HMRC admite que 71% dos pais foram alvo incorretamente
The Guardian4h ago
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Fatos Principais
71% dos pais atingidos pela fiscalização eram beneficiários legítimos.
Os pais não haviam emigrado do Reino Unido.
A taxa de erro é maior que os 63% admitidos anteriormente.
O diretor-executivo da HMRC, John-Paul Marks, fez a admissão.
A admissão foi feita ao Comitê de Seleção do Tesouro.
Resumo Rápido
A HMRC admitiu uma taxa de erro significativa em uma recente fiscalização de fraudes em benefícios infantis. De acordo com John-Paul Marks, diretor-executivo da autoridade tributária, 71% dos pais que tiveram seus benefícios suspensos eram, na verdade, beneficiários legítimos. Esses indivíduos não haviam emigrado, contrariando as suposições da iniciativa de detecção de fraudes.
Essa admissão foi feita ao Comitê de Seleção do Tesouro. A porcentagem de erros é notavelmente maior que o número de 63% divulgado anteriormente. O presidente do comitê criticou veementemente a agência, rotulando a situação de 'erro grotesco' e destacando o sofrimento emocional e financeiro causado às famílias envolvidas.
O Erro na Fiscalização de Fraudes
A HMRC realizou uma fiscalização de fraudes em benefícios infantis no ano passado, visando pais suspeitos de terem emigrado do Reino Unido. No entanto, a operação resultou em um alto volume de suspensões incorretas. A autoridade tributária revelou que a grande maioria dos alvos ainda residia no país e tinha direito total ao benefício.
John-Paul Marks abordou o Comitê de Seleção do Tesouro sobre a escala do erro. Ele confirmou que a taxa de erro era de 71%. Essa admissão corrigiu declarações anteriores onde o número citado era de 63%, indicando que o problema era mais amplo do que se pensava inicialmente.
O impacto sobre os pais foi descrito como causando uma 'dor' desnecessária. A HMRC agora enfrenta escrutínio sobre os métodos usados para identificar casos potenciais de fraude e as salvaguardas em vigor para evitar que beneficiários legítimos percam seus benefícios.
Reação do Comitê
O Comitê de Seleção do Tesouro reagiu fortemente à notícia. O presidente do comitê acusou a HMRC de um 'erro grotesco'. Esse termo sublinha a gravidade do erro e a frustração sentida pelos legisladores em relação ao desempenho da agência.
Preocupações foram levantadas sobre o ônus administrativo e o impacto emocional nos pais envolvidos. O comitê enfatizou que a HMRC falhou em distinguir com precisão entre aqueles que haviam deixado o país e aqueles que permaneceram. O foco agora está em como a autoridade tributária planeja corrigir a situação e compensar os afetados.
Conclusão
A admissão da HMRC de que 71% dos pais alvo eram beneficiários legítimos marca uma falha significativa na fiscalização de fraudes em benefícios infantis. A discrepância entre a admissão inicial de 63% e o número final sugere problemas mais profundos nos processos de análise de dados e verificação usados pela autoridade tributária.
Enquanto o governo do Reino Unido continua a combater fraudes, este incidente serve como um conto de advertência sobre o equilíbrio entre a aplicação da lei e a proteção de beneficiários legítimos. A HMRC provavelmente enfrentará pressão contínua para melhorar sua precisão e garantir que futuras fiscalizações não penalizem famílias inocentes.
"erro grotesco"
— Presidente do Comitê de Seleção do Tesouro
"causando 'dor' desnecessária aos pais"
— Presidente do Comitê de Seleção do Tesouro
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