Fatos Principais
- Uma carta cosignada pelos chefes de 10 instituições bancárias centrais globais defendeu a integridade de Powell.
- A declaração foi assinada por Christine Lagarde do Banco Central Europeu e Andrew Bailey do Banco da Inglaterra.
- Um grupo de figuras importantes dos EUA, incluindo os três ex-presidentes vivos do Fed, também se uniu a Powell.
Resumo Rápido
Líderes de bancos centrais de dez países emitiram uma declaração de solidariedade total com o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Este apoio ocorre após a revelação de Powell de que o Departamento de Justiça emitiu intimações de grande jury ao Federal Reserve. A carta internacional descreve Powell como um homem de integridade e um colega respeitado. Ela enfatiza que a independência dos bancos centrais é uma pedra angular da estabilidade econômica. A carta foi assinada pelos chefes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e dos bancos centrais da Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália, Canadá, Coreia do Sul e Brasil. No cenário interno, ex-presidentes do Fed e secretários do Tesouro também condenaram as intimações. Eles rotularam a investigação como uma tentativa sem precedentes de usar ataques processuais para minar a independência do Fed. Os eventos destacam um conflito crescente sobre a política monetária entre o banco central e a administração atual.
Carta Internacional de Apoio
Líderes financeiros globais se reuniram formalmente em torno de Jerome Powell em meio à controvérsia contínua. Na terça-feira, uma carta cosignada pelos chefes de 10 instituições bancárias centrais globais foi divulgada. O documento defendeu fortemente a integridade de Powell. Ele se referiu a ele como um "colega respeitado, tido na mais alta estima por todos que trabalharam com ele".
Os signatários da carta representam grandes instituições financeiras em todo o mundo. A declaração foi assinada por Christine Lagarde, chefe do Banco Central Europeu, e Andrew Bailey, o chefe do Banco da Inglaterra. Além disso, chefes de bancos centrais das seguintes nações assinaram a carta:
- Suécia
- Dinamarca
- Suíça
- Austrália
- Canadá
- Coreia do Sul
- Brasil
A carta também incluiu assinaturas do presidente e gerentes gerais do Banco de Compensações Internacionais (BIS). O grupo declarou explicitamente seu apoio ao Sistema de Reserva Federal e ao seu presidente. Eles argumentaram que preservar a independência dos bancos centrais é crucial para a estabilidade de preços, financeira e econômica. Os signatários enfatizaram que essa independência deve ser mantida com o pleno respeito ao estado de direito e à responsabilidade democrática.
Contexto das Intimações
A carta de apoio internacional foi desencadeada por ações recentes tomadas pelo Departamento de Justiça. No domingo, Powell revelou que o Federal Reserve havia sido servido com intimações de grande jury. Este desenvolvimento é amplamente visto como a última escalada em uma disputa contínua entre o banco central e a administração sobre o caminho das taxas de juros.
Powell abordou a situação em uma declaração por vídeo, reconhecendo o processo legal enquanto criticava o contexto. Ele afirmou: "Ninguém — certamente não o presidente do Federal Reserve — está acima da lei". No entanto, ele acrescentou imediatamente: "Mas esta ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua da administração".
Powell tem um histórico de se abster de engajar diretamente com ataques pessoais. Apesar da pressão, a carta internacional mantém que Powell serviu com integridade. A carta afirma que ele permaneceu focado em seu mandato e comprometido com o interesse público. As intimações representam uma mudança significativa nas interações típicas entre a Casa Branca e o banco central.
Apoio Interno e Reações
Enquanto líderes internacionais ofereciam apoio, figuras internas nos Estados Unidos também se mobilizaram atrás de Powell. Na segunda-feira, um grupo de figuras importantes na economia e política monetária dos EUA divulgou uma declaração. Este grupo incluiu os três ex-presidentes vivos do Federal Reserve e cinco ex-secretários do Tesouro.
A declaração interna descreveu a investigação do Departamento de Justiça como "uma tentativa sem precedentes de usar ataques processuais para minar" a independência do Fed. O grupo argumentou que tais ações não têm lugar nos Estados Unidos. Eles enfatizaram que o estado de direito é a maior força do país e a base de seu sucesso econômico. A defesa coordenada de líderes financeiros internacionais e internos sublinha a gravidade da situação. Ela destaca a importância colocada na autonomia do Federal Reserve nos mercados financeiros globais.
"Estamos em solidariedade total com o Sistema de Reserva Federal e seu presidente Jerome H. Powell."
— Carta dos Chefes de Bancos Centrais Globais
"Ninguém — certamente não o presidente do Federal Reserve — está acima da lei."
— Jerome Powell, Presidente do Federal Reserve
"Mas esta ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua da administração."
— Jerome Powell, Presidente do Federal Reserve







