Fatos Principais
- Millennials estão compartilhando fotos de 2016 com tendências específicas como delineador de asa, calças skinny e o filtro Clarendon do Instagram.
- Estrategista de redes sociais Kar Brulhart identifica a tendência como parte de uma mudança ampla em direção à cultura analógica, incluindo celulares com tampa e câmeras digitais.
- O post de throwback de Kylie Jenner de 2016 recebeu mais de 2,4 milhões de likes, enquanto o tutorial de maquiagem de 2016 de James Charles no TikTok acumulou cerca de 5,6 milhões de visualizações.
- O ano de 2016 produziu hits pop definidores como 'Closer' de The Chainsmokers e 'Love Yourself' de Justin Bieber, que agora estão ressurgindo nos feeds dos usuários.
- Marcas como Reformation capitalizaram a tendência republicando imagens de celebridades de suas coleções de 2016 com legendas expressando nostalgia pela era.
Uma Cápsula do Tempo Digital
Abra o Instagram esta semana e você pode sentir uma mudança súbita no tempo. O feed não é mais dominado por grids hipercurados, com estética em primeiro lugar. Em vez disso, uma onda de nostalgia tomou conta, transportando os usuários de volta para 2016 em toda a sua glória de meias de peixe.
Millennials estão compartilhando imagens de uma década atrás, celebrando a linguagem visual distinta da era. Pense em selfies Lo-Fi, delineador de asa grosso e o infame filtro de Snapchat de orelha de cachorro. É uma viagem coletiva pela estrada da memória, impulsionada pelo desejo de se reconectar com um tempo que parecia mais simples e genuíno.
De influenciadores a usuários comuns, a plataforma se tornou uma cápsula do tempo digital. A tendência destaca um momento cultural específico definido por hits de música pop e uma abordagem menos polida para as redes sociais.
A Estética de 2016
Os marcadores visuais da ressurreição de 2016 são inconfundíveis. Os usuários estão postando fotos com calças skinny, tênis Converse altos e os filtros específicos do Instagram que definiram a década, como Clarendon e Gingham. Foi uma era antes da ascensão dos Reels e do conteúdo gerado por IA.
Kar Brulhart, estrategista de redes sociais sediada na Cidade do México, observa que a tendência reflete uma mudança mais ampla em direção à cultura analógica. Isso inclui um interesse renovado por livros de bolso, celulares com tampa e câmeras digitais.
O movimento não se limita a contas pessoais. Grandes celebridades se juntaram à tendência, compartilhando selfies constrangedoras, sem glamour, que contrastam com os padrões polidos de influenciadores de hoje. Isso inclui:
- Charlie Puth e Eva Longoria
- Lucy Hale e Karlie Kloss
- Kylie Jenner e James Charles
A música da época também está ressurgindo. 2016 foi um ano marcante para o pop, rendendo hits definidores como "Closer" de The Chainsmokers, "Love Yourself" de Justin Bieber e "Faded" de Alan Walker.
"Especialmente nos EUA, onde o clima político e cultural parece cada vez mais carregado, as pessoas genuinamente não sabem o quê — ou como — postar mais. Revisitar essa época dá às pessoas uma pausa socialmente aceitável de ter que responder, reagir ou performar relevância."
— Kar Brulhart, Estrategista de Redes Sociais
Ressurreição de Celebridades e Marcas
Figuras de alto perfil foram instrumentais para amplificar a tendência. Kylie Jenner postou uma foto da época com a legenda "Você tinha que estar lá", que acumulou mais de 2,4 milhões de likes. A imagem a mostrava usando calças skinny e seu icônico Kylie Lip Kit.
Influenciadora de beleza James Charles reviveu a rotina completa de sombrancelha "cut crease" de 2016 em um vídeo no TikTok, que acumulou aproximadamente 5,6 milhões de visualizações. Outros usaram a tendência para imortalizar marcos pessoais, como John Legend compartilhando uma foto de si mesmo e Chrissy Teigen se beijando após o nascimento de seu primeiro filho.
Marcas não perderam tempo capitalizando o movimento de throwback. A marca de moda sediada em Los Angeles Reformation postou imagens de celebridades como Taylor Swift e Emily Ratajkowski usando sua coleção de 2016.
Nós também sentimos falta de 2016.
A legenda da marca ecoou o sentimento que impulsiona toda a tendência: uma saudade do momento cultural específico de uma década atrás.
A Psicologia da Nostalgia
Especialistas em redes sociais sugerem que a tendência é impulsionada por um desejo de autenticidade e alívio das pressões modernas. Hailey Bailey, fundadora da empresa de relações públicas Image PR sediada em Los Angeles, explica que os millennials estão ansiando pela inocência e promessa de seus "eus" do verão de 2016.
Muitos olham para suas vidas atuais e sentem que não atenderam às expectativas que tinham uma década atrás. Bailey observa que as realidades financeiras — como a incapacidade de comprar uma casa ou atrasos em iniciar uma família — fazem com que o passado pareça mais otimista.
Especialmente nos EUA, onde o clima político e cultural parece cada vez mais carregado, as pessoas genuinamente não sabem o quê — ou como — postar mais. Revisitar essa época dá às pessoas uma pausa socialmente aceitável de ter que responder, reagir ou performar relevância.
Kar Brulhart acrescenta que em 2016, o Instagram era cronológico. Havia menos curadoria, e os usuários documentavam a vida conforme acontecia, em vez de se marcarem com cada post.
Uma Versão Mais Leve de Si Mesmo
Em última análise, a tendência de 2016 é menos sobre querer voltar ao passado e mais sobre lembrar uma versão específica de si mesmo. Brulhart descreve o movimento como um momento gentil de reflexão.
Representa um tempo antes do peso pesado dos feeds algorítmicos e da pressão para performar relevância. Os usuários estão encontrando consolo na simplicidade do passado, uma época em que as redes sociais pareciam um diário pessoal em vez de um palco público.
A tendência serve como uma válvula de escape cultural. Ao revisitar a estética de 2016, os millennials conseguem acessar uma sensação de leveza que muitas vezes parece faltar na paisagem digital atual.
Olhando para o Futuro
A ressurreição da estética de 2016 no Instagram destaca uma relação complexa com a tecnologia e a memória. Enquanto a plataforma continua a evoluir com recursos como Reels e IA, os usuários estão ativamente escolhendo olhar para trás.
Este movimento sugere uma crescente fadiga com a natureza hipercurada das redes sociais modernas. Enquanto a tendência continua, pode influenciar como marcas e influenciadores abordam a criação de conteúdo, priorizando a autenticidade sobre a perfeição.
Por enquanto, o mundo digital permanece um playground nostálgico, permitindo que os usuários momentaneamente voltem a um tempo que era inegavelmente mais simples.
"Nós também sentimos falta de 2016."
— Reformation, Marca de Moda
"Não se trata de querer voltar, mas de lembrar uma versão de nós mesmos que talvez se sentisse mais leve."
— Kar Brulhart, Estrategista de Redes Sociais
Perguntas Frequentes
Por que os millennials estão postando conteúdo de 2016 no Instagram?
Os millennials estão postando conteúdo de 2016 impulsionados pela nostalgia por um tempo mais simples e autêntico. Especialistas sugerem que oferece uma pausa do clima político carregado e da pressão por relevância nas redes sociais modernas.
Quais são as principais tendências visuais da ressurreição de 2016?
Tendências-chave incluem selfies Lo-Fi, delineador de asa grosso, calças skinny e filtros específicos do Instagram como Clarendon e Gingham. A estética contrasta com os feeds hiperpolidos e dirigidos por algoritmos de hoje.
Quais celebridades participaram da tendência?
Celebridades como Kylie Jenner, Charlie Puth, Eva Longoria e James Charles compartilharam fotos ou vídeos de throwback. Marcas como Reformation também se juntaram republicando imagens vintage de celebridades.
Essa tendência está limitada ao Instagram?
Embora o Instagram seja a plataforma principal, a tendência também se espalhou para o TikTok, onde usuários como James Charles compartilham tutoriais de maquiagem da era 2016. O movimento reflete uma mudança cultural mais ampla em direção à estética analógica.









