento constitui uma componente importante do portfólio de ações dos EUA da Berkshire, que foi avaliado em US$ 267 bilhões no final de setembro de 2025. Especificamente, a Chevron foi classificada como a quinta maior posição de ações do conglomerado, representando cerca de 7% do valor total do portfólio.
A liderança do conglomerado mudou recentemente, com Greg Abel assumindo como CEO após a aposentadoria de Warren Buffett. A empresa mantém maior exposição ao setor de energia através da Occidental Petroleum, que serve como sua próxima maior holding de ações após a Chevron. A Berkshire possui mais de um quarto da Occidental, uma participação atualmente avaliada em US$ 11 bilhões. As participações combinadas sugerem uma aposta substancial nas perspectivas de longo prazo da indústria petrolífera.
A Pegada Única da Chevron na Venezuela
A Chevron se distingue como a única grande petrolífera americana ainda operando na Venezuela, uma posição garantida através de isenções específicas às sanções dos EUA. Essas isenções permitem que a empresa produza e exporte quantidades limitadas de petróleo venezuelano. Essa presença operacional contrasta com concorrentes como Exxon Mobil e ConocoPhillips, que retiraram-se do país há anos após a nacionalização da indústria e apreensões governamentais de ativos estrangeiros.
As profundas raízes da empresa na região facilitam seu potencial para capitalizar em qualquer reabertura de mercado. A Chevron atualmente detém participações em cinco projetos de produção na Venezuela, estabelecidas através de parcerias com afiliadas da petrolífera estatal do país. Em uma chamada de resultados em agosto, o CEO Mike Wirth enfatizou este relacionamento de longa data, observando que a Chevron opera na Venezuela há mais de um século. Ele afirmou que a empresa "desempenhou um papel importante na segurança energética regional, bem como na manutenção dos interesses econômicos americanos".
Analistas da indústria sugerem que a Chevron está bem posicionada para uma rápida expansão caso as condições melhorem. De acordo com Maurizio Carulli, analista global de energia da Quilter Cheviot, a empresa "se beneficia de qualquer reabertura". Da mesma forma, Charles-Henry Monchau, CIO do Syz Group, observou que a Chevron possui o pessoal, as licenças e os campos de petróleo "prontos para acelerar imediatamente".
Contexto de Mercado e Desafios
O potencial para um boom do petróleo venezuelano é impulsionado por recentes declarações políticas. A administração Trump indicou planos para reviver a indústria petrolífera da nação, com o presidente Donald Trump imaginando grandes petrolíferas americanas modernizando os oleodutos e refinarias da Venezuela. Essa perspectiva já influenciou o comportamento do mercado, fazendo com que investidores comprassem ações de petróleo. As ações da Chevron dispararam até 6,3% para uma alta de nove meses de aproximadamente US$ 166, avaliando brevemente a participação da Berkshire em mais de US$ 20 bilhões. Embora as ações tenham recuado no dia seguinte, elas permanecem com alta de quase 3% no ano.
Apesar do otimismo, obstáculos significativos permanecem. A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo bruto do mundo, mas atualmente produz apenas cerca de 1% da produção global devido a décadas de subinvestimento. Analistas da indústria alertam que a revitalização do setor exigirá anos e capital substancial. Além disso, as empresas americanas hesitam em investir pesadamente sem garantias de que os ativos não serão apreendidos ou contratos alterados no futuro. Consequentemente, a Venezuela não é vista como um "mudador de jogo da noite para o dia" para a Chevron ou Berkshire Hathaway.
Um porta-voz da Chevron abordou a posição atual da empresa, afirmando: "A Chevron permanece focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos. Continuamos a operar em total conformidade com todas as leis e regulamentações relevantes."
"A Chevron permanece focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos. Continuamos a operar em total conformidade com todas as leis e regulamentações relevantes."
— Porta-voz da Chevron
"Ele disse que tem operado na Venezuela por mais de um século e desempenhado 'um papel importante na segurança energética regional, bem como na manutenção dos interesses econômicos americanos'."
— Mike Wirth, CEO da Chevron
"A presença da Chevron na Venezuela significa que 'se beneficia de qualquer reabertura'."
— Maurizio Carulli, Analista Global de Energia da Quilter Cheviot
Fatos Principais: 1. Berkshire Hathaway detém uma participação de 6% na Chevron, avaliada em aproximadamente US$ 19 bilhões. 2. Chevron é a única grande petrolífera americana ainda operando na Venezuela, garantindo isenções de curto prazo às sanções dos EUA. 3. A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo bruto do mundo, mas produz apenas 1% da produção global. 4. O portfólio de ações dos EUA da Berkshire foi avaliado em US$ 267 bilhões no final de setembro de 2025. 5. Chevron detém participações em cinco projetos de produção na Venezuela através de parcerias com afiliadas da petrolífera estatal. Perguntas Frequentes: P1: Por que a Berkshire Hathaway está posicionada para lucrar com o setor petrolífero da Venezuela? R1: A Berkshire Hathaway está posicionada para lucrar porque detém uma participação de 6% na Chevron, a única grande petrolífera americana ainda operando na Venezuela. Se a indústria petrolífera da Venezuela se recuperar, a Chevron stands to gain significantly, thereby increasing the value of Berkshire's investment. P2: Qual é o status atual da Chevron na Venezuela? R2: A Chevron é a única grande petrolífera americana atualmente operando na Venezuela. Ela garantiu isenções de curto prazo às sanções dos EUA, permitindo-lhe produzir e exportar quantidades limitadas de petróleo. A empresa detém participações em cinco projetos de produção e opera no país há mais de um século. P3: Quais são os riscos associados ao investimento no petróleo venezuelano? R3: Analistas da indústria alertam que a revitalização do setor petrolífero da Venezuela levará anos e enormes somas de dinheiro. Além disso, as empresas americanas estão preocupadas com o risco de apreensão de ativos ou alterações de contratos pelo governo, o que impede investimentos pesados imediatos."A grande petrolífera tem o pessoal, as licenças e os campos de petróleo 'prontos para acelerar imediatamente'."
— Charles-Henry Monchau, CIO do Syz Group




