Fatos Principais
- O chanceler alemão Merz proferiu um importante discurso de política externa no Fórum Econômico Mundial em Davos em 22 de janeiro de 2026.
- Merz declarou que o mundo "entrou em uma era de política de grandes potências", sinalizando uma ruptura com o sistema internacional pós-Guerra Fria.
- Ele identificou a Rússia e a China como as principais potências que desafiam a dominância global dos Estados Unidos.
- O chanceler defendeu que a Europa aumente com urgência sua competitividade econômica para permanecer um ator global relevante.
- Merz defendeu investimentos significativos nas capacidades de defesa europeias, refletindo uma mudança nas prioridades estratégicas da Alemanha.
- Seu discurso enquadra a situação geopolítica atual como um "desmantelamento" fundamental da antiga ordem mundial, e não uma ruptura temporária.
Uma Nova Era Amanhece
No Fórum Econômico Mundial em Davos, o chanceler alemão Merz fez uma avaliação contundente do cenário geopolítico atual, declarando que o sistema internacional pós-Guerra Fria efetivamente deixou de existir. Seu discurso marcou uma significativa ruptura com a linguagem diplomática anterior, enquadrando o momento presente não como um período de ajuste, mas como uma transformação fundamental das dinâmicas de poder globais.
O discurso do chanceler, proferido em 22 de janeiro de 2026, delineou um mundo onde as alianças tradicionais estão sendo testadas e novos centros de poder estão desafiando ativamente a ordem estabelecida. Essa perspectiva tem um peso particular, dada a posição central da Alemanha na União Europeia e sua posição histórica como defensora do multilateralismo.
A Ordem em Desmantelamento
Merz caracterizou o ambiente global atual como tendo entrado em uma era de política de grandes potências, uma frase que evoca as dinâmicas competitivas do início do século XX. Essa avaliação sugere que o sistema internacional baseado em regras, que governou as relações globais desde 1945, não é mais o principal motor do comportamento estatal.
O chanceler identificou especificamente duas grandes potências como os principais agentes dessa mudança: Rússia e China. De acordo com sua análise, essas nações não estão simplesmente participando dentro da estrutura existente, mas estão desafiando ativamente a posição de longa data dos Estados Unidos como a potência dominante do mundo. Esse desafio representa um afastamento do momento unipolar que se seguiu ao fim da Guerra Fria.
As implicações dessa mudança são profundas para a estabilidade internacional e a cooperação econômica. A estrutura que sustentou o comércio global, as garantias de segurança e as normas diplomáticas por décadas agora está sendo questionada e remodelada por essas dinâmicas de poder emergentes.
"O mundo 'entrou em uma era de política de grandes potências' onde Rússia e China desafiam os EUA."
— Chanceler Merz, Chanceler da Alemanha
O Imperativo Estratégico da Europa
À luz dessa nova realidade, o chanceler Merz emitiu um chamado claro à ação para o continente europeu. Ele argumentou que a Europa não pode mais se dar ao luxo de ser uma observadora passiva nesta nova era de competição. Em vez disso, ele delineou duas áreas críticas onde a Europa deve tomar medidas decisivas para garantir seu futuro.
Primeiro, Merz enfatizou a necessidade urgente de a Europa aumentar sua competitividade. Em um mundo onde a força econômica está cada vez mais ligada à influência geopolítica, a Europa deve inovar e fortalecer suas fundações econômicas para permanecer um ator global relevante.
Segundo, ele defendeu um investimento substancial em defesa. Essa recomendação reflete o reconhecimento de que o ambiente de segurança se tornou mais imprevisível e que as nações europeias devem assumir maior responsabilidade por suas próprias capacidades de defesa.
A mensagem do chanceler aos líderes globais e elites empresariais reunidos foi inequívoca: a Europa enfrenta uma escolha entre se adaptar a essa nova realidade ou arriscar a irrelevância estratégica.
Uma Mudança na Política Alemã
Por décadas, a política externa alemã foi caracterizada por um compromisso com a diplomacia, o comércio e as instituições internacionais. O discurso do chanceler Merz em Davos sinaliza uma possível guinada em direção a uma abordagem mais assertiva e pragmática, reconhecendo que a interdependência econômica por si só pode não garantir a paz ou a prosperidade em um mundo multipolar.
O foco no investimento em defesa é particularmente notável. Historicamente cautelosa com os gastos militares, a liderança alemã agora parece ver uma postura de defesa mais forte como essencial para proteger os interesses nacionais e europeus em uma arena internacional cada vez mais contestada.
Essa mudança não significa necessariamente abandonar os canais diplomáticos, mas sugere que a Alemanha está se preparando para um mundo onde a política de poder, em vez de uma ordem baseada em regras, pode ser o modo dominante de interação internacional.
Reações Globais e Implicações
O discurso em Davos, um fórum conhecido por seu foco na cooperação econômica, forneceu um contraponto sóbrio às discussões sobre globalização e mercados interconectados. O enquadramento da situação por Merz como um desmantelamento fundamental, e não uma ruptura temporária, estabelece um tom sério para futuras negociações diplomáticas e econômicas.
Para aliados e parceiros em todo o mundo, as palavras do chanceler alemão servem como um aviso de que o sistema internacional está em fluxo. O chamado para que a Europa fortaleça suas capacidades internas sugere um movimento potencial em direção a uma maior autonomia estratégica, reduzindo a dependência de potências externas para segurança e estabilidade econômica.
As consequências de longo prazo dessa mudança ainda estão por ser vistas, mas o discurso sem dúvida marca um momento significativo na evolução da política europeia e global.
Olhando para o Futuro
A declaração do chanceler Merz em Davos é mais do que uma afirmação retórica; é um roteiro para o que ele vê como adaptação necessária. A mensagem é clara: a era da dominância ocidental incontestada e das regras globais previsíveis acabou, substituída por um cenário mais complexo e competitivo.
O caminho a seguir para a Europa, conforme delineado pelo líder alemão, envolve um foco duplo na força interna — por meio da inovação econômica e da prontidão de defesa — e uma avaliação realista das ameaças externas. Como outras nações europeias e potências globais respondem a esse chamado moldará a ordem internacional nas décadas vindouras.
Perguntas Frequentes
O que o chanceler Merz declarou em Davos?
O chanceler alemão Merz declarou que a antiga ordem mundial está se 'desmantelando' e que o mundo entrou em uma nova era de política de grandes potências. Ele fez essa declaração durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos.
Quais países Merz vê como desafiadores dos EUA?
Em seu discurso, Merz identificou especificamente a Rússia e a China como as potências que desafiam a posição dos Estados Unidos como a potência dominante do mundo. Ele enquadr isso como uma mudança fundamental na dinâmica global.
O que Merz recomenda para a Europa?
Merz instou a Europa a tomar medidas decisivas aumentando sua competitividade econômica e investindo em defesa. Ele argumentou que a Europa deve fortalecer suas capacidades internas para permanecer relevante neste novo cenário competitivo.
Por que este discurso é considerado significativo?
O discurso é significativo porque representa uma possível mudança na política externa alemã, saindo de um foco tradicional na diplomacia e no comércio em direção a uma postura mais assertiva que reconhece o retorno da política de poder e a necessidade de autonomia estratégica europeia.










