Fatos Principais
- A Califórnia lançou um programa de satélite de US$ 100 milhões para rastrear vazamentos de metano, identificando 10 grandes vazamentos até novembro.
- Cientistas da Universidade do Havaí em Mānoa descobriram que mais de 60% dos fungos marinhos podem decompor poliuretano.
- Novo México investiu US$ 50 milhões em passagens para vida selvagem, a maior aprovação estadual de um único ano nos EUA.
- Níveis de hipóxia no Long Island Sound atingiram os menores níveis em 40 anos.
Resumo Rápido
À medida que 2025 se aproxima do fim, defensores do meio ambiente em todo os EUA estão avaliando um ano marcado por contratempos e sucessos. Apesar das principais reversões ambientais tomadas pela administração de Donald Trump, incluindo o relaxamento das regras de combustíveis fósseis e o enfraquecimento das salvaguardas de espécies ameaçadas, conservacionistas, legisladores e pesquisadores ainda conquistaram vitórias importantes em níveis local e estadual.
As vitórias incluíram o lançamento pela Califórnia de um programa de satélite de rastreamento de metano, a identificação por pesquisadores da Universidade do Havaí em Mānoa de fungos que comem microplásticos, e a descoberta por cientistas dos fatores por trás do declínio das abelhas. Além disso, os níveis de hipóxia no Long Island Sound atingiram os menores níveis em 40 anos, pesquisadores de San Diego desenvolveram um novo gelo para restaurar recifes de coral, Novo México investiu US$ 50 milhões em passagens para vida selvagem, e pesquisadores reduziram a captura acidental de tartarugas marinhas por meio de redes de pesca movidas a energia solar. Esses triunfos ocorreram em todo o país em meio a um ano de turbulência política.
Tecnologia Espacial e Biologia Marinha
A Califórnia recorreu à tecnologia espacial este ano para conter a poluição por metano, lançando um novo programa que usa sensores montados em satélites para detectar grandes vazamentos em tempo real. O esforço de US$ 100 milhões, financiado através do programa de limite e comércio de emissões do estado, envia dados para a California Air Resources Board (Conselho de Recursos do Ar da Califórnia) quando o satélite passa sobre o estado cerca de cinco vezes por semana. Um satélite já está em órbita, com mais sete esperados para lançar nos próximos anos. Até novembro, o sistema havia ajudado a identificar e interromper 10 grandes vazamentos do gás incolor e inodoro desde maio — o equivalente climático de remover cerca de 18.000 carros das rodovias por um ano.
Enquanto isso, pesquisadores da Universidade do Havaí em Mānoa descobriram que muitos fungos que vivem ao redor das ilhas podem degradar naturalmente o plástico, com alguns sendo treinados para consumir as micropartículas mais rapidamente. Em fevereiro, após testar várias espécies de fungos marinhos, pesquisadores anunciaram que mais de 60 por cento poderiam decompor o poliuretano, um plástico comum encontrado em produtos de consumo e comerciais. Ao expor repetidamente os fungos de crescimento mais rápido ao plástico, os pesquisadores também aumentaram suas taxas de degradação em até 15 por cento em apenas três meses. Com o equivalente a cerca de 625.000 caminhões de lixo de plástico entrando no oceano anualmente, os pesquisadores agora estão determinando se as espécies que comem plástico ou outros fungos podem decompor plásticos mais teimosos e menos degradáveis, como o polietileno.
Agricultura e Melhorias na Qualidade da Água
Cientistas identificaram os principais fatores virais por trás da morte massiva de abelhas que devastou os apicultores dos EUA desde o início de 2025. Em um novo estudo do Departamento de Agricultura aguardando revisão por pares e conduzido em meio a cortes de financiamento da era Trump, os pesquisadores descobriram que quase todas as colônias amostradas carregavam vírus de abelhas transmitidos por ácaros Varroa — parasitas agora resistentes ao amitraz, o principal químico usado para controlá-los. Esses ácaros transmitem infecções rapidamente, que também podem se espalhar para polinizadores selvagens. No entanto, os pesquisadores também alertaram que os ácaros resistentes são apenas parte do problema, com a crise climática, exposição a pesticidas e redução de áreas de pastagem também contribuindo para perdas recordes de colônias.
Níveis de hipóxia, ou baixo oxigênio nas águas de fundo como resultado de um crescimento excessivo — e decomposição — de algas, atingiram os menores níveis em 40 anos, marcando um marco importante de recuperação para o segundo maior estuário da Costa Leste. Novos dados estaduais mostram que as "zonas mortas" do estuário, que ficam desprovidas de oxigênio e inabitáveis para a vida marinha, encolheram para 18,3 milhas quadradas e duraram apenas 40 dias — entre os eventos mais curtos e menores desde o início do monitoramento no final dos anos 1980. Os números refletem uma queda significativa em relação a 43 milhas quadradas em 2024 e 127 milhas quadradas em 2023. Os cientistas creditam décadas de esforços locais e estaduais para reduzir a poluição por nitrogênio, bem como as condições de verão seco deste ano que ajudaram a reduzir o crescimento de algas em todo o estuário.
Conservação e Tecnologia
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego desenvolveram um gel inovador, Snap-X, que pode transformar a restauração de recifes de coral. Com as larvas de coral sendo particularmente seletivas sobre onde se estabelecer, os pesquisadores anunciaram em maio a criação de um material que libera pistas químicas para indicar habitats adequados. O Snap-X, composto por nanopartículas suspensas em um gel curável por UV, libera gradualmente químicos que atraem coral ao longo de um mês. Em testes laboratoriais com a espécie de coral pedregoso havaiano Montipora capitata, superfícies tratadas com Snap-X promoveram o reassentamento de coral a seis vezes a taxa de superfícies não tratadas. Além disso, em experimentos que simulam ambientes de recife com água corrente, o Snap-X aumentou o assentamento de larvas de coral em 20 vezes, de acordo com os pesquisadores. A descoberta da pesquisa vem enquanto mais de 80 por cento dos recifes do mundo foram atingidos mais cedo neste ano pelo pior evento de branqueamento global já registrado.
Em abril, a governadora do Novo México, Michelle Lujan Grisham, comprometeu US$ 50 milhões para expandir as passagens para vida selvagem como parte de um esforço estadual para reduzir colisões perigosas com animais selvagens. O financiamento, incluído no Projeto de Lei da Câmara 5 do estado, marca a maior aprovação estadual de um único ano para passagens de vida selvagem nos EUA. Ele apoia projetos identificados no Plano de Ação de Corredores de Vida Selvagem do Novo México, incluindo o corredor de alta prioridade US 550 ao norte de Cuba, comumente conhecido como Vale da Morte devido a severas colisões com alces e veados. Com cerca de 1.200 acidentes com vida selvagem no estado a cada ano, oficiais e conservacionistas aplaudiram o investimento, dizendo que ajudará a reduzir as colisões enquanto também protege os comportamentos naturais de alces, veados-mula, antílopes, carneiros-de-chifre, ursos-negros e pumas.
Finalmente, pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona, da NOAA Fisheries (Pesca da NOAA) e do World Wildlife Fund (Fundo Mundial para a Natureza) desenvolveram luzes LED intermitentes movidas a energia solar para redes de emalhar — paredes de rede projetadas para capturar peixes — para reduzir a captura acidental de tartarugas marinhas. Embora o texto de origem termine, a intenção da pesquisa é mitigar a captura acidental de tartarugas marinhas em equipamentos de pesca.

