Fatos Principais
- Anne Goldberg começou sua jornada tecnológica nos anos 1980 como uma das primeiras adotantes de modelos de computador, um conjunto de habilidades que mais tarde usou em sua carreira como recrutadora.
- Seu negócio de ensino foi lançado em 2013, após um slideshow digital que ela criou para uma festa de 80 anos impressionar idosos locais, levando a uma enxurrada de pedidos de ajuda.
- O aluno típico de Goldberg tem 85 anos, e ela realiza suas aulas em instalações de moradia independente e assistida em toda a Boca Raton, Flórida.
- Ela escreveu um livro intitulado 'Pegue Este Telefone e Enfie-o!: Guia de um Idoso Frustrado para Smartphones' para ajudar ainda mais a comunidade idosa.
A Mentora Digital
Nas comunidades de aposentados ensolaradas de Boca Raton, Flórida, uma mulher de 73 anos está preenchendo o fosso digital geracional. Anne Goldberg transformou seu amor pela tecnologia em uma missão: capacitar seus pares a navegar no mundo, muitas vezes intimidante, de smartphones e tablets.
O que começou como um favor casual para um amigo evoluiu para uma jornada de doze anos de educação e incentivo. Goldberg, que operou modelos de computador pela primeira vez nos anos 1980, descobriu que sua especialização era muito procurada entre adultos mais velhos que se sentiam deixados para trás pelo ritmo rápido da inovação.
Seu método é único porque vem de um lugar de experiência compartilhada. Em vez de um guru jovem de tecnologia falando em jargão, Goldberg oferece orientação como uma contemporânea, provando que nunca é tarde para dominar uma nova habilidade.
Um Início Inesperado
A origem da carreira de ensino de Goldberg foi um evento inesperado no outono de 2013. Na época, ela estava entre empregos e tinha trabalhado anteriormente como recrutadora, onde aprimorou suas habilidades na formatação de apresentações do PowerPoint. Uma amiga pagou uma taxa para que ela criasse um slideshow digital para a festa de 80 anos de um parente.
O sucesso desse projeto foi imediato. Os convidados ficaram tão impressionados com a apresentação que começaram a buscar sua orientação sobre como operar seus próprios dispositivos. Em dez dias, Goldberg recebeu uma enxurrada de ligações de idosos precisando de ajuda com iPads, laptops e iPhones.
Reconhecendo uma necessidade genuína, ela usou seu histórico de ligações a frio para contatar uma instalação de moradia independente em sua cidade. Ela propôs um curso iniciante para residentes, e como ela mesma diz, "eu consegui o trabalho". Sua primeira aula foi realizada dentro de uma semana, marcando o início de sua segunda carreira.
"Eu consegui o trabalho."
— Anne Goldberg
O Poder dos Pares
Goldberg agora dá aulas em vários asilos, atendendo uma clientela com idade média de 85 anos. Ela observa que muitos alunos chegam coagidos por membros da família que tentaram e falaram em ensiná-los antes. Para quebrar o gelo, ela costuma brincar, "eu sei que você odeia a ideia de estar aqui".
Apesar da resistência inicial, as sessões são um sucesso retumbante. Goldberg considera o trabalho "incrivelmente gratificante", citando a alegria de ver o "brilho em seus olhos" quando um conceito finalmente clica. Ela acredita que sua idade é um fator significativo em seu sucesso.
Eles preferem o conselho de alguém de sua geração — ou próxima o suficiente — que entende os desafios.
Ao publicar seu livro, "Pegue Este Telefone e Enfie-o!: Guia de um Idoso Frustrado para Smartphones," ela solidificou ainda mais seu papel como uma voz confiável para idosos que se sentem sobrecarregados pela tecnologia moderna.
Sabedoria Prática
O currículo de Goldberg é construído sobre três pilares centrais projetados para desmantelar o medo. Primeiro, ela aborda o sentimento de incompetência. Muitos clientes acreditam que são "burros" quando lutam com um dispositivo, mas ela os ajuda a perceber que seus medos são infundados.
Ela incentiva uma mudança no monólogo interno. Em vez de dizer, "Eu não consigo fazer isso", ela insiste na adição de uma palavra crucial: "ainda". Essa simples mudança promove uma mentalidade de crescimento e contém a frustração.
Segundo, ela aconselha contra a nostalgia excessiva por uma era pré-digital. Embora ela respeite o sentimento, ela lembra aos alunos que a tecnologia oferece benefícios tangíveis, como ver membros da família que moram longe. Por fim, ela desmistifica o próprio hardware, tranquilizando os alunos que os telefones são mais duráveis do que acreditam.
Superando o Medo de Quebrar
Uma grande barreira para os alunos de Goldberg é o medo de danificar dispositivos caros. Ela aborda isso explicando que os telefones são surpreendentemente resistentes. Embora jogar um telefone contra a parede ou passar por cima dele certamente o destrua, o manuseio cotidiano provavelmente não causará danos.
Ela atualiza seus alunos sobre os recursos modernos, observando que os modelos recentes da Apple podem resistir à imersão em água até 6 metros por 30 minutos. Isso contraria o antigo medo de deixar cair um telefone no vaso sanitário.
Em relação à tela, ela usa uma analogia vívida para combater o medo de tocar muito forte. Ela pergunta se eles já lambucaram um dedo para testar o calor de uma ferro. Quando eles concordam, ela explica: "Você toca na ferro rápido porque não quer se queimar — e é exatamente assim que você toca no seu telefone."
Conectando Gerações
O objetivo final do trabalho de Anne Goldberg não é apenas a proficiência técnica, mas a conexão emocional. Ela defende ferramentas como o FaceTime como portas para um novo tipo de intimidade para os idosos. Ela lembra da emoção de fazer um tour virtual do novo apartamento de seu filho no Colorado, uma experiência que era impossível para gerações anteriores.
Ao desmistificar a interface, ela permite que seus alunos se concentrem no resultado: permanecer conectados com entes queridos. Sua defesa está enraizada na crença de que a tecnologia deve servir às pessoas, não intimidá-las.
Através da paciência, humor e compreensão compartilhada, Goldberg continua a provar que a idade é apenas um número quando se trata de aprendizado. Seu legado é de empoderamento, garantindo que os idosos permaneçam participantes ativos em um mundo digital.
"É incrivelmente gratificante. É ótimo ver o brilho em seus olhos e o senso de conquista quando alguém finalmente 'entende'."
— Anne Goldberg
"Eles preferem o conselho de alguém de sua geração — ou próxima o suficiente — que entende os desafios."
— Anne Goldberg
"Você toca na ferro rápido porque não quer se queimar — e é exatamente assim que você toca no seu telefone."
— Anne Goldberg
Perguntas Frequentes
Como Anne Goldberg começou a ensinar tecnologia para idosos?
Em 2013, enquanto estava entre empregos, ela criou um slideshow digital para um parente de uma amiga. O sucesso desse projeto levou outros idosos de sua comunidade a buscar sua orientação, levando-a a iniciar um negócio formal de ensino.
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