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Emissão de cartões de crédito cai 43% em 2025
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Emissão de cartões de crédito cai 43% em 2025

Kommersant13h ago
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Fatos Principais

  • A emissão de cartões de crédito caiu um impressionante 43% ao longo de todo o ano de 2025 em comparação com o ano anterior.
  • O valor monetário total das emissões de cartões de crédito também sofreu uma queda significativa, caindo 41% em 2025.
  • Dezembro de 2025 trouxe um breve alívio com um aumento de 5% nas emissões em relação ao recorde baixo de novembro.
  • Analistas de mercado citam as altas taxas de juros básicas como um fator principal que desencoraja os consumidores a contrair novas dívidas com cartões de crédito.
  • O rigoroso controle regulatório apertou os critérios de empréstimo, tornando mais difícil para os bancos emitir novos cartões livremente.
  • Produtos financeiros alternativos, como cartões de parcelamento e cartões de débito com limite de overdraft, estão ganhando uma participação significativa no mercado.

Mudança de Mercado em 2025

O cenário do empréstimo ao consumidor passou por uma transformação significativa em 2025, marcada por um recuo acentuado na tradicional emissão de cartões de crédito. Após um desempenho particularmente ruim em novembro, o mercado viu uma recuperação modesta em dezembro, mas os números anuais revelam um setor em contração.

Ao longo de todo o ano, o volume de cartões emitidos caiu 43%, enquanto o valor monetário total dessas emissões caiu 41%. Essa queda sinaliza uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor e na estratégia bancária, impulsionada por uma mistura complexa de pressões econômicas e preferências em mudança.

Um Ano de Contração

O último mês do ano trouxe um vislumbre de esperança, embora tenha sido insuficiente para compensar as perdas do ano. Em dezembro de 2025, o número de cartões de crédito emitidos aumentou 5% em relação ao mês anterior. No entanto, esse aumento veio após um novembro particularmente desastroso, que estabeleceu um ponto baixo para o ano.

Ao ser analisado pela lente de todo o ano, os dados pintam um quadro claro de um mercado em recuo. A queda de 43% no volume de emissão representa uma redução massiva no número de novas linhas de crédito estendidas aos consumidores, destacando uma abordagem cautelosa tanto de credores quanto de devedores.

A queda não foi apenas numérica, mas também refletida na escala financeira do mercado. O valor total do crédito estendido por meio desses cartões caiu 41%, indicando que os consumidores que adquiriram cartões podem ter recebido limites mais baixos ou que o tamanho médio da transação diminuiu.

Impulsionadores da Queda

Especialistas de mercado identificaram três fatores principais alimentando essa tendência de queda. O primeiro é a alta taxa de juros básica persistente, que torna o empréstimo via cartões de crédito significativamente mais caro para os consumidores. À medida que as taxas sobem, o custo de manter um saldo torna-se proibitivo para muitos, abafando a demanda por novas linhas de crédito.

O segundo fator é o ambiente regulatório rigoroso que rege o setor financeiro. Controles mais rígidos e requisitos de conformidade tornaram mais difícil para os bancos emitir cartões livremente, levando a critérios de aprovação mais apertados e práticas de empréstimo mais conservadoras.

Finalmente, a ascensão de produtos alternativos alterou fundamentalmente a escolha do consumidor. Os devedores são cada vez mais atraídos por opções que oferecem termos mais previsíveis ou utilidade imediata. Essas alternativas incluem:

  • Cartões de parcelamento que oferecem planos de pagamento estruturados
  • Cartões de débito com facilidades de overdraft que se vinculam diretamente a fundos existentes
  • Opções de financiamento no ponto de venda integradas a experiências de varejo

Ascensão das Alternativas

Os consumidores estão ativamente buscando ferramentas financeiras que ofereçam flexibilidade sem os riscos percebidos do crédito rotativo tradicional. A crescente popularidade dos cartões de parcelamento reflete um desejo por transparência nos cronogramas de pagamento, permitindo que os usuários planejem suas finanças com maior certeza.

Simultaneamente, os cartões de débito com capacidade de overdraft ganharam tração. Esses produtos permitem que os usuários acessem um buffer pré-aprovado se o saldo da conta ficar baixo, oferecendo uma rede de segurança que muitas vezes é mais barata e mais fácil de gerenciar do que um cartão de crédito padrão.

Essa migração para diferentes instrumentos financeiros sugere uma mudança estratégica no mercado. Os credores estão respondendo diversificando seus portfólios, afastando-se de um foco singular em cartões de crédito para oferecer um conjunto mais amplo de produtos adaptados às necessidades modernas do consumidor.

Perspectiva para 2026

Olhando para frente, o sentimento entre os participantes do mercado é de cautela em vez de otimismo. Não há expectativa de uma recuperação substancial no segmento de cartões de crédito ao longo de 2026. Os fatores estruturais que impulsionaram a queda de 2025 — altas taxas de juros e escrutínio regulatório — devem persistir.

Os insiders do setor acreditam que a mudança para produtos de empréstimo alternativos não é um fenômeno temporário, mas uma mudança duradoura no ecossistema financeiro. Como resultado, bancos e instituições financeiras provavelmente continuarão refinando suas ofertas não cartão de crédito para reter e atrair clientes.

Os dados de 2025 servem como um indicador claro de um mercado maduro onde os consumidores são mais exigentes e os marcos regulatórios mais robustos. A era de crescimento rápido e descontrolado do cartão de crédito parece estar dando lugar a uma abordagem mais medida e diversificada ao empréstimo ao consumidor.

Principais Conclusões

Os dados de 2025 confirmam um momento crucial para a indústria de cartões de crédito, caracterizado por uma contração significativa tanto em volume quanto em valor. A queda de 43% nas emissões é um lembrete marcante do impacto das condições macroeconômicas no comportamento financeiro do consumidor.

Embora uma leve recuperação tenha ocorrido em dezembro, não foi suficiente para alterar a trajetória negativa do ano. Os impulsionadores principais — altas taxas de juros, pressão regulatória e substituição de produtos — permanecem firmemente no lugar, sugerindo que o mercado continuará a evoluir em vez de voltar às normas anteriores.

Para 2026, o foco provavelmente permanecerá na inovação dentro dos canais de empréstimo alternativos. O cartão de crédito, embora ainda um item básico, não é mais a escolha padrão para muitos consumidores, marcando uma mudança definitiva no cenário financeiro.

Perguntas Frequentes

Qual foi a principal tendência na emissão de cartões de crédito em 2025?

A principal tendência foi uma contração acentuada, com o volume de cartões emitidos caindo 43% e o valor total caindo 41% em comparação com o ano anterior. Essa queda foi impulsionada por altas taxas de juros, pressões regulatórias e uma mudança para produtos financeiros alternativos.

Por que os consumidores estão se afastando dos cartões de crédito tradicionais?

Os consumidores estão cada vez mais optando por alternativas como cartões de parcelamento e cartões de débito com overdraft devido aos altos custos de empréstimo e ao desejo por produtos financeiros mais previsíveis. Essas alternativas frequentemente oferecem termos de pagamento mais claros e estão vinculadas diretamente a fundos existentes.

Uma recuperação é esperada no mercado de cartões de crédito para 2026?

Os participantes do mercado não esperam uma recuperação significativa no segmento de cartões de crédito em 2026. Os fatores econômicos e regulatórios que levaram à queda de 2025 devem persistir, continuando a mudança para soluções de empréstimo alternativas.

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