Fatos Principais
- Dimitri Alperovitch, analista nascido na Rússia, agora lidera um think tank em Washington especializado em competição entre grandes potências.
- Ele prevê que a Rússia não será capaz de sustentar suas operações militares na Ucrânia por mais de um ano e meio.
- Seu último ensaio se concentra na guerra fria tecnológica que está surgindo entre a China e os Estados Unidos.
- Alperovitch alerta que uma possível administração Trump daria prioridade à segurança de Taiwan sobre a da Ucrânia.
- Sua análise se baseia em profundo conhecimento em segurança global, inteligência e dinâmicas de conflito internacional.
Resumo Rápido
Dimitri Alperovitch emergiu como uma voz líder em segurança global, oferecendo uma avaliação contundente da capacidade da Rússia de travar guerra e da mudança no cenário geopolítico. Nascido na Rússia, ele agora preside um think tank em Washington dedicado a analisar as complexas dinâmicas da competição entre grandes potências.
Seus insights chegam em um momento crítico, enquanto o mundo observa o conflito em andamento na Ucrânia e as crescentes tensões entre os Estados Unidos e a China. A análise de Alperovitch oferece uma visão sóbria dos limites da resistência militar russa e da possível realinhamento das prioridades da política externa dos EUA.
Um Alerta Contundente sobre a Rússia
A previsão mais imediata e impactante de Alperovitch diz respeito à guerra na Ucrânia. Ele argumenta que os recursos militares e econômicos da Rússia não são infinitos e que o país está se aproximando de um ponto crítico de exaustão. De acordo com sua análise, a Rússia não será capaz de sustentar seu atual nível de operações militares por muito mais tempo.
Ele projeta um cronograma definitivo para a sustentabilidade do conflito. "Eu não acho que a Rússia seja capaz de continuar a guerra na Ucrânia por mais de um ano e meio," ele afirma. Essa avaliação sugere um ponto de virada potencial no conflito, onde restrições logísticas e financeiras podem forçar uma mudança significativa na estratégia ou levar a um impasse.
"Eu não acho que a Rússia seja capaz de continuar a guerra na Ucrânia por mais de um ano e meio."
O alerta sublinha a imensa pressão que a guerra colocou sobre a infraestrutura e as linhas de suprimento da Rússia. Embora o conflito continue a evoluir, a cronologia de Alperovitch introduz um horizonte concreto para que formuladores de políticas e observadores considerem.
"Eu não acho que a Rússia seja capaz de continuar a guerra na Ucrânia por mais de um ano e meio."
— Dimitri Alperovitch
A Nova Guerra Fria Tecnológica
Além do conflito imediato na Europa, o trabalho de Alperovitch se concentra em uma luta mais ampla e insidiosa: a guerra fria tecnológica entre a China e os Estados Unidos. Seu último ensaio mergulha nessa competição, que não é travada em campos de batalha tradicionais, mas em laboratórios, salas de reunião e redes digitais.
Essa nova forma de conflito se centra na dominância em setores críticos como inteligência artificial, semicondutores e computação quântica. As apostas são altas, pois o controle sobre essas tecnologias pode determinar a superioridade econômica e militar por décadas. A análise de Alperovitch destaca como essa rivalidade está remodelando alianças globais e políticas econômicas.
- Competição pela supremacia em IA
- Batalhas sobre cadeias de suprimentos de semicondutores
- Corrida pela computação quântica
- Padrões globais para infraestrutura digital
O foco na competição tecnológica representa uma mudança das confrontações militares do século 20. É uma luta silenciosa e onipresente que afeta tudo, desde eletrônicos de consumo até segurança nacional, com ambas as superpotências buscando garantir uma vantagem decisiva.
Uma Mudança nas Prioridades dos EUA
Alperovitch também oferece uma observação pontual sobre a possível direção da política externa americana, particularmente sob uma futura administração Trump. Ele sugere uma divergência significativa em como diferentes pontos críticos globais são vistos de Washington. O foco, ele argumenta, provavelmente se desviaria da Europa.
Sua análise aponta para uma hierarquia clara de preocupações para uma presidência Trump potencial. "A Trump le importa mucho más Taiwán que Ucrania," ele alerta, indicando que a segurança de Taiwan seria uma questão primordial, potencialmente ofuscando a situação em andamento na Ucrânia. Essa perspectiva sugere uma reorientação estratégica para a região do Indo-Pacífico.
"A Trump le importa mucho más Taiwán que Ucrania."
Essa possível mudança tem implicações profundas para as relações internacionais. Poderia alterar a dinâmica da ajuda militar, pressão diplomática e sanções econômicas, forçando aliados e adversários a recalcularem suas estratégias em resposta a um foco americano em mudança.
A Perspectiva do Analista
Compreender o ponto de vista de Alperovitch requer olhar para seu histórico único. Como um analista nascido na Rússia que agora lidera um proeminente think tank em Washington, ele ocupa uma posição distintiva. Sua expertise está enraizada em um profundo entendimento tanto da sociedade russa quanto do funcionamento interno dos círculos de inteligência e política ocidentais.
Seu papel de liderança em um think tank focado na competição entre grandes potências o coloca no centro de discussões estratégicas. Esse ambiente permite que ele sintetize inteligência de várias fontes, incluindo agências como a CIA e o NSA, e forneça uma análise tanto matizada quanto globalmente informada. Seu trabalho é uma ponte entre teoria acadêmica e formulação prática de políticas.
A combinação de sua história pessoal e expertise profissional dá a suas previsões um peso particular. Ele não é meramente um observador, mas um participante ativo no diálogo que molda a política de segurança global, oferecendo insights que são tanto críticos quanto visionários.
Olhando para o Futuro
A análise de Dimitri Alperovitch fornece um roteiro claro, embora desafiador, para o futuro próximo. Seu alerta sobre a capacidade limitada da Rússia de continuar a guerra na Ucrânia sugere que o conflito pode entrar em uma nova fase nos próximos 18 meses, potencialmente levando a um acordo negociado ou a um conflito congelado.
Simultaneamente, seu foco na guerra fria tecnológica entre a China e os Estados Unidos destaca a competição estratégica de longo prazo que definirá o século 21. Essa guerra silenciosa pela supremacia tecnológica provavelmente se intensificará, independentemente do resultado na Ucrânia.
Finalmente, sua percepção sobre uma possível mudança nas prioridades da política externa dos EUA serve como um lembrete crucial para aliados em todo o mundo. A ênfase em Taiwan sobre a Ucrânia sinaliza um possível realinhamento dos interesses estratégicos americanos, com consequências de longo alcance para a estabilidade global. O mundo deve se preparar para um futuro em que essas três dinâmicas – exaustão russa, rivalidade tecnológica e alianças em mudança – convergem.
"A Trump le importa mucho más Taiwán que Ucrania."
— Dimitri Alperovitch
Perguntas Frequentes
Qual é a principal previsão de Dimitri Alperovitch sobre a guerra na Ucrânia?
Ele prevê que a Rússia não será capaz de continuar suas operações militares na Ucrânia por mais de um ano e meio. Essa avaliação se baseia na imensa pressão que a guerra colocou sobre os recursos e a logística da Rússia.
Qual é o foco de seu último ensaio?
Seu último ensaio aborda a guerra fria tecnológica entre a China e os Estados Unidos. Ele explora a competição pela dominância em setores críticos como inteligência artificial, semicondutores e computação quântica.
Como ele vê a política externa de uma possível administração Trump?
Ele alerta que uma possível administração Trump provavelmente daria prioridade à segurança de Taiwan sobre a da Ucrânia. Isso sugere uma possível mudança estratégica de foco para a região do Indo-Pacífico.
Qual é o histórico profissional de Alperovitch?
Ele é um analista nascido na Rússia que agora preside um think tank em Washington. Seu trabalho se concentra em analisar as complexas dinâmicas da competição entre grandes potências e da segurança global.







