Fatos Principais
- Analistas viam a chegada de Donald Trump aos Estados Unidos como fonte de máxima prudência para 2025.
- Havia medo de uma guerra comercial global com efeitos inflacionários que poderiam parar os cortes de juros do Fed.
- O mercado de ações dos EUA era esperado para continuar sendo a estrela dos mercados de ações.
- Ibex e ouro pulverizaram as previsões, enquanto small caps decepcionaram.
- A economia e os lucros resistiram às políticas de Trump melhor do que o esperado.
Resumo Rápido
Analistas abordaram 2025 com uma postura de máxima prudência. A principal preocupação era o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o que levantou o espectro de uma guerra comercial global.
Tal conflito era temido por seus efeitos inflacionários, capazes de parar os cortes de juros da Reserva Federal (Fed) e piorar a fragilidade econômica da zona do euro. Apesar desses riscos, o consenso era que o mercado de ações dos EUA continuaria liderando as ações globais.
Conforme o ano avançava, a economia e os lucros corporativos demonstraram maior resiliência às políticas do que o antecipado. Consequentemente, as previsões sobre o ambiente de pouso suave em grande parte se mantiveram verdadeiras, embora setores específicos do mercado tenham performado de forma muito diferente do esperado.
Previsões Iniciais e Prudência Prevalente
Ao fazer projeções para o ano, os analistas geralmente preferem errar pelo lado da cautela. Isso foi particularmente verdadeiro no final de 2024, conforme o mercado se preparava para a nova administração nos Estados Unidos.
O potencial para uma guerra comercial era a narrativa dominante. Observadores de mercado temiam que tarifas e medidas protecionistas disparassem a inflação, efetivamente colocando um freio no ciclo de flexibilização monetária iniciado pelo Fed.
Além disso, a zona do euro já enfrentava ventos econômicos contrários significativos. A pressão adicional da fricção comercial global era esperada para exacerbar essa fraqueza, criando um ambiente desafiador para os ativos europeus.
No entanto, os analistas identificaram uma tendência clara: a contínua dominância das ações dos EUA. A crença em um pouso suave — onde o crescimento continua sem alta inflação — era o cenário base para a economia global.
O Fator Imprevisível 📉
A variável central nessas previsões era Donald Trump. Apenas meses após o início do ano, as ações do presidente provaram que a apreensão inicial do mercado era justificada, embora os resultados não fossem sempre o que os analistas previram.
A abordagem de Trump ao governo foi descrita como imprevisível. Essa volatilidade forçou os analistas a revisar constantemente seus modelos ao longo do primeiro semestre.
Enquanto o medo da instabilidade era alto, os dados econômicos reais forneceram uma contranarrativa. Os impactos negativos antecipados das políticas da administração não foram tão severos quanto os cenários de pior caso sugeriam.
Apesar do ruído em torno das mudanças políticas, os drivers fundamentais do mercado permaneceram intactos. A resiliência da economia dos EUA tornou-se a história definidora de 2025, ofuscando as tensões geopolíticas.
Performance de Mercado: Vencedores e Perdedores
A divergência entre previsões e realidade tornou-se evidente em classes de ativos específicas. O Ibex e o ouro foram os destaques, pulverizando as expectativas anteriores.
Esses ativos se beneficiaram da própria volatilidade que os analistas temiam. O ouro atuou como porto seguro, enquanto o Ibex mostrou força inesperada apesar da fraqueza subjacente da zona do euro.
Em contraste, as small caps provaram ser uma decepção. Investidores que seguiram o chamado para cautela neste setor provavelmente perderam outras oportunidades, mas as small caps falharam em entregar o crescimento prometido.
O setor de tecnologia também enfrentou chamadas constantes para prudência. Esses avisos em grande parte falharam em se materializar em performance negativa, pois o setor continuou a mostrar crescimento robusto.
Os principais resultados de mercado incluíram:
- Ibex: Excedeu todas as previsões conservadoras.
- Ouro: Entregou retornos massivos, desafiando os medos de inflação.
- Small Caps: Performaram abaixo das expectativas.
- Ações dos EUA: Mantiveram seu status como a estrela do mercado.
Conclusão: Resiliência Sobre o Medo
Olhando para trás em 2025, o tema prevalente foi a resiliência da economia e dos lucros corporativos. O crash antecipado devido às mudanças políticas nunca se materializou completamente.
A economia e os lucros resistiram às políticas da nova administração melhor do que qualquer um previra. Essa resiliência forneceu um piso para os mercados, impedindo as correções profundas que muitos analistas temiam.
Em última análise, o ano serviu como um lembrete de que, embora fatores políticos como Donald Trump introduzam volatilidade, os fundamentos econômicos subjacentes frequentemente ditam a trajetória de longo prazo. O cenário de pouso suave em grande parte se desenrolou, validando a visão otimista base, enquanto classes de ativos específicas surpreenderam para cima.




