Fatos Principais
- A família de ransomware identificada como DeadLock está utilizando contratos inteligentes da Polygon para ocultar seu código malicioso e evadir detecção.
- Esta técnica espelha táticas de evasão observadas recentemente em ciberataques direcionados à blockchain Ethereum, sugerindo uma tendência mais ampla no espaço das criptomoedas.
- Ao armazenar partes das instruções do malware na blockchain da Polygon, os atacantes aproveitam a descentralização e a imutabilidade da rede para manter a persistência.
- O uso de contratos inteligentes permite atualizações dinâmicas no comportamento do malware sem a necessidade de nova implantação nos sistemas infectados.
- Analistas de segurança observam que softwares antivírus tradicionais têm dificuldade em detectar código residindo em blockchains públicas como a Polygon.
- Os baixos custos de transação e a alta velocidade da rede Polygon a tornam uma plataforma atraente para ciberataques hospedarem infraestrutura maliciosa de comando e controle.
Resumo Rápido
Uma nova família de ransomware está empregando um método não convencional para ocultar seus rastros, recorrendo à blockchain da Polygon para esconder-se. Ao incorporar código malicioso dentro de contratos inteligentes, os atacantes estão criando um esconderijo descentralizado que é difícil de rastrear pelas ferramentas de segurança tradicionais.
Esta técnica representa uma evolução significativa nas táticas de ciberatacantes, espelhando estratégias observadas recentemente em ataques baseados em Ethereum. O uso de contratos inteligentes permite que o malware opere com um grau de anonimato e persistência que era mais difícil de alcançar anteriormente.
O Vetor da Polygon
A família de ransomware DeadLock foi observada abusando da infraestrutura da rede Polygon. Em vez de armazenar todo o seu código malicioso localmente em uma máquina infectada, o malware referencia e executa instruções armazenadas dentro de contratos inteligentes na blockchain da Polygon.
Esta abordagem aproveita as propriedades inerentes da tecnologia blockchain — descentralização e imutabilidade — para criar um mecanismo de comando e controle resiliente. Analistas de segurança observam que este método ecoa técnicas documentadas recentemente em ataques direcionados à Ethereum, indicando uma possível migração ou adaptação dessas táticas para outros ecossistemas blockchain.
As implicações deste método são profundas para a defesa em cibersegurança:
- Softwares antivírus tradicionais têm dificuldade em detectar código residindo em uma blockchain pública.
- A natureza descentralizada da Polygon torna difícil derrubar a infraestrutura de comando.
- Os atacantes podem atualizar o comportamento do malware sem precisar reimplantá-lo nos sistemas infectados.
"O abuso da família de ransomware nos contratos inteligentes da Polygon ecoa técnicas recentemente vistas em ataques baseados em Ethereum."
— Relatório de Análise de Segurança
Táticas de Evasão
Ao utilizar contratos inteligentes, os operadores do ransomware alcançam um alto nível de furtividade. A carga maliciosa não está totalmente contida no vetor de infecção inicial; em vez disso, ela extrai instruções dinamicamente da blockchain. Esta fragmentação da cadeia de ataque torna a análise forense significativamente mais complexa.
Pesquisadores de segurança destacaram que esta técnica não é totalmente nova, mas ganhou tração recentemente. O abuso de contratos inteligentes da Polygon especificamente visa a velocidade da rede e os baixos custos de transação, que permitem atualizações frequentes e baratas ao código malicioso armazenado na cadeia.
O abuso da família de ransomware nos contratos inteligentes da Polygon ecoa técnicas recentemente vistas em ataques baseados em Ethereum.
Esta paralela sugere que ciberatacantes estão monitorando ativamente o cenário das criptomoedas por plataformas que oferecem o equilíbrio certo entre funcionalidade e anonimato. A mudança para soluções de Camada 2 como a Polygon indica uma adaptação ao ambiente blockchain em evolução.
A Tendência Mais Ampla
O surgimento desta tática sinaliza uma convergência entre inovação em criptomoedas e cibercrime. À medida que a tecnologia blockchain amadurece, atores maliciosos estão encontrando novas formas de explorar suas características para fins nefastos. O uso de contratos inteligentes para evasão é um exemplo primário desta tecnologia de duplo uso.
Este desenvolvimento representa um desafio para as agências de aplicação da lei e empresas de cibersegurança. Rastrear o fluxo de fundos e dados através de blockchains públicas é possível, mas a capacidade de atribuir contratos inteligentes específicos a atividades criminosas requer sofisticada análise on-chain. A arquitetura descentralizada de redes como a Polygon adiciona camadas de complexidade aos esforços de atribuição.
Além disso, o sucesso deste método na Polygon e na Ethereum pode encorajar sua adoção em outras redes blockchain. À medida que o ecossistema de criptomoedas se expande, também se expande a superfície de ataque potencial para ameaças persistentes avançadas (APTs) e campanhas de ransomware.
Implicações Defensivas
As organizações devem adaptar sua postura de segurança para abordar este vetor de ameaça emergente. Defesas perimetrais tradicionais são insuficientes quando a infraestrutura de comando e controle reside em uma blockchain pública. Equipes de segurança precisam incorporar inteligência de blockchain em suas estratégias de detecção de ameaças.
Monitorar interações suspeitas com contratos inteligentes e analisar padrões de transações on-chain estão se tornando habilidades essenciais para respondentes a incidentes. Além disso, soluções de detecção e resposta em endpoint (EDR) devem evoluir para reconhecer comportamentos associados a malware baseado em blockchain.
A indústria de cibersegurança enfrenta uma corrida contra o tempo para desenvolver ferramentas capazes de analisar e interpretar código de contratos inteligentes em tempo real. À medida que os atacantes refinam seus métodos, a lacuna entre ofensa e defesa continua a se ampliar, exigindo uma abordagem proativa e informada à segurança.
Olhando para o Futuro
A campanha de ransomware DeadLock usando contratos inteligentes da Polygon é um lembrete sombrio de que ciberatacantes são rápidos em adotar novas tecnologias. Esta tendência de evasão baseada em blockchain provavelmente persistirá, impulsionada pelas vantagens que oferece em termos de furtividade e resiliência.
Defesas futuras exigirão uma compreensão mais profunda da mecânica blockchain e a capacidade de correlacionar dados on-chain com ameaças off-chain. À medida que o cenário digital evolui, a interseção entre criptomoedas e cibersegurança permanecerá uma área crítica de foco para defensores em todo o mundo.
Perguntas Frequentes
Como o ransomware DeadLock usa contratos inteligentes da Polygon?
O ransomware incorpora código malicioso dentro de contratos inteligentes na blockchain da Polygon. Em vez de armazenar todas as suas instruções em um dispositivo infectado, o malware extrai comandos dinamicamente desses contratos, tornando mais difícil detectá-lo e removê-lo.
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