Fatos Principais
- O artigo foi publicado no Substack em 13 de janeiro de 2026.
- Foi compartilhado no Hacker News, onde recebeu 4 pontos.
- A metáfora central contrasta "cavar" um buraco com "construir" com blocos de Lego.
- O artigo argumenta contra a tendência de criar sistemas de tipos cada vez mais profundos em linguagens de programação.
Resumo Rápido
A comunidade de desenvolvimento de software está sendo instada a mudar seu foco da complexidade teórica para a construção prática. Uma nova perspectiva está ganhando tração, sugerindo que a obsessão da indústria em criar sistemas de tipos cada vez mais complexos é um esforço equivocado. Em vez de continuar a "cavar" mais fundo na teoria de tipos, o argumento é para começar a "construir".
Essa abordagem defende o uso de componentes simples e componíveis — muito parecidos com blocos de Lego — que podem ser montados para criar aplicações poderosas e flexíveis. A ideia central é que, focando em partes modulares e interoperáveis, os desenvolvedores podem alcançar maior produtividade e criatividade, indo além das restrições de sistemas excessivamente rígidos. Isso marca uma mudança filosófica significativa da teoria abstrata para a criação prática.
O Dilema de 'Cavar'
A crítica central visa a tendência predominante em muitas linguagens de programação e frameworks: a adição de recursos de tipos cada vez mais sofisticados. Esse refinamento incansável é descrito como um ato de 'cavar um buraco'. Cada novo recurso, projetado para resolver um caso de uso específico, adiciona outra camada de complexidade ao núcleo da linguagem, tornando mais difícil para os desenvolvedores aprenderem, usarem e manterem.
O problema com essa abordagem é que ela frequentemente produz retornos decrescentes. O esforço é gasto em tornar o sistema de tipos mais poderoso no abstrato, em vez de torná-lo mais fácil de construir coisas concretas. Isso cria uma curva de aprendizado mais acentuada e pode levar a ferramentas que são poderosas em teoria, mas cumpridas na prática.
- Aumento da carga cognitiva para os desenvolvedores
- Curvas de aprendizado mais íngremes para novas linguagens
- Retornos decrescentes sobre a complexidade
- O foco muda da resolução de problemas para a maestria da ferramenta
"Em vez de cavar um buraco, devemos estar construindo com blocos de Lego."
— Autor, Programming Simplicity Substack
A Filosofia do 'Lego' 🧱
Em contraste com a metáfora de cavar, o artigo propõe uma filosofia de 'bloco de Lego'. Esse modelo é construído sobre o poder da composição. Em vez de um sistema monolítico único onde cada parte está intrinsecamente conectada, imagine um mundo de componentes pequenos, independentes e padronizados. Cada 'bloco' tem um propósito simples e claro e uma interface bem definida para se conectar aos outros.
A beleza desse sistema é sua complexidade emergente. Partes simples, quando combinadas, podem criar estruturas incrivelmente sofisticadas. Essa abordagem capacita os desenvolvedores a focarem no que estão construindo, não nas regras intrincadas do sistema subjacente. Isso incentiva a experimentação, o reuso e a prototipagem rápida, pois os desenvolvedores podem encaixar partes existentes em vez de forjar novas do zero.
Em vez de cavar um buraco, devemos estar construindo com blocos de Lego.
Reação da Comunidade
As ideias apresentadas ressoaram dentro da comunidade de programação, gerando discussão em plataformas como o Hacker News. A conversa destaca um desejo crescente por simplicidade e pragmatismo em uma era de cadeias de ferramentas cada vez mais expansivas. Os desenvolvedores estão questionando cada vez mais se a complexidade dos sistemas modernos é justificada pelos benefícios.
O debate toca em princípios fundamentais da engenharia de software: manutenibilidade, legibilidade e velocidade do desenvolvedor. A abordagem 'Lego' sugere que, reduzindo a complexidade das ferramentas fundamentais, todo o ciclo de vida do desenvolvimento se torna mais eficiente e agradável. É um apelo à ação para que os criadores de ferramentas priorizem a usabilidade e a capacidade de composição sobre o poder teórico.
- Debate sobre a complexidade do sistema de tipos
- Foco na produtividade do desenvolvedor
- Valor da modularidade e do reuso
- Mudança para soluções pragmáticas
Uma Mudança de Foco
Por fim, este é um chamado para uma mudança fundamental na mentalidade. O objetivo é passar de uma cultura de refinamento para uma de criação. Não se trata de abandonar a segurança de tipos ou a estrutura, mas de encontrar um equilíbrio onde esses recursos sirvam ao construtor, e não o contrário. O foco deve ser na criação de ferramentas que sejam um prazer de usar e que não atrapalhem o desenvolvedor.
Essa visão incentiva um futuro onde a programação é menos sobre dominar especificações de linguagens obscuras e mais sobre montar soluções elegantes. Ao adotar partes simples, poderosas e componíveis, a comunidade pode desbloquear novos níveis de produtividade e construir a próxima geração de software, um bloco de cada vez.
Olhando para o Futuro
A principal lição é um desafio ao status quo: pare de cavar. A busca incansável por sistemas de tipos mais profundos e complexos pode não ser o caminho para um software melhor. A alternativa — construir com componentes simples e reutilizáveis — oferece um paradigma mais prático e potencialmente mais poderoso.
O futuro da programação pode parecer menos com uma catedral monolítica e mais com uma cidade vibrante construída a partir de blocos de Lego versáteis. Essa abordagem promete maior flexibilidade, desenvolvimento mais rápido e uma entrada mais acessível para novos desenvolvedores. É uma visão convincente para um futuro mais criativo e eficiente na construção de software.
Perguntas Frequentes
Qual é o principal argumento do artigo?
O artigo argumenta que a comunidade de programação deve parar de focar na criação de sistemas de tipos mais complexos. Em vez disso, defende a construção com componentes simples e componíveis, semelhantes a blocos de Lego, para promover uma melhor construção de software.
O que 'cavar' se refere neste contexto?
'Cavar' é uma metáfora para o processo de adicionar mais camadas de complexidade ao sistema de tipos de uma linguagem de programação. O autor sugere que isso é frequentemente um exercício contraproducente que produz retornos decrescentes.
Por que o modelo de 'bloco de Lego' é considerado melhor?
O modelo Lego promove a modularidade, a reutilização e a simplicidade. Ele permite que os desenvolvedores montem estruturas complexas a partir de partes simples e bem definidas, focando na construção de funcionalidades em vez de gerenciar a complexidade do sistema.
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