Fatos Principais
- O cânone teatral carecia de autoras até o início do século XXI.
- Yasmina Reza, Caryl Churchill e Sarah Kane foram as primeiras a consolidar trajetórias femininas no cânone.
- 'Seppuku. The Funeral of Mishima', de Angélica Liddell, esgotou duas funções em Salt em novembro.
- As apresentações em Salt esgotaram em pouco mais de vinte minutos, apesar de começarem às 5h45.
Resumo Rápido
A temporada de teatro de 2026 em Barcelona marca uma mudança histórica rumo à representação feminina. Por séculos, o cânone dramático excluiu as mulheres, exigindo o uso de autores masculinos como Ibsen ou Tchekhov para narrativas feministas. Isso mudou no início do século XXI com a ascensão de Yasmina Reza, Caryl Churchill e Sarah Kane.
Hoje, o palco é dominado por vozes femininas contemporâneas. A temporada vindoura apresenta dramaturgas proeminentes como Lucy Kirkwood, Victoria Szpunberg e Angélica Liddell. A produção de Liddell, Seppuku. The Funeral of Mishima, exemplifica essa tendência, tendo alcançado sucesso instantâneo no Temporada Alta.
Uma Mudança Histórica no Cânone
Historicamente, o teatro enfrentou uma marcante falta de representação feminina em comparação com outras formas de arte. Na grande maioria da história, nenhuma autora era considerada parte do cânone estabelecido. Essa exclusão persistiu até o início do século XXI.
Foi apenas quando as carreiras de Yasmina Reza, Caryl Churchill e a falecida Sarah Kane se consolidaram que o cenário começou a mudar. Anteriormente, produções que buscavam explorar perspectivas femininas tinham que recorrer às interpretações de dramaturgos masculinos como Ibsen, Tchekhov ou Sófocles. Não havia autoras da antiguidade, do século XIX ou mesmo do século XX reconhecidas no mainstream até o final dos anos 2000.
Vozes Contemporâneas Tomando o Palco
Em 2026, o empoderamento das mulheres se traduziu diretamente no palco, particularmente através de obras contemporâneas agendadas até julho. A temporada é definida por uma presença avassaladora de autoras que estão remodelando o cenário narrativo.
Figuras-chave liderando esse movimento incluem:
- Lucy Kirkwood
- Victoria Szpunberg
- Angélica Liddell
Essas dramaturgas representam uma nova era onde as mulheres não são apenas assuntos da peça, mas as principais contadoras de histórias.
Destaques para Angélica Liddell
Angélica Liddell está preparada para fornecer o momento culminante da temporada no Festival Grec. Sua produção, Seppuku. The Funeral of Mishima, já gerou grande expectativa após sua estreia no Temporada Alta.
A demanda pela obra de Liddell foi excepcionalmente alta. Em novembro, a produção apresentou duas funções em Salt que esgotaram em pouco mais de vinte minutos. Notavelmente, essas apresentações foram agendadas para 5h45 da manhã, mas ainda assim conseguiram esgotar todos os ingressos disponíveis, destacando o intenso interesse em seu trabalho.




