Fatos Principais
- Luke Ross, segundo relatos, recebe US$ 20.000 mensais de suas assinaturas no Patreon por mods de VR.
- O vice-presidente de desenvolvimento de negócios da CD Projekt Red, Jan Rosner, confirmou que o DMCA foi emitido devido a violações de monetização.
- Ross já enfrentou ações legais da Take-Two Interactive por seus mods de VR para GTA 5 e Red Dead Redemption 2.
- O modder mudou seu foco de desenvolvimento para Baldur's Gate 3 após o conflito com a CD Projekt.
Resumo Rápido
Um conflito de alto perfil eclodiu entre a CD Projekt e o proeminente modder Luke Ross sobre uma modificação de realidade virtual paga para Cyberpunk 2077. A estúdio confirmou que emitiu uma notificação de DMCA (Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital) após Ross recusar um pedido para disponibilizar seu trabalho de graça.
A disputa gira em torno da monetização de modificações de jogos e da definição legal de obras derivadas. Embora o desenvolvedor apoie a comunidade de modding, ele mantém uma política rígida contra o lucro com sua propriedade intelectual sem permissão explícita.
A Notificação DMCA
O conflito começou quando Jan Rosner, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da CD Projekt Red, abordou publicamente o problema nas redes sociais. Ele explicou que a empresa tomou ação porque o mod R.E.A.L. VR estava bloqueado por uma assinatura paga, violando diretamente as diretrizes de conteúdo para fãs do estúdio.
Rosner detalhou que a empresa entrou em contato com Ross na semana anterior com um ultimato claro: ou liberar o mod de graça ou removê-lo completamente. O estúdio enfatizou que é um apoiador do modding, mas traça uma linha firme na comercialização.
Nós nunca permitimos a monetização de nossa IP sem nossa permissão direta e/ou um acordo em vigor. Nós somos grandes fãs de mods para nossos jogos — alguns dos trabalhos por aí foram nada menos que incríveis.
De acordo com um relatório de 2022, Ross gera aproximadamente US$ 20.000 por mês em seu Patreon, onde ele bloqueia o acesso a suas conversões de VR para vários jogos de PC.
"Nós nunca permitimos a monetização de nossa IP sem nossa permissão direta e/ou um acordo em vigor."
— Jan Rosner, VP de Desenvolvimento de Negócios, CD Projekt Red
A Defesa do Modder
Luke Ross respondeu com força à reivindicação DMCA, afirmando que seu software opera independentemente do código-fonte do jogo. Ele argumentou que seu sistema de VR, que suporta mais de 40 títulos diferentes, não contém nenhum ativo ou código pertencente à CD Projekt e, portanto, não pode ser classificado como obra derivada ou conteúdo para fãs.
Ross comparou sua tecnologia a ferramentas de monitoramento de hardware, sugerindo que interceptar e processar dados visuais não constitui violação de direitos autorais. Ele propôs uma solução colaborativa, sugerindo que a CD Projekt sancione oficialmente seu trabalho em vez de removê-lo.
Sinto muito, mas não acredito que você esteja dentro de seus direitos ao exigir que meu software precise ser gratuito. Não é 'obra derivada' ou 'conteúdo para fãs'... Dizer que ele infringe seus direitos de IP é equivalente a manter, por exemplo, que o RivaTuner viola os direitos autorais das editoras de jogos.
Apesar de seus argumentos, Ross desde então removeu o suporte para Cyberpunk 2077 de seu mod, postando uma mensagem de despedida para seus assinantes.
Um Histórico de Disputas
Esta não é a primeira vez que Luke Ross enfrenta pressão legal de uma grande editora de jogos. Em julho de 2022, a Take-Two Interactive emitiu notificações DMCA semelhantes contra seus mods de VR para Grand Theft Auto V e Red Dead Redemption 2.
Ross expressou frustração significativa em relação ao momento e à natureza da ação da CD Projekt. Ele observou que o estúdio estava ciente ou indiferente à existência de seu mod por quatro anos, só agindo após receber um relatório. Isso ocorre em um período difícil para a indústria de VR, com a Meta fechando recentemente três grandes estúdios de VR.
Em uma postagem apaixonada em seu Patreon, Ross lamentou a falta de apreciação pelo trabalho envolvido em manter esses mods funcionais através de atualizações constantes dos jogos.
- Quatro anos de trabalho de manutenção
- Atualizações constantes para manter os mods vivos
- Aumento nas vendas de jogos para o desenvolvedor
- Nenhum port oficial de VR em desenvolvimento
Implicações Mais Amplas
O incidente acendeu um debate em toda a comunidade de jogos sobre os limites legais do modding. Ele destaca a tensão entre os desenvolvedores protegendo sua propriedade intelectual e os esforços criativos da comunidade de modding.
Embora Ross tenha cessado o suporte para o mod de VR de Cyberpunk, ele continua a desenvolver e distribuir modificações para outros títulos importantes. Seu portfólio atualmente inclui conversões de VR para Days Gone da Sony, Elden Ring da FromSoftware e Far Cry 5 da Ubisoft.
Olhando para frente, Ross indicou que está mudando seu foco para Baldur's Gate 3 da Larian. No entanto, o resultado desta disputa pode estabelecer um precedente para como outros estúdios abordam a monetização de mods no futuro.
Olhando para Frente
A remoção do mod de VR de Cyberpunk 2077 marca um momento significativo na discussão contínua sobre os direitos dos criadores versus os direitos dos detentores de IP. Serve como um lembrete claro que mesmo modificações não intrusivas podem enfrentar escrutínio legal quando envolvem transações financeiras.
Por enquanto, os jogadores que desejam experimentar Night City em VR terão que procurar em outro lugar, pois a disputa deixa a porta fechada sobre uma forma popular e imersiva de jogar o jogo. A situação sublinha a natureza frágil das melhorias de terceiros em um cenário dominado por políticas corporativas rígidas.
"Não é 'obra derivada' ou 'conteúdo para fãs': ele suporta um grande número de jogos que foram construídos sobre diferentes motores."
— Luke Ross, Modder
"O que importa é o resultado final, e os jogadores que se danem."
— Luke Ross, Modder
Perguntas Frequentes
Por que a CD Projekt emitiu um DMCA?
A CD Projekt tomou ação porque o mod de VR estava sendo vendido via assinatura no Patreon. As diretrizes do estúdio proíbem estritamente a monetização de sua propriedade intelectual sem um acordo formal.
O modder concorda com a decisão?
Não, Luke Ross argumenta que seu software é independente e não usa o código ou ativos da CD Projekt. Ele acredita que a reivindicação DMCA é um excesso e que seu trabalho não constitui legalmente conteúdo derivado.
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