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Fatos Principais

  • 46 mulheres e três menores foram mortos por parceiros ou ex-parceiros em 2025.
  • As idades das vítimas variaram de 19 a 86 anos.
  • Três em cada quatro agressores não tinham registros prévios de violência de gênero.
  • Três crianças foram mortas para infligir sofrimento às suas mães.
  • Cinco dos agressores cometeram suicídio.

Resumo Rápido

O ano de 2025 registrou um trágico recorde na violência de gênero, com 46 mulheres e três menores assassinados por seus parceiros ou ex-parceiros. Esses incidentes ocorreram em várias regiões, destacando uma crise nacional persistente.

Entre as vítimas estavam Dolores, de 86 anos, e Ainhoa, de 19. A violência se estendeu às crianças, três das quais foram mortas para infligir sofrimento às suas mães. Um padrão significativo emergiu em relação ao histórico legal: os perpetradores desses casos específicos, como três em cada quatro agressores em todo o país, não tinham registros prévios contra eles.

Um Ano de Estatísticas Trágicas

2025 se destaca como um marco sombrio na batalha contínua contra a violência machista. Um total de 46 mulheres perderam suas vidas nas mãos de seus parceiros ou ex-parceiros. A violência não se limitou a adultos; três menores também foram mortos durante esses ataques. O objetivo principal desses crimes contra crianças foi infligir dor e sofrimento máximos às mães das vítimas e a suas famílias estendidas.

A dispersão geográfica dessas tragédias foi ampla, afetando comunidades do norte ao sul do país. O volume desses crimes sublinha a gravidade da questão. Em cinco casos, os agressores optaram por tirar suas próprias vidas após os assassinatos. Os perpetradores restantes foram apreendidos pelas autoridades policiais.

Perfis das Vítimas

As vítimas representaram uma ampla faixa demográfica, ilustrando que a idade não é um escudo contra este tipo de violência. A vítima mais velha foi Dolores, uma mulher de 86 anos de uma pequena cidade em Asturias. Ela foi descoberta em sua casa, tendo sofrido um grave traumatismo craniano por força contundente e cortes pelo corpo. Seu agressor era seu marido de 90 anos.

Em stark contraste, a vítima mais jovem foi Ainhoa, uma mulher de 19 anos de Librilia na região de Múrcia. Ela foi morta por seu namorado de 27 anos. Esses dois casos representam as extremidades do espectro etário das vítimas em 2025, demonstrando a natureza onipresente da ameaça através das gerações.

O Desafio do Abuso Não Denunciado

Um aspecto crítico dos dados de 2025 é a prevalência do abuso não denunciado. Nos casos específicos de Dolores e Ainhoa, os agressores não tinham denúncias formais prévias registradas contra eles por violência de gênero. Isso não é uma anomalia, mas reflete uma tendência nacional onde três em cada quatro feminicídios são cometidos por homens sem histórico legal prévio.

Essa realidade apresenta um desafio significativo para a prevenção e intervenção. Apesar de décadas de legislação destinada a penalizar crimes de gênero, a maioria dos ataques fatais ocorre sem aviso prévio às autoridades. A falta de um registro documental torna difícil para os sistemas de apoio intervirem antes que a violência se torne letal.

O Impacto nas Famílias

Além da perda imediata de vida, esses crimes deixam um impacto duradouro nos membros sobreviventes da família. O assassinato de três crianças especificamente para prejudicar suas mães adiciona uma camada de horror às estatísticas. Esses atos são projetados para destruir a linhagem da vítima e causar trauma psicológico duradouro aos parentes sobreviventes.

O fato de cinco perpetradores terem cometido suicídio indica os estados mentais complexos e frequentemente desesperados envolvidos, mas nega ao sistema de justiça a oportunidade de responsabilizá-los. Para as famílias das vítimas restantes, o processo legal continua enquanto os agressores presos enfrentam as consequências de seus atos.