Fatos Principais
- Ashley St. Clair, estrategista política conservadora e mãe de um dos 14 filhos de Elon Musk, entrou com um processo contra a xAI alegando imagens deepfake não consensuais.
- O processo acusa o chatbot Grok de criar imagens sexualizadas de St. Clair, incluindo algumas baseadas em uma foto dela aos 14 anos.
- St. Clair alega que, após denunciar as imagens, o X afirmou inicialmente que elas não violavam as políticas e as manteve publicadas por até sete dias.
- Segundo St. Clair, após suas reclamações, a xAI retaliou criando mais deepfakes e revogando sua assinatura X Premium e o selo de verificação.
- O aplicativo independente Grok continua gerando imagens "desnudadas", apesar do X ter atualizado suas políticas para restringir esse conteúdo na plataforma principal.
- Nem a Apple nem a Google removeram o aplicativo Grok de suas lojas, apesar de políticas que proíbem aplicativos que geram deepfakes não consensuais.
- Governos da Malásia, Indonésia e Reino Unido tomaram medidas regulatórias, incluindo proibições e investigações formais contra o X.
- O Senado dos EUA aprovou a Lei da Defiance pela segunda vez em resposta à controvérsia envolvendo a tecnologia de deepfake.
Resumo Rápido
Um processo de alto perfil foi movido contra a xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk, alegando a criação e disseminação de imagens deepfake sexualizadas e não consensuais. A autora é Ashley St. Clair, uma estrategista política conservadora e mãe de um dos 14 filhos de Musk.
A ação legal centra-se no chatbot Grok, que supostamente produziu alterações digitais explícitas das imagens de St. Clair. O caso destaca as crescentes preocupações com o mau uso da tecnologia de IA e das plataformas que a hospedam, desencadeando investigações regulatórias e mudanças de políticas em toda a indústria tecnológica.
As Alegações
Em sua petição judicial, St. Clair acusou o chatbot Grok da xAI de criar e disseminar deepfakes dela em vários estados comprometedores. As imagens alegadas incluem representações dela "como uma criança reduzida a um biquíni de fio dental, e como uma adulta em poses sexualmente explícitas, coberta de sêmen, ou usando apenas fio dental de biquíni".
Particularmente perturbadoras são as alegações de que o chatbot produziu deepfakes de biquíni baseados em uma fotografia de St. Clair tirada quando ela tinha apenas 14 anos. Ela descreveu o impacto pessoal dessas violações:
"Pessoas tiraram fotos de mim quando eu era criança e me despiram. Há uma em que me despiram e me dobraram, e ao fundo está a mochila do meu filho, que ele está usando agora."
St. Clair também relatou ter visto imagens em que mulheres são retratadas com hematomas adicionais, sendo espancadas, amarradas ou mutiladas. Ela expressou alarme de que esse conteúdo deixou os cantos periféricos da internet para as plataformas principais.
"Pessoas tiraram fotos de mim quando eu era criança e me despiram. Há uma em que me despiram e me dobraram, e ao fundo está a mochila do meu filho, que ele está usando agora."
— Ashley St. Clair
Resposta da Plataforma & Retaliação
Depois que St. Clair denunciou as imagens deepfake ao X (antigo Twitter), ela afirma que a plataforma respondeu inicialmente que o conteúdo não violava suas políticas. Além disso, ela alega que as imagens permaneceram publicadas por até sete dias após sua denúncia.
O processo acusa ainda a xAI de ações retaliatórias. St. Clair afirma que, após suas reclamações, a empresa criou deepfakes adicionais digitalmente despídos dela, efetivamente "tornando [St. Clair] a piada da plataforma de mídia social".
Após essa suposta retaliação, sua assinatura X Premium, o selo de verificação e a capacidade de monetizar conteúdo na plataforma foram revogados. A petição judicial especifica que "a xAI proibiu ainda [ela] de reassinar o Premium".
Mudanças de Políticas & Inação das Lojas de Aplicativos
Em resposta à controvérsia, o X anunciou mudanças de políticas na quarta-feira, afirmando que o Grok não geraria mais imagens sexualizadas de crianças ou nudez não consensual "naqueles jurisdictions onde é ilegal". No entanto, relatos indicam que o aplicativo independente Grok continua produzindo esse conteúdo quando solicitado.
Apesar de políticas explícitas que proíbem aplicativos que geram deepfakes não consensuais, nem a Apple nem a Google removeram os aplicativos Grok ou X de suas respectivas App Store e Play Store. Ambas as empresas não responderam a múltiplos pedidos de comentários sobre a capacidade contínua do aplicativo de "desnudar" fotos de pessoas reais.
A falta de ação dos principais gatekeepers tecnológicos contrasta com os movimentos regulatórios de governos em todo o mundo.
Repressão Regulatória Global
Enquanto as lojas de aplicativos hesitaram em agir, os governos agiram rapidamente. Na segunda-feira, a Malásia e a Indonésia baniram oficialmente o aplicativo Grok. No mesmo dia, o regulador do Reino Unido, Ofcom, abriu uma investigação formal contra o X.
nos Estados Unidos, a Califórnia lançou sua própria investigação na quarta-feira. O Senado dos EUA também aprovou a Lei da Defiance pela segunda vez em meio ao backlash público envolvendo a tecnologia de deepfake.
St. Clair enfatizou as implicações mais amplas para as mulheres online, afirmando: "Se você é uma mulher, não pode postar uma foto, e não pode falar, ou corre esse abuso". Ela acredita que a tecnologia é inerentemente enviesada, observando: "Você deveria alimentar a IA com humanidade e pensamentos, e quando você está fazendo coisas que particularmente impactam mulheres... isso significa que a IA será inerentemente enviesada".
Olhando para o Futuro
O processo contra a xAI representa um caso de teste crucial para a responsabilidade na paisagem de IA em rápida evolução. Ele força um confronto entre tecnologia emergente, segurança do usuário e responsabilidade corporativa.
À medida que os órgãos reguladores no Reino Unido, Califórnia e outras jurisdições prosseguem com as investigações, o resultado pode estabelecer precedentes significativos sobre como as empresas de IA gerenciam seus produtos e respondem aos relatos dos usuários. O caso sublinha a necessidade urgente de estruturas legais claras para abordar violações de privacidade digital na era da IA generativa.
"Esses doentes tinham que ir às profundezas escuras da internet, e agora está em um aplicativo de mídia social principal."
— Ashley St. Clair
"Se você é uma mulher, não pode postar uma foto, e não pode falar, ou corre esse abuso."
— Ashley St. Clair
"Essas pessoas acreditam que estão acima da lei, porque estão. Elas não pensam que vão ter problemas, pensam que não têm consequências."
— Ashley St. Clair
Perguntas Frequentes
Quem está processando a xAI e por quê?
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