Fatos Principais
- Erin Renzas, ex-executiva de marketing que trabalhou na IPO da Square, co-fundou o retiro Fight Co.Lab depois de descobrir que o boxe a ajudou a superar episódios dissociativos graves.
- O retiro inaugural de três dias foi realizado na Gleason's Gym, no Brooklyn, a academia de boxe mais antiga em operação nos Estados Unidos.
- Onze executivas seniores participaram da primeira sessão, que combinou exercícios de boxe com coaching de desenvolvimento pessoal.
- Um relatório recente da McKinsey e LeanIn.org encontrou que o burnout entre mulheres de nível sênior está no ponto mais alto dos últimos cinco anos.
- A taxa base para o retiro no Brooklyn foi de US$ 5.250, com uma sessão planejada em Los Angeles no valor de US$ 4.200.
- Os participantes formaram uma comunidade duradoura, com a primeira turma criando um grupo do WhatsApp chamado 'Coven' para se responsabilizarem mutuamente por seus objetivos.
Resumo Rápido
Para Erin Renzas, o caminho para a clareza profissional não começou em um boardroom, mas em um ringue de boxe. Depois de quase duas décadas subindo a escada corporativa, ela atingiu um ponto de ruptura, apesar dos marcadores externos de sucesso, como uma carreira bem remediada na área de tecnologia. Sua solução foi canalizar o caos do ringue para uma nova forma de treinamento de liderança.
Agora, Renzas co-lançou um retiro executivo exclusivo para mulheres chamado Fight Co.Lab. O programa usa as exigências físicas e mentais do boxe para ajudar líderes seniores a navegar pressões, construir comunidade e reivindicar sua intensidade em um ambiente de apoio.
Um Ponto de Ruptura e um Novo Caminho
Depois de anos subindo diligentemente a escada da carreira, incluindo um cargo como líder de marketing durante a IPO da Square, Renzas se sentiu insatisfeita. Ela voltou-se para dentro, acreditando que a chave para a felicidade era mudar seu corpo. Através de dieta e exercício, ela perdeu mais de 100 quilos, esforçando-se para se tornar o que ela chamava de "a versão perfeita do que a sociedade nos diz para ser".
Ao invés de encontrar paz, sua saúde mental se deteriorou. Enquanto trabalhava como sócia operadora no grupo de investimento Prosus em Amsterdã, ela experimentou episódios dissociativos graves. "Eu entrava em grandes reuniões e depois ia para a academia, e então voltava para casa e dizia à minha mãe que eu não existia — por basicamente dois anos", ela disse.
Sua academia tinha um ringue de boxe nos fundos, e por impulso, ela decidiu tentar. Ao contrário de outros esportes, o boxe exigia uma presença da qual ela não podia escapar. "Você tem que estar tão ancorado em seu corpo", explicou Renzas. Foi a única vez que ela se sentiu inteira.
"Eu decidi, como tantas mulheres fazem, que a coisa que eu não tinha mudado era meu corpo. Eu estava procurando como poderia me tornar perfeita até o ponto da felicidade."
— Erin Renzas
Do Ringue ao Retiro
O boxe se tornou uma força transformadora para Renzas, que agora é uma boxeadora amadora com quatro vitórias. Ela começou a integrar o vocabulário do esporte em seu trabalho com Shea O'Neil, sua coach executiva. Juntas, exploraram como a estratégia de luta poderia se aplicar à navegação da carreira e à definição de sucesso.
A ideia ressoou profundamente com outras líderes em suas redes, levando à criação do Fight Co.Lab. Este intensivo híbrido de boxe e workshop de desenvolvimento pessoal é projetado para mulheres em pontos de inflexão profissional — seja iniciando novas empresas, reestruturando equipes ou buscando um antídoto para o isolamento.
O design do retiro é intencional. A exaustão física do boxe ajuda a baixar barreiras emocionais. Como observou O'Neil, "As defesas das pessoas caíram". Isso cria um espaço para vulnerabilidade que muitas vezes falta em programas de networking tradicionais.
A Experiência do Fight Co.Lab
O retiro inaugural de três dias aconteceu em novembro na Gleason's Gym no Brooklyn, a academia de boxe mais antiga em operação no país. Onze mulheres participaram, a maioria das quais nunca tinha usado luvas de boxe antes. Treinadores como Malic Groenberg voaram de Amsterdã para liderar as sessões, gritando combinações como "Gancho esquerdo, fígado esquerdo".
O ambiente foi intencionalmente não convencional. As paredes vermelho-vivo da academia e os retratos de pesos-pesados do passado forneceram um contraste marcante com os retiros executivos típicos. Renzas acredita que o boxe é sobre "operar no caos", ensinando os participantes a encontrar clareza e ver seus golpes em meio ao barulho.
Para os participantes, a experiência foi intensa e transformadora. Emily Barron, cofundadora da Zaria, observou: "Você está tão fisicamente cansado, e só quer deitar. Mas então você pensa: Vá fundo — emocional, mental e intelectualmente".
Domando a Intensidade
O retiro aborda um desafio específico destacado por relatórios recentes: o burnout entre mulheres de nível sênior está em um ponto alto de cinco anos. Muitas participantes, como Christina Lang da Mozilla, se uniram para encontrar comunidade e escapar da pressão genderizada de ser uma "versão menor de si mesma".
Para Emily Barron, o boxe ofereceu um alívio da expectativa de suprimir sua intensidade. "Como mulheres, somos tão ensinadas que se temos esse instinto de querer lutar, isso está errado", ela disse. O ringue se tornou um lugar onde essa drive era uma vantagem, não uma falha.
O impacto vai além do retiro. A primeira turma, agora se chamando "The Coven", continua a se apoiar via um grupo do WhatsApp, se responsabilizando pelos objetivos que estabeleceram. Barron até começou a tomar aulas de boxe de volta na Califórnia, continuando a aproveitar a força que descobriu.
Olhando para o Futuro
Após o sucesso do retiro no Brooklyn, uma segunda sessão está planejada para o início de março em Los Angeles. O programa continua a refinar sua abordagem para combinar treinamento físico com desenvolvimento executivo.
Ao usar os princípios do boxe, o Fight Co.Lab fornece um quadro único para líderes mulheres navegar desafios complexos. Demonstra que, às vezes, o caminho para a resiliência profissional é encontrado através de ensaios físicos e emocionais inesperados.
"O boxe é sobre operar no caos. É sobre encontrar a clareza e o descanso e ver seus golpes em meio a tudo mais que está acontecendo."
— Erin Renzas
"O que você faz quando suas costas estão contra o canto? E como você pivota e reivindica espaço?"
— Shea O'Neil
"Como mulheres, somos tão ensinadas que se temos esse instinto de querer lutar, isso está errado. Sou uma pessoa bastante intensa; reconheço isso. Mas sinto que as pessoas não gostam disso em mim."
— Emily Barron
"Minha experiência de continuar subindo tem sido que você chega a um certo nível e todos pedem para você ser uma versão menor de si mesma."
— Christina Lang
Perguntas Frequentes
O que é o retiro Fight Co.Lab?
Fight Co.Lab é um retiro executivo exclusivo para mulheres que combina treinamento intensivo de boxe com workshops de desenvolvimento pessoal. Co-fundado por Erin Renzas e Shea O'Neil, é projetado para líderes mulheres seniores que buscam construir resiliência e comunidade.
Por que o boxe foi escolhido como atividade central?
O boxe foi selecionado porque exige presença física e mental completa, prevenindo a dissociação e forçando os participantes a estarem ancorados em seus corpos. Os elementos estratégicos e a intensidade do esporte são diretamente aplicados aos desafios de liderança e à navegação da carreira.
Quem tipicamente participa desses retiros?
Os retiros são projetados para executivos seniores, particularmente mulheres em pontos de inflexão em suas carreiras. Isso inclui aquelas que estão iniciando novas empresas, considerando mudanças de carreira ou buscando combater o isolamento e o burnout comum entre líderes mulheres em cargos de alta pressão.
Quais são os resultados para os participantes?
Os participantes relatam formar conexões profundas com colegas, ganhar novas perspectivas sobre como aproveitar sua intensidade e sair com objetivos pessoais e profissionais acionáveis. Muitos continuam a se apoiar após o fim do retiro, criando uma comunidade profissional duradoura.










