Fatos Importantes
- Natalie Lynch, 56 anos, vendeu sua casa em Oakland, Califórnia, em 2021 e seu negócio de home staging em 2024.
- Ela se mudou para a Europa em 2024, estabelecendo-se em Audenge, França, com seu cachorro, Enzo.
- Seu aluguel na França é de aproximadamente US$ 1.400 por mês, comparado a US$ 3.000 na Califórnia.
- Lynch cita a burocracia francesa e a solidão como desafios de sua nova vida.
Resumo Rápido
Aos 56 anos, Natalie Lynch decidiu deixar para trás uma carreira de quatro décadas e sua vida na Califórnia. Movida pelo esgotamento profissional e pelo alto custo de vida na Bay Area, ela vendeu sua casa em Oakland em 2021 e seu negócio de home staging dois anos depois. Em 2024, ela se mudou para a Europa com seu cachorro, Enzo, estabelecendo-se em Audenge, França.
Enquanto Lynch está economizando dinheiro e aproveitando um ambiente menos estressante, ela admite que a transição tem suas dificuldades. Como uma expatriada solteira, ela experimenta solidão e encontrou obstáculos burocráticos. Apesar desses desafios, ela considera a ênfase cultural em viver de acordo com os próprios recursos e envelhecer com graça uma mudança refrescante em relação à sua vida anterior na Califórnia.
Deixando a Bay Area para trás
Depois de trabalhar desde os 15 anos, Natalie Lynch atingiu um ponto de ruptura. Após décadas na indústria imobiliária — primeiro como home stager e depois como corretora — ela se descreveu como esgotada e solitária. A pandemia serviu como um alerta, destacando a natureza insustentável de seu estilo de vida na Califórnia.
Em 2021, Lynch vendeu sua casa em Oakland. Alguns anos depois, vendeu o negócio de home staging que possuía há 24 anos. Apesar dessas vendas, o alto custo de vida na Bay Area continuou a drenar suas economias, levando-a a buscar uma nova vida no exterior.
"Eu honestamente nunca pensei que eu iria embora", disse Lynch. "Mas depois de quatro décadas, ela o fez. "Eu simplesmente não achava mais sustentável".
A mudança foi significativa. "Foi um salto enorme para me colocar fora da minha zona de conforto", ela explicou. "Eu havia sido dona da minha casa por 17 anos e estava cercada por um grande sistema de apoio de amigos e vizinhos, mas eu estava em busca de uma nova vida".
A jornada para a França
Em 2024, Lynch trocou o sonho americano pela vida na Europa. Inicialmente, ela se mudou para a Itália com seu cachorro, Enzo, passando alguns meses viajando pela costa. A jornada então os levou para a Espanha antes de finalmente se estabelecer em Audenge, uma pequena cidade no sudoeste da França, perto da Baía de Arcachon, na costa de Bordéus.
Sua vida diária agora parece muito diferente de sua rotina anterior. Em vez de gerenciar um negócio, ela passa seu tempo levando Enzo em passeios de um dia para cidades próximas e acordando sem a pressão de um horário de início cedo.
Prós e contras financeiros
Um dos benefícios mais significativos da mudança é a redução nos custos de vida. Na Califórnia, Lynch alugava um condomínio de 1.000 pés quadrados dos anos 80 por US$ 3.000 por mês. Em Audenge, ela aluga um duplex totalmente mobiliado com uma pequena piscina por €1.200 por mês (aproximadamente US$ 1.400), o que inclui as utilidades.
Seu orçamento mensal para alimentação e despesas diárias é de cerca de US$ 1.000, com um adicional de US$ 600 cobrindo custos recorrentes como seguro de carro, armazenamento em Antuérpia, Bélgica, e serviços como seu plano de telefone e Netflix. "A vida é definitivamente mais acessível aqui em comparação com a Califórnia", ela afirmou.
No entanto, as economias financeiras são equilibradas por desafios burocráticos. Lynch notou que navegar pela burocracia francesa é notoriamente difícil. "Muitas pessoas, incluindo franceses, dizem que a burocracia é especialmente complicada aqui", disse ela. Sua principal experiência com isso envolveu registrar seu cachorro, Enzo, onde um documento faltante resultou em um "e-mail seco" que deixou um mau gosto na boca.
Mudanças culturais e vida social
Lynch observou diferenças culturais distintas entre a vida na Califórnia e na França. Ela nota que os europeus priorizam a qualidade de vida em detrimento de símbolos de status pretensiosos. "As pessoas aqui estão menos focadas nas pequenas coisas e mais focadas na qualidade de vida e em viver de acordo com seus próprios recursos", disse ela.
Ela contrastou isso com sua vida anterior, onde estava cercada por Teslas e sentia pressão para manter uma aparência polida com tinta de cabelo regular e unhas de gel. Na França, ela considera um alívio que as mulheres estejam "envelhecendo com graça", com mais cabelos prateados e menos preenchimentos.
Socialmente, a mudança tem sido complexa. Como uma mulher solteira sem parceiro, Lynch admite que a experiência pode ser solitária. Ela precisa buscar ativamente conexões através de grupos de expatriados ou cafés locais. "É definitivamente realizável, mas no início, é definitivamente solitário estar sozinha", ela admitiu. "Acho que é porque eu ainda não me estabeleci em lugar nenhum".
Apesar do isolamento, a redução no estresse é profunda. Seus dias de trabalho anteriores iam das 8h às 22h, o que ela normalizou até se mudar para a Europa. "Estar na Europa, em geral, redefiniu meu sistema nervoso de volta ao normal", disse Lynch. "Eu me sinto muito menos estressada".
"Eu simplesmente não achava mais sustentável."
— Natalie Lynch
"A vida é definitivamente mais acessível aqui em comparação com a Califórnia."
— Natalie Lynch
"É definitivamente realizável, mas no início, é definitivamente solitário estar sozinha."
— Natalie Lynch
"Estar na Europa, em geral, redefiniu meu sistema nervoso de volta ao normal."
— Natalie Lynch




