📋

Fatos Principais

  • Sete profissionais compartilharam suas histórias de mudança de carreira, com idades entre 30 e 60 anos
  • Indústrias deixadas incluíram finanças, direito, tecnologia e exploração espacial
  • Principais motivações foram realização pessoal, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e busca por paixões
  • Mudanças de carreira ocorreram em 2023-2024, com entrevistas realizadas em 2025

Resumo Rápido

Sete profissionais compartilharam como souberam que era hora de mudar de carreira, deixando indústrias incluindo finanças, direito, tecnologia e até exploração espacial. Movidos por realização pessoal, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e busca por paixões, esses indivíduos fizeram pivôs significativos nas décadas de 30, 40, 50 e 60.

O grupo inclui Shireen Eddleblute, que mudou de investimentos para autoria de livros infantis aos 50 anos; Joe Spector, que deixou o JPMorgan para startups; e Matt Jones, que transitou de vocalista de uma banda de deathcore para líder global de nuvem e IA da Microsoft. Outros incluem Aurora Bryant, que fez o pivô de advogada de processos para soluções de IA jurídica; Justin Pines, que mudou de advogado para rabino e depois para CEO; Cliff Goldstein, que deixou finanças e tecnologia para se tornar guia de caminhada; e Tim Marshburn, que deixou a NASA para um cargo comercial no espaço.

Essas histórias destacam que mudanças de carreira podem acontecer em qualquer idade quando movidas por propósito e paixão. Cada profissional enfrentou as questões críticas de direção, tempo e execução, encontrando realização em seus novos caminhos.

🚀 De Escadas Corporativas para Paixões Pessoais

Vários profissionais fizeram o salto de carreiras corporativas de alta pressão para buscar paixões pessoais que ofereciam maior realização. Cliff Goldstein, 40, deixou para trás carreiras em finanças e tecnologia para se tornar guia de caminhada. Ele fez estágio na Wall Street porque seus colegas de classe estavam fazendo isso, trabalhando posteriormente no Credit Suisse e no Goldman Sachs. Embora tenha gostado de aspectos das finanças, a falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal não era sustentável.

Em 2013, aos 27 anos, Goldstein fez o pivô para a tecnologia, mas achou a vida de startup intensa. Ele sempre sonhou em liderar grupos de caminhada nos Catskills e no Vale do Hudson. "Eu sempre pensei que, se estivesse na posição financeira e tivesse alcançado o suficiente em minha carreira corporativa, poderia finalmente me dar permissão para fazer o pivô", disse Goldstein. Ele se tornou guia de caminhada em tempo integral em 2023, após atingir suas metas de economia.

Shireen Eddleblute, 50, transitou de uma carreira de décadas em investimentos para se tornar autora de livros infantis. Após perder sua mãe, ela se sentiu perdida e queria construir algo que pudesse sobreviver a ela. Em 2024, ela buscou sua paixão por escrever livros infantis sobre alfabetização financeira. Apesar de saber pouco sobre escrita ou publicação inicialmente, ela chamou isso de "uma das melhores decisões que já tomei".

🎸 Caminhos Não Convencionais para Tecnologia e Negócios

Alguns profissionais tomaram rotas sinuosas para alcançar seu sucesso atual. Matt Jones, 35, era o vocalista da banda de deathcore Martyr Defiled antes de fazer o pivô para a Big Tech. Ele abandonou a escola para fazer turnês pelo mundo, mas a banda se separou quando ele tinha 28 anos. O pai de um amigo o contratou para trabalhar em TI e, após múltiplas candidaturas à Microsoft, ele agora serve como líder global de nuvem e IA da empresa para a UBS.

"Meu caminho não convencional e não linear me deu uma perspectiva única e valiosa no mundo corporativo", disse Jones. Sua experiência na indústria musical lhe proporcionou um ponto de vista diferente que ele traz para seu papel em tecnologia.

Joe Spector, 45, adotou uma abordagem diferente. Ele mudou-se para os EUA da União Soviética do Uzbequistão quando criança e sonhava em trabalhar na Wall Street. Ele começou no JPMorgan em 2002, mas saiu em 2004, frustrado com o trabalho "lave e repita" e a atmosfera de "sala de caldeira". Após obter um MBA, ele co-fundou a Hims e depois lançou a Dutch. "As startups me mostraram como poderia ser gratificante criar produtos que melhoram a vida das pessoas", explicou ele.

⚖️ Profissionais do Direito Encontrando Novas Direções

Profissionais do direito também encontraram novas vocações fora da prática tradicional. Aurora Bryant, 40, passou 15 anos como advogada de processos, incluindo uma década no Departamento de Justiça. No final dos 30 anos, ela ficou frustrada com os recursos limitados do DOJ e motivada pela paixão de modernizar o trabalho jurídico por meio da tecnologia. Aos 40 anos, ela ingressou na Relativity, uma empresa que usa IA para resolver desafios jurídicos complexos.

O conselho de Bryant para aqueles considerando um pivô: "Antes de decidir o que vem a seguir, você precisa entender seus objetivos, o que você gosta e como pode melhor aproveitar sua experiência".

Justin Pines, 42, fez o pivô três vezes — de advogado para rabino e depois para CEO. Após a Harvard Law School, ele trabalhou como advogado por três anos, mas buscou algo mais significativo. Ele se formou como rabino, depois trabalhou como educador judaico antes de se mudar para um think tank. Depois de aparecer como convidado no Jewish Broadcasting Service, ele conseguiu o cargo de CEO e agora tem seu próprio programa.

"Me sinto abençoado por amar o que estou fazendo", disse Pines. Ele enfatiza encontrar equilíbrio entre significado, estabilidade financeira e paixão.

🪐 Deixando Espaço para Novas Aventuras

Talvez o pivô mais extraordinário tenha vindo de Tim Marshburn, 65, que deixou uma carreira como astronauta da NASA para um cargo de escritório. Como astronauta, ele completou cinco caminhadas espaciais e viu a Terra de cima. Após 18 anos no Corpo de Astronautas da NASA, seu tempo na missão SpaceX Crew-3 deixou claro que estava pronto para algo novo.

"Eu estava na casa dos sessenta", disse Marshburn. "Havia muitas pessoas novas e boas que precisavam voar, e eu não queria tomar seus lugares." Em 2022, ele ingressou na Sierra Space como VP. O cargo de escritório é mais "sedado" do que a vida de astronauta, mas ele diz que foi a movimento certo no momento certo.

Essas sete histórias demonstram que pivôs de carreira podem acontecer em qualquer estágio da vida. Seja movido por perda pessoal, desejo por equilíbrio entre vida profissional e pessoal ou busca por paixão, cada profissional descobriu que entender seus objetivos e aproveitar sua experiência levou a um trabalho mais gratificante.

"É uma das melhores decisões que já tomei."

— Shireen Eddleblute, ex-profissional de investimentos

"As startups me mostraram como poderia ser gratificante criar produtos que melhoram a vida das pessoas."

— Joe Spector, CEO da Dutch

"Meu caminho não convencional e não linear me deu uma perspectiva única e valiosa no mundo corporativo."

— Matt Jones, líder global de nuvem e IA da Microsoft

"Antes de decidir o que vem a seguir, você precisa entender seus objetivos, o que você gosta e como pode melhor aproveitar sua experiência."

— Aurora Bryant, profissional de soluções de IA jurídica

"Me sinto abençoado por amar o que estou fazendo."

— Justin Pines, CEO

"Eu sempre pensei que, se estivesse na posição financeira e tivesse alcançado o suficiente em minha carreira corporativa, poderia finalmente me dar permissão para fazer o pivô."

— Cliff Goldstein, guia de caminhada