Principais fatos
- Miguel Torquato do Nascimento ficou à deriva por aproximadamente 8 horas na Lagoa de Araruama.
- Ele percorreu uma distância de aproximadamente 12,6 km de São Pedro da Aldeia até Arraial do Cabo.
- O menino foi encontrado por um bombeiro em um jet ski depois de pedir ajuda perto da costa.
- Miguel foi atendido na UPA pediátrica, mas não foi hospitalizado.
- O caiaque envolvido era um embarcação particular, não operada por uma empresa especializada.
Resumo Rápido
Uma saída familiar se transformou em um pesadelo de oito horas no último domingo quando Miguel Torquato do Nascimento, de 10 anos, foi levado por ventos fortes e correntes na Lagoa de Araruama. O menino, que estava visitando parentes em São Pedro da Aldeia, desapareceu enquanto remava com familiares, desencadeando uma operação de busca massiva na Região dos Lagos.
Após horas de incerteza e com a esperança diminuindo, Miguel foi avistado por um bombeiro em um jet ski perto de Arraial do Cabo. Ele havia derivado aproximadamente 12,6 quilômetros de sua localização original. Apesar do terrível suplício, o menino foi encontrado em boa saúde, precisando apenas de check-ups médicos básicos na unidade de emergência pediátrica local.
O Incidente
A sequência de eventos começou durante uma excursão familiar à Praia do Sudoeste. Miguel entrou em um caiaque particular para uma viagem recreativa quando as condições pioraram rapidamente. De acordo com os relatos, a embarcação não era operada por uma empresa especializada e não havia salva-vidas presentes no momento do acidente.
Ventos fortes e correntes poderosas rapidamente afastaram o menino da linha costeira. À medida que a noite caía, a situação se tornava cada vez mais grave:
- A visibilidade diminuiu significativamente com a queda do sol
- Os ventos se intensificaram, criando águas agitadas
- A distância da costa impossibilitou a comunicação vocal
Seu pai, Marcelo, descreveu as condições aterrorizantes: “Ventava muito forte e as águas ficaram bastante agitadas”.
"“Ele está praticamente bem não teve nada, não sofreu nada graças a Deus, só o susto mesmo e o trauma que foi ficar sozinho no mar sem saber como que voltava pra casa.”"
— Marcelo, Pai de Miguel
A Operação de Busca
À medida que as notícias do desaparecimento se espalharam, um grande esforço de mobilização tomou forma. O Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil despacharam recursos para vasculhar as águas. Moradores locais, pescadores e equipes de jet ski também se uniram à busca desesperada.
Durante a operação, um adolescente local tentou intervir, mas foi forçado a recuar após quase se afogar no mar agitado, destacando a natureza perigosa das condições que Miguel enfrentava. O pai do menino admitiu que, à medida que as horas passavam, o desespero se instalou.
“Eu já não estava nem mais esperançoso pelo tempo que passou. Foram oito horas à deriva. A gente achou que o pior tivesse acontecido.”
Apesar da duração de 8 horas e do ambiente desafiador, os esforços coordenados das equipes de resgate mantiveram a busca ativa durante toda a noite.
O Resgate
A virada veio quando Miguel conseguiu derivar perto da linha costeira em Pontal da Alcaira em Arraial do Cabo. Avistando um bombeiro em um jet ski, o menino reuniu suas forças e gritou por ajuda, sinalizando sua localização para a equipe de resgate.
O reencontro foi emocionante. Marcelo, pai de Miguel, expressou alívio e gratidão avassaladores. Ele observou que seu filho não precisou de hospitalização e recebeu alta após exames de rotina na UPA pediátrica em São Pedro da Aldeia.
Refletindo sobre o suplício, Marcelo atribuiu a sobrevivência de Miguel à intervenção divina e à resiliência do menino: “Ele está praticamente bem não teve nada, não sofreu nada graças a Deus, só o susto mesmo e o trauma que foi ficar sozinho no mar”.
O Alívio de uma Comunidade
O sucesso da busca foi recebido com celebração pela família e pela comunidade. O pai aproveitou para agradecer publicamente a todos os envolvidos na operação, reconhecendo o esforço coletivo que trouxe Miguel para casa.
Marcelo declarou: “Só tenho a agradecer a Deus, aos bombeiros, à Marinha, aos pescadores, moradores, velejadores, equipes de jet ski e a todos que ficaram conosco até o desfecho. Nosso Miguel está vivo.”
O incidente serve como um lembrete severo da natureza imprevisível do mar, mesmo em uma lagoa, e da importância dos protocolos de segurança durante atividades aquáticas.
Olhando para a Frente
Miguel Torquato do Nascimento está agora se recuperando em casa com sua família, seguro das águas que o mantiveram cativo por quase um dia inteiro. Embora ele enfrente um período de recuperação emocional do trauma de ficar sozinho no oceano escuro, sua condição física permanece estável.
O incidente destaca a eficácia da resposta rápida da comunidade e da cooperação entre agências na Região dos Lagos. Também serve como um lembrete crítico para todos os entusiastas de atividades aquáticas priorizarem a segurança, garantirem equipamentos adequados e estarem atentos às mudanças nas condições climáticas.
"“Só tenho a agradecer a Deus, aos bombeiros, à Marinha, aos pescadores, moradores, velejadores, equipes de jet ski e a todos que ficaram conosco até o desfecho. Nosso Miguel está vivo.”"
— Marcelo, Pai de Miguel
"“Eu já não estava nem mais esperançoso pelo tempo que passou. Foram oito horas à deriva. A gente achou que o pior tivesse acontecido.”"
— Marcelo, Pai de Miguel
Perguntas Frequentes
Como o menino se perdeu no mar?
Miguel estava remando com a família quando ventos fortes e correntes levaram seu caiaque particular da Praia do Sudoeste. A embarcação não era operada por uma empresa profissional e não havia salva-vidas presentes.
Quão longe o menino derivou?
Miguel derivou aproximadamente 12,6 quilômetros, indo de São Pedro da Aldeia até o Pontal da Alcaira em Arraial do Cabo antes de ser resgatado.
Qual foi o resultado do exame médico?
Miguel foi levado à Unidade de Pediátrica de Emergência (UPA) para exames de rotina. Seu pai confirmou que ele não foi hospitalizado e não sofreu ferimentos físicos, apenas trauma emocional com a experiência.
Quem participou da busca?
A busca mobilizou a Marinha do Brasil, o Corpo de Bombeiros, pescadores locais, moradores, equipes de jet ski e outros voluntários que permaneceram até o resgate ser completado.







